Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Alguém anotou a placa?

Coronavírus derrubou quase tudo em fevereiro; só o dólar e uma parte da renda fixa se salvaram

Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos; dólar disparou, bolsa desabou, e até alguns títulos de renda fixa tiveram desempenho negativo no mês.

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de fevereiro de 2020
20:16 - atualizado às 9:30
Boxeador cansado e abalado
Imagem: Shutterstock

Mesmo para quem não bebe, a ressaca de Carnaval, neste ano, foi braba. Com a piora na disseminação do coronavírus fora da China, o pessimismo se instaurou nos mercados mundiais na última semana de fevereiro, e a situação, que já não era das melhores, piorou de vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como consequência, praticamente todos os ativos de risco tiveram desempenho negativo no mês, com destaque para as ações, os piores investimentos de fevereiro. O Ibovespa terminou o mês com queda de 8,43%, aos 104.171,57 pontos, o pior desempenho desde maio desde 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros que parou o país.

Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos. O único bom investimento de fevereiro de fato foi o dólar, que subiu 4,52% e, no ano, acumula alta de 11,63%. Depois de quebrar recorde atrás de recorde, a moeda americana chegou ao seu mais alto patamar histórico em termos nominais: R$ 4,4785. Pelo jeito, para quem não se protegeu, não vai ter Disney mesmo…

Nem mesmo o ouro, que viu um forte rali neste mês, conseguiu terminar no azul (considerando apenas o seu desempenho em dólares, como fazemos no nosso ranking). E o bitcoin, que vinha de uma disparada no início do ano, também deu uma recuada. Desempenho positivo só mesmo na renda fixa pós-fixada, que acompanha a taxa básica de juros, e nos títulos prefixados de curto prazo.

Os melhores (ou menos piores) investimentos de fevereiro

Mês difícil

Fevereiro foi um mês difícil para quem tinha ativos de risco na carteira - ou seja, praticamente todo mundo que se mexeu para tentar ganhar um pouco mais do que o parco juro que as aplicações mais conservadoras estão pagando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas quem seguiu a cartilha e manteve uma parte da carteira atrelada à cotação do dólar - seja num fundo cambial indexado à moeda americana ou num fundo de ouro sem proteção cambial - conseguiu amenizar as perdas e, talvez, até obter algum ganho no consolidado do período.

Leia Também

Durante todo o mês, os temores em relação às possíveis consequências do coronavírus para a economia mundial deixaram os investidores cautelosos e avessos ao risco.

Instituições financeiras começaram a rever para baixo as suas projeções para o crescimento mundial, e algumas empresas - como a Apple e a Microsoft - manifestaram que não conseguiriam bater suas projeções por conta do surto da doença causada pelo vírus.

Toda essa tensão gerou um movimento de corrida para os ativos considerados seguros e “à prova de crise”, como o ouro e o dólar, levando a uma disparada das suas cotações. As ações, por outro lado, se desvalorizavam globalmente, mas também sem grandes soluços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, na última semana do mês, o tempo fechou. O surgimento de novos focos da doença pelo mundo, sobretudo na Itália, na Coreia do Sul e no Irã, e a disseminação mais global do coronavírus deixaram os mercados ainda mais temerosos - o Brasil, por exemplo, confirmou o seu primeiro caso.

Ainda mais avessos ao risco, sem saber, ao certo, as consequências que uma pandemia poderia trazer para a economia mundial, os investidores reagiram com uma fuga ainda mais intensa para o ouro e o dólar.

O metal precioso acabou recuando no fim do mês (em dólar), mas a moeda americana continuou se fortalecendo. Já as bolsas mundiais desabaram. Por aqui, no entanto, os mercados estavam fechados, por conta do Carnaval.

Assim que a bolsa brasileira abriu, na quarta-feira à tarde, o Ibovespa despencou, de cara, 7%. Foi o pior pregão desde o “Joesley Day”, apelido do dia 18 de maio de 2017, quando o mercado reagiu - muito mal, por sinal - à notícia de que Joesley Batista havia gravado conversas comprometedoras com o então presidente Michel Temer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quase toda a perda do Ibovespa, neste mês, se concentrou nesses últimos dias. Já o dólar, continuou subindo e cravando recorde atrás de recorde, até chegar ao inédito patamar de R$ 4,50 nesta sexta-feira, de onde acabou recuando um pouquinho.

Fatores internos

Mas não foi só o coronavírus que “tocou o terror” em fevereiro. Alguns fatores internos contribuíram para a alta do dólar e a queda da bolsa. Um deles foi o último corte de juros feito pelo Banco Central, que aumentou ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Este é um dos principais fatores que levaram o real a se desvalorizar tanto ante a moeda americana nos últimos tempos, conforme o Victor Aguiar já explicou na sua matéria sobre por que o dólar anda subindo tanto.

O outro fator foi o agravamento dos conflitos dentro do governo. Nesta última semana, o presidente Jair Bolsonaro convocou a população para uma manifestação, no próximo dia 15 de março, em apoio ao governo e numa postura de confronto com os poderes legislativo e judiciário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação foi muito mal vista em Brasília. A postura de enfrentamento do presidente aos outros poderes tem sido encarada, pelo mercado, como um fator que pode atrasar ou mesmo enfraquecer as reformas, para as quais o Executivo precisa da aprovação do Congresso.

