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Estadão Conteúdo
Política

Convocação de Bolsonaro para protestos contraria lideranças na Câmara

Deputados veem uma tentativa do governo de criar uma “cortina de fumaça” para o desempenho ainda baixo do crescimento econômico do país

8 de março de 2020
8:59 - atualizado às 8:31
Presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa ao chegar no Palácio da Alvorada
Presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa ao chegar no Palácio da Alvorada - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

A convocação do presidente Jair Bolsonaro a seus seguidores para comparecer à manifestação no dia 15 de março desagradou a lideranças na Câmara dos Deputados, que veem uma tentativa do governo de criar uma "cortina de fumaça" para o desempenho ainda baixo do crescimento econômico do país.

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"Acho que o presidente ao invés de insuflar manifestações deveria estar construindo condições para concentrar os esforços na solução do que realmente interessa", avalia o líder do Democratas na Câmara, Efraim Filho (PB).

Em Boa Vista, Roraima, o presidente convocou os brasileiros a participar da manifestação e afirmou que o movimento é "espontâneo", rechaçando qualquer investida contra o Congresso Nacional ou o Judiciário.

"O político que tem medo de movimento de rua não serve para ser político", disse Bolsonaro.

A declaração vem um dia após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subir tom nas críticas ao governo e dizer que o entorno do governo tem uma estrutura para "viralizar o ódio" por meio de fake news.

Para Efraim Filho, o foco da agenda do País não pode ser a "disputa entre poderes". Na avaliação do líder, a agenda prioritária é a retomada do crescimento econômico.

"A agenda do Brasil hoje é da retomada do desenvolvimento, recuperação dos empregos e o enfrentamento da epidemia do coronavírus", diz.

O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), afirma que Bolsonaro usa a convocação para as manifestações como manobra para tirar o foco do desempenho da economia.

Nesta semana, o IBGE divulgou que a economia brasileira cresceu 1,1% em 2019, numa desaceleração ante os dois anos anteriores.

"Ele (Bolsonaro) precisou retomar (o assunto) porque ele quer ofuscar os resultados econômicos que nós tivemos essa semana. Afinal de contas, o PIB de 1%, o dólar chegando a R$ 5,00, a Bolsa de Valores como está, nós sabemos que não é só coronavírus", afirmou. O petista acredita que a convocação por Bolsonaro é uma forma "desviar a atenção".

Assista ao vídeo em que o presidente fala sobre os protestos marcados para o dia 15:

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