Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-11-10T06:21:24-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
MAIS VOTOS

PDT pula do barco, mas PEC dos Precatórios passa em 2º turno na Câmara mesmo assim

Apesar da mudança de posição pedetista, governo conseguiu 11 votos a mais do que no primeiro turno para passar a PEC com a qual pretende viabilizar o Auxílio Brasil

10 de novembro de 2021
6:05 - atualizado às 6:21
Vetos bolsonaro
Sessão para a votação de propostas. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL) - Imagem: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Depois de ter votado a favor da PEC dos Precatórios em primeiro turno, o PDT pulou do barco e votou contra no segundo. Mesmo assim, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o texto-base da PEC dos Precatórios em segundo turno por 323 votos a 172, dando mais um passo em direção à viabilização do Auxílio Brasil.

Com o resultado, o governo conseguiu manter a espinha dorsal da PEC, que amplia o limite para as despesas no Orçamento de 2022, incluindo a mudança no cálculo do teto de gastos e o adiamento de parte das dívidas judiciais que teriam de ser quitadas no ano que vem.

Texto segue agora para o Senado

Depois de terem levado cerca de 13 horas para aprovar o texto-base, os deputados começaram a discutir os destaques para votação em separado, o que poderia provocar alguma alteração no texto. Entretanto, todas as alterações propostas foram rejeitadas e o texto segue agora para o Senado.

Vantagem ampliada

Com a maior presença de parlamentares na Casa, o governo ampliou a vantagem obtida na votação em primeiro turno de 312 votos a 144.

A mudança da posição do PDT não foi suficiente para derrotar o projeto. Ontem, o partido decidiu orientar sua bancada de 25 deputados a votar contra a PEC, ao contrário do que ocorreu na votação do primeiro turno.

PEC é necessária para tirar do papel o Auxílio Brasil

A PEC dos Precatórios libera R$ 91,6 bilhões de espaço no Orçamento de 2022 e é essencial para tirar do papel o Auxílio Brasil de R$ 400, como quer o presidente Jair Bolsonaro. Parlamentares contrários reclamam, porém, que a folga fiscal pode acabar sendo usada para turbinar emendas de relator, empregadas na distribuição de recursos a aliados do governo.

Sem essa de teto de gastos

Em uma das votações mais tensas de ontem, o MDB defendia a retirada do dispositivo que muda a correção do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação e que foi criada durante o governo Michel Temer (MDB).

Sozinha, a alteração abre um espaço de R$ 47 bilhões para gastos no Orçamento de 2022, sendo R$ 45 bilhões para o Poder Executivo. Para este ano, o espaço adicional seria de R$ 15 bilhões.

Susto

O discurso do MDB era o de "preservar" o teto de gastos criado por Temer. Ao seu lado na trincheira estavam os partidos de oposição. Do outro lado, o governo ainda se recuperava de um "susto": minutos antes, não conseguiu colocar 308 votos suficientes para manter no texto uma mudança na regra de ouro, que simplificaria a obtenção de uma autorização para usar recursos obtidos via emissão de dívida no pagamento de despesas correntes, como salários e aposentadorias.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), segurou a votação para garantir que o número máximo de deputados desse o seu voto. Com um quórum maior, o governo teria mais segurança de que manteria no texto o recálculo do teto. Após a tensão, o placar de 316 a 174 permitiu ao governo respirar aliviado.

Além da promessa de recursos de emendas a aliados, a base governista mobilizou um exército de prefeitos, que foram à Câmara dos Deputados e percorreram gabinetes de lideranças.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirmou que negociou com Lira o apoio dos prefeitos à PEC - que inclui um parcelamento de dívidas previdenciárias das prefeituras. "Estamos focados, são quase R$ 36 bilhões a menos (no valor da dívida) e 240 meses para pagar", disse.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

NOVATA NA FINAL

Não estranhe: patrocinadora da final entre Palmeiras e Flamengo é a nova corretora de criptomoedas do Brasil; conheça Crypto.bom

A exchange resolveu investir no segmento de esportes e patrocina Fórmula 1, NBA e até o campeonato europeu

Raio-X

Análise: Por que a alta da inflação pode ameaçar o pacote de infraestrutura de Joe Biden?

O presidente americano tem ambiciosos planos pela frente, mas a alta da inflação e gargalos estruturais da economia podem alterar o rumo

A SEMANA EM GRÁFICOS

Covid-19 pressiona aéreas, turismo, Ibovespa e bitcoin, mas inflação avança no mundo: entenda a última semana com estes gráficos

As companhias aéreas sofreram perdas significativas na bolsa esta semana e nem o bitcoin (BTC) conseguiu se salvar

O MELHOR DA SEMANA

Piora da covid no mundo e criptomoedas além do bitcoin (BTC): 5 assuntos mais lidos no Seu Dinheiro esta semana

O mercado já trabalhava amplamente com a visão do verdadeiro normal. Mas os mercados globais voltaram a entrar em pânico com a covid-19

PAPO CRIPTO #007

Tecnologia que criou o bitcoin (BTC) pode reduzir custo de captação de recursos em quase 70%, diz chefe de ativos digitais do BTG

“Empresas pequenas e médias têm menor possibilidade de acesso ao mercado de capitais, muito por causa dos custos envolvidos”, comenta

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies