O potencial das ações de Tim, Vivo e Oi, segundo este banco suíço
Em relatório, analistas do Credit Suisse comentam suas perspectivas para as empresas, que passam por situações distintas

As ações das teles Tim, Vivo e Oi devem ter um desempenho diferente entre si, na avaliação dos analistas do Credit Suisse - banco suíço de investimento. Os papéis da primeira seriam os melhores do setor, enquanto os da última configurariam os piores, segundo a instituição.
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O banco, que anteriormente se mantinha neutro quanto às ações da Tim, recomenda a compra dos papéis em novo relatório, projetando um potencial de valorização de 21%, a R$ 20.
"Como uma empresa predominantemente de telefonia móvel e com uma exposição relevante no segmento de baixa renda, vemos a Tim melhor posicionada para oferecer resultados operacionais fortes", dizem os analistas do banco.
Para o Credit Suisse, o lucro da Tim em 2020 deve ser 16% maior em relação ao ano passado. O banco diz acreditar que a aquisição da parte móvel da Oi pela empresa não levaria a uma concentração excessiva de assinantes, como eles dizem que seria o caso de outras companhias.
Vivo: o pior já passou
Os papéis da Vivo deixaram de não ser recomendados pelos especialistas do banco suíço, que agora se mantêm neutros. Para eles, as ações podem subir 11%, a R$ 66.
Na avaliação do banco, "o pior ficou para trás" uma vez que a dinâmica dos preços no segmento de alta tecnologia já não é tão prejudicial para os resultados da empresa como foi em 2018 e no início de 2019.
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Os analistas ainda dizem que os negócios de telefonia fixa, que hoje representam cerca de 35% da receita da Vivo, devem continuar a pesar no crescimento geral. "Com isso, as receitas ainda não mostraram sinais de estabilização e é provável que a concorrência nos negócios de FTTH (serviços por fibra óptica) se intensifique gradualmente".
Eles ainda dizem que o aumento da concorrência na telefonia fixa representa um risco para a Vivo.
Há cenário em que Oi vale a pena?
Para o Credit Suisse, nem mesmo considerando a venda da unidade móvel da Oi, seria recomendável comprar as ações da tele. O banco ainda projeta uma queda de 22% dos papéis da companhia, a R$ 0,70.
Eles também elaboraram projeções para o pior e para o melhor cenário da companhia. Caso a Oi venda a unidade móvel a R$ 19 bilhões, o valor justo das ações OIBR3 seria R$ 1,20, dizem - caso contrário, o valor justo seria R$ 0,20.
Segundo os especialistas da instituição, houve uma deterioração maior do que esperada da parte operacional e lucratividade em geral da empresa. "Na venda de outros ativos não essenciais (Unitel, imóveis e créditos tributários), lutamos para encontrar vantagens nos preços atuais das ações", escrevem.
Eles dizem não esperar que a Oi tenha caixa líquido mesmo com a venda de todos os ativos mencionados porque atualmente a dívida líquida da empresa está em R$ 26 bilhões. Os analistas ainda acrescentam que o restante do negócio de telefonia fixa deve continuar reportando queda nas receitas.
A Oi está em recuperação judicial desde 2016. A companhia trocou a diretoria em outubro de 2019 - ano que as ações desvalorizaram cerca de 30%. O movimento foi bem visto pelo BTG Pactual, que estimou um preço-alvo para as ações de R$ 2 nos próximo 12 meses.
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