🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Alguém anotou a placa?

Coronavírus derrubou quase tudo em fevereiro; só o dólar e uma parte da renda fixa se salvaram

Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos; dólar disparou, bolsa desabou, e até alguns títulos de renda fixa tiveram desempenho negativo no mês.

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de fevereiro de 2020
20:16 - atualizado às 9:30
Boxeador cansado e abalado
Imagem: Shutterstock

Mesmo para quem não bebe, a ressaca de Carnaval, neste ano, foi braba. Com a piora na disseminação do coronavírus fora da China, o pessimismo se instaurou nos mercados mundiais na última semana de fevereiro, e a situação, que já não era das melhores, piorou de vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como consequência, praticamente todos os ativos de risco tiveram desempenho negativo no mês, com destaque para as ações, os piores investimentos de fevereiro. O Ibovespa terminou o mês com queda de 8,43%, aos 104.171,57 pontos, o pior desempenho desde maio desde 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros que parou o país.

Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos. O único bom investimento de fevereiro de fato foi o dólar, que subiu 4,52% e, no ano, acumula alta de 11,63%. Depois de quebrar recorde atrás de recorde, a moeda americana chegou ao seu mais alto patamar histórico em termos nominais: R$ 4,4785. Pelo jeito, para quem não se protegeu, não vai ter Disney mesmo…

Nem mesmo o ouro, que viu um forte rali neste mês, conseguiu terminar no azul (considerando apenas o seu desempenho em dólares, como fazemos no nosso ranking). E o bitcoin, que vinha de uma disparada no início do ano, também deu uma recuada. Desempenho positivo só mesmo na renda fixa pós-fixada, que acompanha a taxa básica de juros, e nos títulos prefixados de curto prazo.

Os melhores (ou menos piores) investimentos de fevereiro

Mês difícil

Fevereiro foi um mês difícil para quem tinha ativos de risco na carteira - ou seja, praticamente todo mundo que se mexeu para tentar ganhar um pouco mais do que o parco juro que as aplicações mais conservadoras estão pagando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas quem seguiu a cartilha e manteve uma parte da carteira atrelada à cotação do dólar - seja num fundo cambial indexado à moeda americana ou num fundo de ouro sem proteção cambial - conseguiu amenizar as perdas e, talvez, até obter algum ganho no consolidado do período.

Leia Também

Durante todo o mês, os temores em relação às possíveis consequências do coronavírus para a economia mundial deixaram os investidores cautelosos e avessos ao risco.

Instituições financeiras começaram a rever para baixo as suas projeções para o crescimento mundial, e algumas empresas - como a Apple e a Microsoft - manifestaram que não conseguiriam bater suas projeções por conta do surto da doença causada pelo vírus.

Toda essa tensão gerou um movimento de corrida para os ativos considerados seguros e “à prova de crise”, como o ouro e o dólar, levando a uma disparada das suas cotações. As ações, por outro lado, se desvalorizavam globalmente, mas também sem grandes soluços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, na última semana do mês, o tempo fechou. O surgimento de novos focos da doença pelo mundo, sobretudo na Itália, na Coreia do Sul e no Irã, e a disseminação mais global do coronavírus deixaram os mercados ainda mais temerosos - o Brasil, por exemplo, confirmou o seu primeiro caso.

Ainda mais avessos ao risco, sem saber, ao certo, as consequências que uma pandemia poderia trazer para a economia mundial, os investidores reagiram com uma fuga ainda mais intensa para o ouro e o dólar.

O metal precioso acabou recuando no fim do mês (em dólar), mas a moeda americana continuou se fortalecendo. Já as bolsas mundiais desabaram. Por aqui, no entanto, os mercados estavam fechados, por conta do Carnaval.

Assim que a bolsa brasileira abriu, na quarta-feira à tarde, o Ibovespa despencou, de cara, 7%. Foi o pior pregão desde o “Joesley Day”, apelido do dia 18 de maio de 2017, quando o mercado reagiu - muito mal, por sinal - à notícia de que Joesley Batista havia gravado conversas comprometedoras com o então presidente Michel Temer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quase toda a perda do Ibovespa, neste mês, se concentrou nesses últimos dias. Já o dólar, continuou subindo e cravando recorde atrás de recorde, até chegar ao inédito patamar de R$ 4,50 nesta sexta-feira, de onde acabou recuando um pouquinho.

