O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
De um lado, temos 12 milhões de pequenas e médias empresas, boa parte sem acesso a crédito. Do outro, mais de R$ 3 trilhões remunerados com as taxas de juros mais baixas da história e em busca de alternativas mais rentáveis. Como juntar as duas pontas?
A crise provocada pelo coronavírus criou no país uma situação sem paralelos do ponto de vista de crédito e investimentos.
De um lado, temos 12 milhões de pequenas e médias empresas, muitas delas sem acesso a recursos para atravessar a pandemia.
Do outro, mais de R$ 3 trilhões (sim, trilhões) aplicados em títulos públicos, remunerados com as taxas de juros mais baixas da história.
Como fazer esses recursos fluírem de uma ponta até a outra? Ou seja, como usar uma parte do meu e do seu dinheiro que hoje não rende nada na renda fixa mais tradicional para financiar as empresas que precisam?
A resposta passa pelo mercado de capitais, uma alternativa que o governo tem praticamente ignorado no combate à crise — o que até surpreende para uma equipe econômica que se diz liberal. Até agora, os programas anunciados se concentraram na liberação de recursos ao sistema financeiro — e vêm se revelando um fiasco.
Para ficar em apenas um exemplo, podemos citar a linha de R$ 40 bilhões criada para os bancos financiarem a folha de pagamento das pequenas empresas. Mesmo com o governo bancando a maior parte do risco, até agora só 10% do total disponível foi liberado, segundo o Banco Central.
Leia Também
Diante da demanda não atendida, o governo lançou mais uma linha, de R$ 15,9 bilhões, dentro do Programa de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe). Para estimular os bancos a liberar o dinheiro, o Tesouro vai garantir até 85% do risco de crédito das operações.
Mas para Patricia Bentes, sócia-diretora da consultoria financeira Estatice, o caminho para o dinheiro chegar na ponta não passa pelos bancos, como o governo vem insistindo.
“As pequenas e médias empresas nunca tiveram acesso a crédito porque a relação entre risco e retorno para os bancos não valia a pena” — Patricia Bentes, Estatice Consultoria
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A tendência é que essa realidade mude e os bancos entrem gradativamente no jogo caso os juros se mantenham baixos. Mas enquanto isso não acontece, o governo poderia fazer mais com menos dinheiro público.
A especialista entende que o governo brasileiro poderia lançar mão de um instrumento bastante usado lá fora conhecido como “liquidity backstop”. Essa foi uma das medidas adotadas pelo Fed – o BC norte-americano – tanto na crise de 2008 como agora.
Trata-se de um mecanismo no qual o governo atuaria como um “comprador de última instância” – no caso, de cotas de fundos que investem em dívidas de pequenas empresas, como os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC).
Ou seja, em vez de liberar o dinheiro na frente, o governo só entraria em ação se algum investidor quiser ou precisar vencer suas cotas e não encontrar demanda no mercado.
“O Tesouro, via BNDES, poderia estruturar ou garantir a liquidez de fundos compostos por uma carteira pulverizada de empréstimos para pequenas e médias empresas”, diz.
E de onde viria o dinheiro para investir nos FIDCs? Dos fundos tradicionais, nos quais investidores como eu e você colocamos nosso dinheiro.
Bentes é uma das pioneiras da estruturação de fundos de crédito no país, depois de trabalhar nessa área pelo Citibank nos Estados Unidos. Mas desde que ela estruturou um dos primeiros FIDCs locais, em 2001, esse mercado pouco se desenvolveu.
Do patrimônio total de R$ 4,5 trilhões aplicados em fundos, R$ 3,2 bilhões seguem em títulos públicos e operações compromissadas, de acordo com dados da Anbima.
Como a maior parte desse dinheiro hoje rende apenas os 2,25% ao ano da taxa básica de juros, certamente haveria demanda para alternativas com uma relação entre risco e retorno mais atrativa.
O principal risco para o investidor é o de calote da pequena empresa que tomar os recursos. Mas ele é relativamente baixo já que o fundo seria composto por uma carteira pulverizada de financiamentos, segundo a consultora.
Para ela, o que impede hoje que uma parte do dinheiro que está nos investimentos de renda fixa tradicionais seja destinada aos fundos que compram dívidas é justamente a falta de liquidez. O que seria resolvido com a garantia de compra do BNDES.
Parte do trabalho de estimular o mercado de capitais como alternativa de financiamento aos bancos passa também por uma flexibilização nas normas para a captação de recursos pelas empresas.
Até o momento, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) basicamente alterou prazos para entrega de documentos e regulamentou assembleias a distância. Mas a xerife do mercado poderia fazer mais, segundo Carlos Ferrari, sócio do NFA Advogados.
“Os instrumentos de antes da crise para buscar dinheiro no mercado são exatamente os mesmos, nada foi feito” — Carlos Ferrari, NFA Advogados
O advogado sugere, por exemplo, uma redução temporária nos limites para que um investidor seja considerado qualificado ou profissional nas normas da CVM.
Isso porque algumas operações no mercado hoje são restritas a quem possui pelo menos R$ 1 milhão em aplicações — a atual definição de investidor qualificado. Em alguns casos, como nas ofertas restritas, só podem participar os chamados investidores profissionais, que possuem no mínimo R$ 10 milhões.
Ferrari defendeu ainda a própria flexibilização das ofertas restritas, que permitem que empresas captem recursos de investidores no mercado sem a necessidade do registro prévio na CVM.
A ideia é tornar as ofertas restritas menos “restritas”. Pelas regras atuais, uma operação desse tipo pode ser apresentada a até 75 investidores.
Ele avalia que esse número não só podia ser maior como a CVM deveria permitir que as empresas em busca de recursos de forma mais ampla, incluindo sites de internet e veículos de imprensa. “Neste momento, é preciso dar toda liberdade possível para quem precisa tomar recursos.”
A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB
Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente
A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio
Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência
Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco
Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital
Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo
Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda
Empresa fechou o último ano com recordes de lucro e Ebitda e surpreende o mercado com resultado acima do consenso
O esquema de pagamento antecipa caixa relevante para a companhia de galpões logísticos, mas mantém parte da exposição ao ativo por meio das cotas
Banco elevou preço-alvo da VALE3 para R$ 102 — o que significa um potencial de valorização de cerca de 13%, mesmo após alta recente da ação
Lucro acima do esperado dá fôlego à distribuição de proventos; confira o valor por ação e quem entra na lista
Após um ano pressionado por inadimplência e provisões elevadas, BB encerra o 4T25 com resultado acima do esperado; veja os principais números do balanço
A Azul alertou ao Cade que o atraso na saída do Chapter 11 traz “graves riscos” à saúde financeira e à própria continuidade operacional da companhia
Filho de um operário da construção civil e de uma dona de casa, Testa vem de uma família que ele mesmo classifica como humilde
Volumes caem, lucro cresce menos e cervejeira holandesa promete crescer com menos espuma daqui para frente
A Smart Fit é a quarta maior rede de academias do mundo em número de clientes. Também tem uma marca mais premium, a Bio Ritmo, e a plataforma de benefícios corporativos TotalPass
A operadora brasileira anunciou nesta manhã um acordo para comprar 51% restantes do capital da I-Systems Soluções de Infraestrutura, da qual já tinha 49% de participação. O negócio ainda depende do aval de autoridades regulatórias