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A proposta formalizada hoje pela Totvs avalia a Linx em R$ 6,1 bilhões e não prevê pagamento adicional a conselheiros da empresa como a oferta da Stone
A Totvs decidiu entrar na disputa pela fornecedora de software para o varejo Linx dois dias depois do anúncio da polêmica incorporação da companhia pela empresa de maquininhas de cartão Stone.
A proposta formalizada hoje avalia a Linx em R$ 6,1 bilhões – com o pagamento em 1 ação da Totvs mais uma parcela de R$ 6,20 em dinheiro por cada ação da Linx. Desta forma, os acionistas da empresa passariam a deter 24% do capital da Totvs após o negócio.
A oferta da Totvs representa um prêmio de 30,3% sobre a ação da Linx no dia 10 de agosto e supera os R$ 6,04 bilhões oferecidos pela Stone. Mais importante, porém, é que o negócio prevê que todos os acionistas receberão o mesmo valor.
A diferenciação é importante porque a oferta da Stone estipulou um prêmio disfarçado a três membros do conselho de administração da Linx — Alberto Menache, Nércio Fernandes e Alon Dayan — no valor de R$ 315 milhões.
O alerta foi feito pela Fama Investimentos. Nos cálculos da gestora, a proposta feita pela Stone fará com que os executivos recebam no total R$ 46 por ação, prêmio de aproximadamente 35% sobre o valor a ser recebido pelos minoritários.
A oferta da Totvs pode ser classificada como hostil, ou seja, não negociada previamente com a administração da Linx. Mas em carta divulgada junto com a proposta, a empresa afirma que decidiu apenas tornar pública uma negociação que já ocorria nos bastidores.
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A Totvs diz que apresentaria a proposta após a divulgação do balanço da Linx, quando foi “surpreendida” pelo anúncio da assinatura do acordo com a Stone, “preferindo não tomar conhecimento do que tínhamos a apresentar”.
A Totvs diz ainda que tomará medidas para questionar o pagamento da multa "abusiva" prevista no caso do rompimento do acordo com a Stone, equivalente a 10% do valor de mercado da Linx — pouco mais de R$ 600 milhões.
No pregão de hoje, as ações da Totvs (TOTS3) fecharam em queda de 0,43%, mas as da Linx (LINX3) dispararam 12,60%.
Para Henrique Lara, analista e sócio da gestora Reach Capital, a proposta da Totvs supera a feita pela Stone não apenas pelas questões de governança, mas também do ponto de vista estratégico. “Como a maior parte do valor será pago em ações na oferta da Totvs, os minoritários de Linx poderão participar da sinergia da fusão dos dois negócios.”
O mesmo argumento foi usado pelos analistas do Credit Suisse, que considerou a oferta da Totvs positiva para os acionistas da Linx, ponderando para os riscos de aprovação pelas autoridades antitruste e também a multa imposta no negócio assinado com a Stone.
O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026
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