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Mineradoras, siderúrgicas e frigoríficos foram alguns dos destaques do período; na outra ponta, estão as companhias de papel e celulose; veja o que diz a corretora
Mineradoras, siderúrgicas e frigoríficos foram alguns dos destaques da temporada de balanços do terceiro trimestre deste ano, com empresas como Vale, Gerdau e BRF, segundo levantamento da XP Investimentos.
As companhias apresentaram resultado acima do esperado, de acordo com a corretora — que considera as empresas do seu próprio universo de análise. Já as empresas de papel e celulose ficaram entre as maiores decepções.
A XP lembra de mineração e siderurgia como setores que foram impactados de maneira positiva pela alta do dólar. O primeiro ainda foi beneficiado pelo preço de minério de ferro, enquanto as siderúrgicas ganharam com a retomada da atividade industrial, da construção civil e do setor automotivo.
No terceiro trimestre, a Vale destacou em relatório um aumento de 26% dos preços do minério de ferro e alta de 20% no volume de vendas. A empresa lucrou US$ 2,9 bilhões — alta de 192% ante o trimestre passado e de quase 76% em relação ao mesmo período de 2019.
Outro setor que se beneficiou com o câmbio desvalorizado foi o de frigoríficos, segundo a XP. "O volume de exportações continua a impulsionar os resultados das empresas", disseram Fernando Ferreira e Marcella Ungaretti, do time de análise da corretora.
Já o setor de bebidas, representado pela Ambev, teve uma recuperação do consumo conforme as medidas de restrições foram gradualmente sendo removidas. A análise destaca os volumes de cerveja no Brasil, que cresceram 25,4% ao ano.
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Os resultados do terceiro trimestre da Petrobras são avaliados como "excelentes" por Ferreira e Ungaretti - ainda que o período tenha sido marcado pelo petróleo Brent em média a US$43/barril.
A estatal teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão, impactada pela adesão a anistias tributárias. O resultado foi melhor do que o esperado pelo mercado e, sem ítens extraordinários, seria de lucro líquido de R$ 3,2 bilhões.
Outro destaque do período seriam as incorporadoras - com números que refletem o reaquecimento do setor da construção civil e a retomada dos lançamentos e vendas, para a XP.
A corretora chama a atenção para os resultados de MRV e Tenda - do segmento de baixa renda - e EZTec - focada em empreendimentos de média e alta renda.
Ainda na ponta positiva, destaque para o setor de Varejo, com as empresas mais fortes no segmento digital sendo as mais beneficiadas, como Magazine Luiza, Lojas Americanas, B2W e Via Varejo.
"A performance melhor do que a esperada também no varejo físico contribuiu para o desempenho positivo das companhias, de forma que 69% do setor reportou resultados acima ou em linha com o esperado", disseram Ferreira e Ungaretti.
Eles lembraram que o setor financeiro foi beneficado pela retomada das atividades, com um aumento da receita de serviços e crescimento do crédito e a diminuição do provisionamento complementar.
"Notamos que o setor de elétricas e saneamento apresentou em geral uma sólida performance", disseram os analistas, que também falaram dos shoppings centers, por conta do processo de reabertura em diversas cidades.
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