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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

pé no freio

Azul é a primeira empresa brasileira a suspender projeções para 2020 e ações despencam

Em documento divulgado ao mercado, a companhia afirma que monitora de perto o impacto do novo coronavírus e que a maior prioridade da empresa no momento é a saúde e segurança de seus tripulantes e clientes. Ações abriram em queda de mais de 30%

Jasmine Olga
Jasmine Olga
12 de março de 2020
10:18 - atualizado às 13:56
Avião da azul
Azul - Imagem: Shutterstock

O coronavírus segue avançando pelo mundo e fazendo as empresas recalcularem as suas projeções e expectativas para 2020. Com o tráfego de pessoas limitado, e a fácil propagação do vírus em ambientes de grande circulação, as empresas do setor aéreo estão mais propensas a sentirem os impactos.

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E foi justamente uma companhia do setor a primeira no Brasil a declarar que não conseguirá seguir as suas projeções para 2020.

A Azul, que divulgou o seu balanço de 2019 na manhã desta quinta-feira (12), informou também que suspendeu suas projeções para 2020. O mercado não reagiu bem e as ações PN da companhia (AZUL4) abriram o pregão com queda de 33,82%, por volta das 10h17.

Perto do fechamento do mercado, por volta das 16h55, os papéis caíam 32,86%, para R$ 20,31.

Em documento divulgado ao mercado, a companhia afirma que monitora de perto o impacto do novo coronavírus e que a maior prioridade da empresa no momento é a saúde e segurança de seus tripulantes e clientes.

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"Estamos atuando de forma tempestiva para mitigar os efeitos negativos causados pelo alastramento do vírus. Sabemos lidar com desafios gerados por fatores fora de nosso controle […]. Seguiremos comprometidos na entrega de ótimos resultados para nossos acionistas". - John Rodgerson, CEO da Azul S.A em comunicado

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Ainda segundo a companhia, antes do surto de coronavírus, que surgiu no fim de 2019 na cidade de Wuhan, na China, a projeção da empresa apontava para uma expansão contínua da margem e crescimento da receita líquida.

Confira as principais medidas tomadas pela Azul:

  • Redução da capacidade internacional entre 20% a 30% para refletir o ambiente atual de demanda;
  • Preventivamente, redução do crescimento doméstico;
  • Seguimento com a substituição de E1 por E2, enquanto as entregas incrementais foram suspensas;
  • Novas contratações suspensas e lançamento do programa de licença não remunerada;
  • Negociação de novas condições de pagamento com parceiros para preservar caixa.

Dor de cabeça internacional

Lá fora, companhias gigantes já vinham demonstrando dificuldades para atingirem suas metas trimestrais e projeções para o ano.

A Apple foi a primeira delas. Com fábricas fechadas na China, a empresa sofre com a queda na oferta global de iPhones. Logo em seguida, a Microsoft também reviu a sua proeção trimestral, citando o impacto do coronavírus.

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A rede de cafeterias Starbucks estima que sua receita caia pela metade na China durante o segundo trimestre do ano.

A Flybe, companhia aérea britânica, entrou com pedido de recuperação judicial no Reino Unido.

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