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Analistas dizem que ações são a principal escolha entre as empresas de papel e celulose cobertas pelo banco
O jogo está virando em favor da Suzano. Depois de sofrer no começo do ano com a queda nos preços da celulose, a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo deve aproveitar uma recuperação das cotações, prevista para começar no quarto trimestre.
Quem diz isso são os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, do banco Credit Suisse. Levando também em consideração o desempenho no segundo trimestre e a redução de 4% dos custos da produção da tonelada de celulose, eles decidiram elevar o preço-alvo das ações da Suzano de R$ 54,50 para R$ 65,00.
O novo preço implica em um potencial de alta de mais de 41% em relação ao fechamento de quinta-feira (24). Os analistas dizem ainda que as ações da Suzano são sua principal escolha entre as empresas de papel e celulose cobertas pelo banco, reiterando a recomendação de compra.
A decisão está fazendo bem para os papéis da companhia no pregão desta sexta-feira (25). Enquanto os papéis da maioria das empresas recuam na B3, as ações da Suzano sobem. Por volta das 13h27, elas avançavam 2,04%, a R$ 46,94. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Para os analistas do Credit Suisse, a recuperação dos preços da celulose, em especial na China, ocorrerá por conta da alta concentração de paradas de manutenção das fábricas de papel vista no segundo semestre, a melhora da demanda e dos preços para papel de escrita, a sazonalidade do quarto trimestre, marcado pelo início do novo ano letivo no hemisfério norte e a diferença de preços entre a fibra curta e longa, que deve se acentuar e incentivar a substituição de uma pela outra, o que seria benéfico para a companhia brasileira.
E tem mais. Os analistas do Credit Suisse afirmam que a Suzano também se beneficiará da recente desvalorização do real frente ao dólar, com os instrumentos de proteção cambial que utiliza tendo menos efeitos negativos nos resultados.
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A notícia é ótima, visto que a empresa sofreu muito com o câmbio no segundo trimestre. Ela registrou prejuízo de R$ 2 bilhões no período porque a desvalorização do real pesou sobre a dívida em moeda estrangeira e nas operações de proteção (“hedge”).
Todo este cenário benigno levou o banco suíço a revisar a projeções para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em 2021 para cima, em cerca de 7%, para R$ 18,7 bilhões.
A geração de caixa deve alcançar R$ 7,2 bilhões, o que representa um rendimento de 11,5%, e a alavancagem financeira – medida que mostra quantos anos a empresa levaria para pagar sua dívida líquida usando sua geração de caixa – deve cair para 3,2 vezes, de 5,6 vezes.
“A Suzano está sendo negociada atualmente a 6,5 vezes o EV/Ebitda [indicador que mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada], abaixo da média história, de 7,0 a 7,5 vezes, e no nível atual de preço das ações, vemos um valor implícito para a celulose de US$ 500 a US$ 510 a tonelada, o que consideramos ser muito conservador”, diz trecho do relatório.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
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