Fatores internos

Mas não foi só o coronavírus que “tocou o terror” em fevereiro. Alguns fatores internos contribuíram para a alta do dólar e a queda da bolsa. Um deles foi o último corte de juros feito pelo Banco Central, que aumentou ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Este é um dos principais fatores que levaram o real a se desvalorizar tanto ante a moeda americana nos últimos tempos, conforme o Victor Aguiar já explicou na sua matéria sobre por que o dólar anda subindo tanto.

O outro fator foi o agravamento dos conflitos dentro do governo. Nesta última semana, o presidente Jair Bolsonaro convocou a população para uma manifestação, no próximo dia 15 de março, em apoio ao governo e numa postura de confronto com os poderes legislativo e judiciário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação foi muito mal vista em Brasília. A postura de enfrentamento do presidente aos outros poderes tem sido encarada, pelo mercado, como um fator que pode atrasar ou mesmo enfraquecer as reformas, para as quais o Executivo precisa da aprovação do Congresso.

A renda fixa também não escapou

Na renda fixa, a situação não esteve muito melhor em fevereiro. Com o aumento generalizado da aversão a risco, os juros futuros de longo prazo dispararam - basicamente, eles representam uma aposta na melhoria estrutural do país. Uma alta nessa ponta da curva de juros mostra temor e incerteza quanto ao futuro mais distante.

Com isso, os títulos que costumam se beneficiar das quedas nos juros e sofrer com as altas amargaram desempenho negativo no mês. Estou falando dos títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA) de longo prazo.

Já os juros futuros de curto prazo tiveram queda, refletindo a aposta do mercado de que o Banco Central deve continuar reduzindo a Selic para tentar reanimar a economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, a instituição deu a entender que o ciclo de cortes havia terminado. Mas com a nova ameaça do coronavírus ao crescimento mundial - e consequentemente, ao crescimento brasileiro -, o mercado volta a apostar em novas reduções.

Por sinal, mesmo nos Estados Unidos os investidores voltaram a acreditar que o Federal Reserve, o banco central americano, deve voltar a cortar os juros.

O recuo dos juros curtos, portanto, foi o que valorizou os títulos prefixados de vencimentos mais próximos, que conseguiram se salvar em meio ao mar vermelho de fevereiro.

Felizmente a sua reserva de emergência, alocada nos investimentos tranquilinhos atrelados à Selic e ao CDI, teve resultado positivo, certo? Apenas tome cuidado para ela não perder da inflação. Como eu já mostrei nesta matéria, não é improvável que a sua reserva de renda fixa já tenha se transformado em perda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundos imobiliários sofreram forte ajuste

Já os fundos imobiliários continuaram a sofrer ajuste em fevereiro, após o rali sem razões aparentes de dezembro. Os fundos também guardam forte relação com as projeções para as taxas de juros e o desempenho da economia real.

Juro para cima impacta negativamente seus preços, assim como perspectivas de economia mais fraca e aumento da aversão a risco.

É para fugir da bolsa?

Depois dessa semana complicada, é bem possível que você esteja desanimado com os seus investimentos, principalmente se for um estreante na bolsa. Mas calma. Não é para sair correndo em pânico. Momentos de estresse como o atual são normais em mercados de risco. É por isso que a bolsa deve ser encarada como investimento de longo prazo.

Além disso, nesse mundo de juros baixos - e que devem cair ainda mais, dadas as circunstâncias, não dá para dispensar o investimento em ações, fundos imobiliários, fundos multimercados ou títulos de renda fixa menos conservadores, todos sujeitos a altos e baixos. Sem correr algum risco, não vai ter como multiplicar seu patrimônio e formar, por exemplo, uma reserva gorda para a aposentadoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esse momento mostra, sobretudo, é a importância da diversificação. Se você tem uma carteira diversificada - com uma reserva de emergência bem conservadora, apenas uma parte em bolsa, fundos de bons gestores que sabem ganhar na alta e na baixa do mercado e aquele seguro esperto em ouro e/ou dólar - provavelmente não tem muito com que se preocupar.

No mais, momentos de baixa do mercado podem ser, para os mais arrojados, boas oportunidades de comprar bons ativos baratos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar