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Birô de crédito reforça presença em mercado recuperação de crédito, segmento com receita potencial de até R$ 5 bilhões
Depois de estrear de forma bem-sucedida neste ano na B3, o birô de crédito Boa Vista (BOAS3) foi às compras e fechou a aquisição da Acordo Certo, plataforma digital de renegociação de dívidas e recuperação de crédito, mercado com receita potencial entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.
O acordo prevê inicialmente o pagamento de R$ 37 milhões, a realização de investimentos na empresa e o desembolso de um valor complementar após dois anos, dependendo do cumprimento de algumas metas de performance, em valor mínimo correspondente a R$ 100,6 milhões.
Segundo a Boa Vista, a Acordo Certo conecta credores com débitos vencidos com seus consumidores. A plataforma reúne dívidas de 57,8 milhões de indivíduos representando mais de R$ 188 bilhões disponíveis para negociação, com 13,4 milhões de usuários cadastrados.
“Esta aquisição está alinhada à estratégia da companhia de ampliar a oferta de produtos e soluções aos clientes e aos consumidores, fortalecer sua posição de liderança em soluções analíticas, reafirmar sua estratégia de transformação digital e criar valor através do uso da marca e da força de vendas assim como monetização da sua base de clientes e consumidores”, diz trecho do comunicado.
A Acordo Certo apresentou receita líquida de R$ 8,8 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 155% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Boa Vista realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no final de setembro e estreou com o pé direito, com os papeis fechando em alta de 15,16%.
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Esse foi o 18º IPO realizado na B3 este ano e o primeiro de uma empresa de gestão e análise de crédito. As ações estão listadas no Novo Mercado, o mais alto nível de governança da bolsa.
A companhia captou R$ 2,17 bilhões, executando o lote principal e o suplementar. A demanda chegou a ser cinco vezes superior ao total de ações.
Dos recursos da oferta primária, que foram para o caixa da empresa, parte será utilizado para financiar novas aquisições, como foi o caso com a Acordo Certo, e pagamento adiantado de contratos financeiros.
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