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Varejista quer fazer oferta primária e secundária de ações e se listar no Novo Mercado, nível mais alto de governança da bolsa
A fila de empresas que querem abrir o capital na bolsa não para de crescer. O grupo Fartura, dono da rede de hortifrútis Oba, protocolou pedido de IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última terça-feira (20).
A varejista deseja fazer uma oferta primária - em que os recursos vão para o caixa da empresa - e secundária - em que os recursos vão para o bolso dos acionistas vendedores - de ações ordinárias, sendo listada no Novo Mercado, segmento de mais alto nível de governança corporativa da B3.
No caso do grupo Fartura, a oferta secundária será feita por um fundo de investimento em participações da gestora de private equity Crescera, além de sócios pessoas física do negócio.
O prospecto preliminar não informa o número de ações a serem ofertadas nem a faixa de preço. A oferta terá como coordenadores o Itaú BBA (coordenador-líder), o Bradesco BBI, o UBS BB e o BTG Pactual.
Fundada em 1979, a rede varejista Oba Hortifruti opera 56 lojas em 14 cidades, sendo 12 municípios paulistas (incluindo a capital), além de Goiânia e Brasília.
Nos primeiros nove meses de 2020, a receita líquida da empresa atingiu R$ 1,273 bilhão, 31,4% a mais do que no mesmo período de 2019. O lucro líquido de R$ 43 milhões ficou 66,8% acima da cifra de R$ 25,9 milhões dos três primeiros trimestres do ano passado.
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Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) no acumulado desta ano totalizou R$ 150 milhões, 45,1% a mais que o Ebitda dos nove primeiros meses de 2019, que foi de R$ 103 milhões.
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