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A divisão de multivarejo do GPA — encabeçada pelas redes Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem — reportou queda na receita e piora nas margens, gerando uma onda de pessimismo em relação às ações da empresa

A vida não anda fácil para o GPA. A companhia, que vê o rival Carrefour Brasil conquistar uma participação de mercado cada vez maior, divulgou na noite passada seu balanço referente ao quarto trimestre de 2019 — e os números decepcionaram os investidores.
O tamanho da frustração pode ser medido pelo desempenho dos papéis da empresa nesta quinta-feira (20). As ações PN do GPA (PCAR4) terminaram o pregão em forte queda de 7,33%, a R$ 81,21.
Trata-se da uma das maiores baixas do Ibovespa na sessão de hoje — no pior momento do dia, chegaram a ser negociadas a R$ 80,36 (-8,30%). Com a queda, as ações do GPA agora acumulam perdas de 5,02% na semana e de 7,35% desde o início de 2020.
À primeira vista, os números do GPA não parecem tão negativos. Considerando apenas o segmento alimentar — o carro-chefe da varejista —, o lucro líquido consolidado chegou a R$ 1,09 bilhão em 2019, alta de 34,1% ante 2018. No quarto trimestre, contudo, os dados foram mais fracos: queda de 29,8%, para R$ 266 milhões.
Vale ressaltar, no entanto, que o balanço consolidado do GPA possui uma série de ajustes e efeitos não recorrentes, em função das movimentações organizacionais dentro do grupo Casino — o controlador da empresa brasileira — na América Latina. Em alguns momentos, os números apresentados podem gerar alguma confusão para os mais desavisados.
Desta maneira, é melhor olhar para o desempenho individual de cada divisão do GPA. Há o chamado "atacarejo", encabeçado pela rede Assaí — uma espécie de híbrido entre um atacadista e um supermercado comum — e o multivarejo, representado pelas bandeiras Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem.
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E, ao separar os números dos dois segmentos, analistas e investidores encontraram resultados pouco animadores, especialmente na segunda categoria.
O multivarejo reportou uma receita líquida de R$ 7,1 bilhões no quarto trimestre de 2019, cifra 2,3% menor que a registrada no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo o GPA, essa redução se deve, em grande parte, às reformas e conversões de lojas, que reduziram a circulação de pessoas e culminaram num número maior de promoções durante a reabertura.
Além disso, a empresa cita a alta nos preços das carnes no trimestre como um segundo fator de queda no faturamento, já que, com os valores mais altos sendo cobrados, o consumo desses produtos naturalmente diminuiu.
Mas, independente disso, fato é que o desempenho mais fraco do multivarejo pegou o mercado de surpresa. O Ebitda ajustado da divisão recuou 29,3% em um ano, para R$ 445 milhões; a margem Ebitda ajustada piorou 2,4 pontos, para 6,2%.
Por outro lado, o "atacarejo" do GPA continua se expandindo. O Assaí fechou o trimestre com receita líquida de R$ 8 bilhões, alta de 19,3% na base anual, com Ebitda ajustado de R$ 624 milhões — cifra 39,8% maior na mesma base de comparação. A margem Ebitda chegou a 7,8%, aumentando 1,1 ponto ante o mesmo período de 2018.
O bom desempenho do Assaí, contudo, não serviu para aliviar o desconforto dos analistas.
Em relatório, os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi, do BTG Pactual, mostraram-se decepcionados com os números do GPA e ressaltaram a pressão sobre as margens da divisão de multivarejo.
"Apesar de vermos uma tendência melhor para a companhia em 2020, beneficiado-se da conversão de hipermercados em lojas no formato 'pague e leve' e o fechamento de unidades deficitárias, a recuperação dos fundamentos do GPA deve ser gradual", escrevem os analistas.
Já Victor Saragiotto e Pedro Pinto, do Credit Suisse, dizem que as perspectivas para o setor de multivarejo no curto prazo são desafiadoras, por mais que o processo de reforma e conversão de lojas tenha potencial para trazer benefícios adiante.
Como um todo, o Credit Suisse diz que o balanço trimestral foi fraco, com o desempenho das redes Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem neutralizando os avanços vistos na operação do Assaí.
Por mais que o Assaí continue crescendo num ritmo forte, a tendência é a de que a arena do "atacarejo" torne-se cada vez mais disputada daqui para frente.
No início da semana, o Carrefour Brasil acertou a compra de 30 unidades do Makro — as lojas serão convertidas para a marca Atacadão, a bandeira da companhia no segmento de "atacarejo".
Com a aquisição, o Carrefour Brasil amplia sua presença geográfica no setor, já que as lojas compradas ficam fora do Estado de São Paulo, onde o Atacadão já possui muitas unidades. A expansão ocorrerá principalmente no Rio de Janeiro e no Nordeste, dois mercados cruciais para o grupo.
Considerando tudo isso, o mercado mostra-se hesitante quanto ao futuro do GPA. Por um lado, o Assaí segue forte, mas tende a enfrentar concorrência cada vez mais acirrada; por outro, o multivarejo dá sinais de desgaste, sem indício de que poderá engatar uma virada no curto prazo.
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