Azul é a primeira empresa brasileira a suspender projeções para 2020 e ações despencam
Em documento divulgado ao mercado, a companhia afirma que monitora de perto o impacto do novo coronavírus e que a maior prioridade da empresa no momento é a saúde e segurança de seus tripulantes e clientes. Ações abriram em queda de mais de 30%

O coronavírus segue avançando pelo mundo e fazendo as empresas recalcularem as suas projeções e expectativas para 2020. Com o tráfego de pessoas limitado, e a fácil propagação do vírus em ambientes de grande circulação, as empresas do setor aéreo estão mais propensas a sentirem os impactos.
E foi justamente uma companhia do setor a primeira no Brasil a declarar que não conseguirá seguir as suas projeções para 2020.
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A Azul, que divulgou o seu balanço de 2019 na manhã desta quinta-feira (12), informou também que suspendeu suas projeções para 2020. O mercado não reagiu bem e as ações PN da companhia (AZUL4) abriram o pregão com queda de 33,82%, por volta das 10h17.
Perto do fechamento do mercado, por volta das 16h55, os papéis caíam 32,86%, para R$ 20,31.
Em documento divulgado ao mercado, a companhia afirma que monitora de perto o impacto do novo coronavírus e que a maior prioridade da empresa no momento é a saúde e segurança de seus tripulantes e clientes.
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"Estamos atuando de forma tempestiva para mitigar os efeitos negativos causados pelo alastramento do vírus. Sabemos lidar com desafios gerados por fatores fora de nosso controle […]. Seguiremos comprometidos na entrega de ótimos resultados para nossos acionistas". - John Rodgerson, CEO da Azul S.A em comunicado
Ainda segundo a companhia, antes do surto de coronavírus, que surgiu no fim de 2019 na cidade de Wuhan, na China, a projeção da empresa apontava para uma expansão contínua da margem e crescimento da receita líquida.
Confira as principais medidas tomadas pela Azul:
- Redução da capacidade internacional entre 20% a 30% para refletir o ambiente atual de demanda;
- Preventivamente, redução do crescimento doméstico;
- Seguimento com a substituição de E1 por E2, enquanto as entregas incrementais foram suspensas;
- Novas contratações suspensas e lançamento do programa de licença não remunerada;
- Negociação de novas condições de pagamento com parceiros para preservar caixa.
Dor de cabeça internacional
Lá fora, companhias gigantes já vinham demonstrando dificuldades para atingirem suas metas trimestrais e projeções para o ano.
A Apple foi a primeira delas. Com fábricas fechadas na China, a empresa sofre com a queda na oferta global de iPhones. Logo em seguida, a Microsoft também reviu a sua proeção trimestral, citando o impacto do coronavírus.
A rede de cafeterias Starbucks estima que sua receita caia pela metade na China durante o segundo trimestre do ano.
A Flybe, companhia aérea britânica, entrou com pedido de recuperação judicial no Reino Unido.
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