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Colegiado reverte entendimento de área técnica e não vê conflito de interesse

A Stone (STNE) encontra-se cada vez mais próxima de sacramentar a compra da Linx (LINX3), processo marcado por uma série de controvérsias desde que a oferta foi apresentada, em agosto.
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu na sexta-feira (13) que os fundadores da empresa de tecnologia para o varejo – Alberto Menache, Nércio Fernandes e Alon Dayan – poderão votar na assembleia de acionistas que analisará a proposta de compra apresentada pela companhia de maquininhas de cartão. A reunião está marcada para terça-feira (17).
A decisão reverteu o entendimento da área técnica da autarquia, que recomendou que os fundadores da Linx, que possuem quase 15% do capital da empresa, fossem impedidos de votar.
Para o colegiado, instância máxima da CVM, não ficou “demonstrado, neste momento, conflito de interesses apto a gerar impedimento de voto por parte dos acionistas fundadores”. O suposto conflito estaria no fato de que os três acionistas receberão um valor adicional relacionado a uma cláusula de não-competição, se a proposta da Stone for aprovada.
Também foi negado o pedido de adiamento da assembleia de acionistas.
A Stone precisa que o equivalente a 50% do capital social da Linx mais uma ação seja favorável à incorporação – ou seja, ela precisa de 87,8 milhões de votos. Com a decisão da CVM, ela já pode contar com a fatia dos três fundadores, cerca de 27 milhões de votos.
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Na quinta-feira (12) à noite, a Linx divulgou o número de boletim dos votos recebidos a distância. Ela recebeu 47,6 milhões destes documentos, equivalente a 27% da base acionária da companhia — descontando as ações em tesouraria.
Desse total, 51,05% dos acionistas se manifestaram a favor da incorporação da Linx pela Stone. Outros 48,11% decidiram rejeitar o negócio e 0,85% optaram pela abstenção. Quando se considera toda a base acionária, o placar está em 13,83% a 13,03% a favor da Stone.
De acordo com a Coluna do Broadcast, a Stone já tem cerca de 61,4 milhões de votos favoráveis, faltando algo próximo a 25,6 milhões para concretizar a aquisição. Ela ainda enfrenta algumas resistências, caso do Itaú, que possui 8 milhões de votos e indicou que não aceita a proposta.
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