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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

O dia dos mercados

Bolsa perde ímpeto e fecha abaixo dos 96 mil pontos; dólar cai forte

Ibovespa inicia sessão em alta vigorosa, mas perde fôlego e fecha com ganhos de 0,67%; dólar tem forte baixa e juros futuros recuam

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
23 de junho de 2020
18:12 - atualizado às 18:39
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A sessão do Ibovespa desta terça-feira (23) começou em clima de alívio forte com o otimismo observado no mercado internacional. Mas, no meio da tarde, esse ânimo arrefeceu e impediu a bolsa de manter o ímpeto que exibia na manhã.

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O bom humor fez o principal índice acionário da B3 superar o patamar de 97 mil pontos, por volta das 12h10. No entanto, por volta das 16h30, a bolsa havia reduzido a alta para 0,5%, aos 95.833,18 pontos.

O motivo para a queda eram as ações dos bancos, que já naquele momento operavam no campo negativo — o papel PN do Itaú (ITUB4), inclusive, tinha perdas superiores a 2%.

Relatos da imprensa dão conta da incerteza dos investidores quanto a novas medidas de crédito anunciadas pelo Banco Central hoje e de seus eventuais efeitos na administração do crédito por parte dos bancos, o que os fez ponderarem suas posições nesses papéis.

"De fato, os bancos têm um peso muito grande no Ibovespa", disse Rafael Panonko, analista-chefe de investimentos da Toro Investimentos. "Mas, no geral, todos os setores do Ibovespa estão fazendo movimentos muito curtos, com altas que não são longas para realização de lucros."

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A razão para este movimento, segundo Panonko, é o imediatismo dos investidores em meio a um cenário de muita liquidez, mas que conserva riscos, tanto econômicos quanto políticos, gerando, por isso, alguma volatilidade. "O investidor com um prazo maior de investimento tem usado períodos pequenos para ter algum lucro", diz ele.

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E não deu outra: a bolsa encerrou mesmo o dia em uma toada mais bem comportada, incapaz de sustentar uma maior alta percentual. O principal índice acionário da B3 fechou aos 95.975,16 pontos, em alta de 0,67%.

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
GOLL4Gol PN19,90+10,86%
USIM5Usiminas PN7,68+10,34%
AZUL4Azul PN22,50+9,06%
COGN3Cogna ON7,01+6,05%
YDUQ3Yduqs ON37,05+5,26%

Veja também as cinco maiores quedas do índice:

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CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
IRBR3IRB ON11,50-4,96%
CPFE3CPFL Energia ON30,55-3,32%
MRFG3Marfrig ON12,50-2,57%
LREN3Lojas Renner ON41,87-2,49%
SBSP3Sabesp ON58,70-2,49%

Lá fora, o bom humor repercutiu a fala do presidente Donald Trump. Ele reforçou que o acordo comercial assinado em janeiro entre Estados Unidos e China continua em vigor.

O S&P 500 subiu 0,43%, para 3.131,29 pontos, o Dow Jones, 0,5%, para 26.156,10 pontos, e o Nasdaq, 0,74%, para 10.131,37 pontos. Os principais índices europeus — DAX, na Alemanha, CAC-40, na França, e FTSE 100, na Inglaterra — também exibiram comportamentos positivos.

Ao fim do dia, a força do alívio que prevaleceu foi a verificada no dólar. A moeda americana caiu 2,26%, cotado a R$ 5,15. Em junho, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2020, entretanto, o dólar apresenta forte alta, acima dos 28%.

De acordo com Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e diretor do Asa Bank, o ambiente atual ajuda a tomada de risco "no plano global", o que explica o movimento visto no câmbio. "Mas é só um dia. Cada dia é uma história", diz ele.

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O desempenho do câmbio acompanhou a tendência de alguns pares emergentes do real, como o peso mexicano e o rublo russo, que também se valorizaram frente ao dólar.

Juros fecham em queda

Os juros futuros dos contratos dos depósitos interbancários recuaram. O movimento seguiu a queda do dólar e reagiu também à divulgação da ata da última reunião do Copom.

No documento, o Comitê de Política Monetária do Banco Central discutiu o potencial mínimo da Selic, concluindo que este já estaria perto do fim e uma redução maior pode comprometer mercados e setores, gerando instabilidade.

A ata do colegiado repetiu o aviso dado no comunicado de decisão da semana passada, que cortou a taxa de juros de 3% para 2,25% ao ano, acerca possibilidade de corte residual na Selic na reunião marcada para agosto.

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"O mercado reagiu às falas do BC, de que ainda há espaço para mais quedas" do juro básico, disse Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos.

  • Janeiro/2021: de 2,04% para 2,035%;
  • Janeiro/2022: de 3,05% para 3,00%;
  • Janeiro/2023: de 4,17% para 4,12%;
  • Janeiro/2025: de 5,9% para 5,8%.

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