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A Petrobras informa que lançou o Programa Mais Valor, nova ferramenta de soluções financeiras para fornecedores. Segundo a estatal, o piloto começou na semana passada e, a partir do dia 30 deste mês, a ferramenta estará aberta às empresas interessadas em antecipar faturas com taxas mais competitivas. A expectativa da estatal é de que o volume de transações tem potencial de chegar a R$ 3 bilhões por mês.
Em comunicado enviado ao mercado, a empresa explica que o programa busca estimular à cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil, atingido pela pandemia do coronavírus, oferecendo oportunidade aos fornecedores anteciparem as faturas de bens e serviços já entregues ou realizados, além de aumentar a competitividade nas contratações da companhia.
"A nova solução ampliará o acesso das empresas a operações de capital de giro com taxas mais competitivas junto aos bancos parceiros, utilizando o risco de pagamento da Petrobras (risco sacado)", destaca a petroleira. Cerca de 10 mil empresas que integram a base de fornecedores poderão aderir ao programa. A petroleira não citou, no entanto, quais são as instituições financeiras parceiras.
No comunicado, a diretora de Finanças e Relacionamento com Investidores da Petrobras, Andrea Marques de Almeida, afirma que o "Mais Valor" abre um espaço de mercado que reúne fornecedores e setor financeiro em uma mesma ferramenta. "Avaliamos que o programa terá impacto positivo no fluxo de caixa dos fornecedores que, assim como a companhia, atravessam a crise. Vamos acompanhar a adesão, mas o volume de transações tem potencial de chegar a R$ 3 bilhões por mês", estima.
A diretora afirma ainda que o novo programa faz parte de uma agenda de soluções financeiras que tem o propósito de trazer robustez à cadeia de fornecimento e a construção de relacionamentos produtivos para que a companhia possa implementar seus projetos de forma mais ágil e econômica. "Também estamos mantendo conversas com instituições financeiras para avaliar soluções em que esses agentes possam prover diretamente aos segmentos mais intensivos em capital, como o de construção de plataformas e o de sistemas submarinos", diz.
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