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Vendas bateram recorde e e-commerce foi destaque no trimestre; mercado esperava que a companhia tivesse prejuízo mais uma vez
Dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, a Via Varejo surpreendeu e registrou lucro líquido de R$ 590 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 346 milhões visto no mesmo período do ano passado.
A mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de prejuízo de R$ 167 milhões.
O lucro líquido não recorrente ficou em R$ 490 milhões, enquanto o operacional foi de R$ 100 milhões, ante prejuízo de R$ 138 milhões e R$ 208 milhões no terceiro trimestre de 2019, respectivamente.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 1,120 bilhão, ante uma cifra negativa em R$ 97 bilhões um ano antes. No critério ajustado, o Ebitda foi positivo em R$ 1,196 bilhão, ante R$ 220 milhões no terceiro tri de 2019.
A margem Ebitda, que um ano antes era de -1,7%, está em 14,3%. Considerando o Ebitda ajustado, subiu de 3,9% para 15,3% na mesma base de comparação.
A receita líquida fechou o trimestre em R$ 7,8 bilhões, avanço de 37% ante o terceiro trimestre de 2019. A companhia terminou o trimestre com uma posição de caixa de R$ 7,9 bilhões e caixa líquido de R$ 3,4 bilhões.
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A Via Varejo bateu recorde de vendas no terceiro trimestre, totalizando R$ 10 bilhões em vendas brutas de mercadorias (GMV, na sigla em inglês), crescimento de 43,4% ante o mesmo período no ano passado.
O e-commerce respondeu por 41% das vendas. No terceiro trimestre de 2019, essa participação não chegava nem a 20%. As vendas no on-line totalizaram R$ 4,1 bilhões, 218,7% a mais que no terceiro trimestre de 2019.
A margem bruta saltou 5,6 pontos percentuais na comparação anual, passando de 29,6% para 35,4%.
A mensagem da administração destaca o movimento de transformação digital da companhia, e também as aquisições recentes, como a da participação no 'hub' de inovação Distrito, que dará à Via Varejo acesso à centenas de startups.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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