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Quarta maior varejista de alimentos do país, empresa pretende utilizar recursos com oferta primária para expansão orgânica
A rede de supermercados Grupo Mateus pode arrecadar até R$ 6,2 bilhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), caso as ações sejam precificadas no topo da faixa indicativa de preço, que vai de R$ 8,97 a R$ 11,66.
O montante considera a colocação dos 339.147.287 papéis da oferta primária, cujos recursos vão para o caixa da companhia, e os 58.139.535 da venda secundária, de ações dos atuais acionistas.
O Grupo Mateus pretende ofertar ainda 59.593.023 ações do lote suplementar e um lote adicional de 79.457.364 ações, caso haja demanda, de acordo com a mais recente versão do prospecto da operação.
A definição do preço por ação no IPO está marcada para 8 de outubro, e as ações devem estrear na B3 em 13 de outubro.
Quarta maior empresa de varejo alimentar do país, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o Grupo Mateus é essencialmente familiar, controlado por Ilson Mateus Rodrigues, Maria Barros Pinheiro, Ilson Mateus Rodrigues Junior e Denilson Pinheiro Rodrigues.
A empresa informou no prospecto que pretende utilizar os recursos obtidos com a oferta primária para expansão orgânica. Com 137 lojas físicas no Maranhão, Pará e Piauí, o grupo encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 297 milhões, aumento de 62% em relação ao mesmo período de 2019.
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A receita cresceu 30%, para R$ 5 bilhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 56%, para R$ 478 milhões.
O IPO está sendo coordenado pela XP Investimentos, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, BB Investimentos, Santander e Safra.
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