A renda fixa também não escapou

Na renda fixa, a situação não esteve muito melhor em fevereiro. Com o aumento generalizado da aversão a risco, os juros futuros de longo prazo dispararam - basicamente, eles representam uma aposta na melhoria estrutural do país. Uma alta nessa ponta da curva de juros mostra temor e incerteza quanto ao futuro mais distante.

Com isso, os títulos que costumam se beneficiar das quedas nos juros e sofrer com as altas amargaram desempenho negativo no mês. Estou falando dos títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA) de longo prazo.

Já os juros futuros de curto prazo tiveram queda, refletindo a aposta do mercado de que o Banco Central deve continuar reduzindo a Selic para tentar reanimar a economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, a instituição deu a entender que o ciclo de cortes havia terminado. Mas com a nova ameaça do coronavírus ao crescimento mundial - e consequentemente, ao crescimento brasileiro -, o mercado volta a apostar em novas reduções.

Por sinal, mesmo nos Estados Unidos os investidores voltaram a acreditar que o Federal Reserve, o banco central americano, deve voltar a cortar os juros.

O recuo dos juros curtos, portanto, foi o que valorizou os títulos prefixados de vencimentos mais próximos, que conseguiram se salvar em meio ao mar vermelho de fevereiro.

Felizmente a sua reserva de emergência, alocada nos investimentos tranquilinhos atrelados à Selic e ao CDI, teve resultado positivo, certo? Apenas tome cuidado para ela não perder da inflação. Como eu já mostrei nesta matéria, não é improvável que a sua reserva de renda fixa já tenha se transformado em perda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundos imobiliários sofreram forte ajuste

Já os fundos imobiliários continuaram a sofrer ajuste em fevereiro, após o rali sem razões aparentes de dezembro. Os fundos também guardam forte relação com as projeções para as taxas de juros e o desempenho da economia real.

Juro para cima impacta negativamente seus preços, assim como perspectivas de economia mais fraca e aumento da aversão a risco.

É para fugir da bolsa?

Depois dessa semana complicada, é bem possível que você esteja desanimado com os seus investimentos, principalmente se for um estreante na bolsa. Mas calma. Não é para sair correndo em pânico. Momentos de estresse como o atual são normais em mercados de risco. É por isso que a bolsa deve ser encarada como investimento de longo prazo.

Além disso, nesse mundo de juros baixos - e que devem cair ainda mais, dadas as circunstâncias, não dá para dispensar o investimento em ações, fundos imobiliários, fundos multimercados ou títulos de renda fixa menos conservadores, todos sujeitos a altos e baixos. Sem correr algum risco, não vai ter como multiplicar seu patrimônio e formar, por exemplo, uma reserva gorda para a aposentadoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esse momento mostra, sobretudo, é a importância da diversificação. Se você tem uma carteira diversificada - com uma reserva de emergência bem conservadora, apenas uma parte em bolsa, fundos de bons gestores que sabem ganhar na alta e na baixa do mercado e aquele seguro esperto em ouro e/ou dólar - provavelmente não tem muito com que se preocupar.

No mais, momentos de baixa do mercado podem ser, para os mais arrojados, boas oportunidades de comprar bons ativos baratos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

VEJA OS DESTAQUES DA PRÉVIA OPERACIONAL

Tenda (TEND3) ‘faz a festa’ fora do Ibovespa após prévia operacional, mas calcanhar de Aquiles segue o mesmo. O que fazer com as ações?

8 de abril de 2026 - 16:40

A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores

SEGURANÇA E DEFESA

O superciclo de investimento de US$ 2,6 trilhões que sobrevive à trégua de Trump com o Irã e está apenas começando

8 de abril de 2026 - 14:12

Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.

UM DOS GRANDES PROBLEMAS

Maior alta do Ibovespa: Hapvida (HAPV3) dispara mais de 10% com possível venda bilionária de ativos

8 de abril de 2026 - 12:37

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline

MERCADO IMOBILIÁRIO

FIIs colocam Pague Menos e Amazon na mira, e emissão milionária rouba a cena; veja o que movimenta os fundos imobiliários hoje

8 de abril de 2026 - 11:12

Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir

MERCADOS HOJE

Ibovespa sobe mais de 2% com cessar-fogo entre EUA e Irã, mesmo com Petrobras (PETR4) desabando; dólar cai a R$ 5,10

8 de abril de 2026 - 9:52

O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia

HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'

O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário

7 de abril de 2026 - 10:41

O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Copo meio cheio? Projeções para a Hypera (HYPE3) pioram, mas ação ainda pode saltar até 33%, diz Santander — e caneta emagrecedora é um dos motivos

6 de abril de 2026 - 18:02

Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?

NOVOS PATAMARES

Qual o próximo passo da JBS na bolsa norte-americana, segundo o BTG? Veja qual a vantagem para o investidor

6 de abril de 2026 - 15:01

Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações

FII DO MÊS

Fundo imobiliário com carteira ‘genuinamente híbrida’ é o favorito para investir em abril — e ainda está com desconto 

6 de abril de 2026 - 6:04

O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro

CARTEIRA RECOMENDADA

Small caps: Minerva Foods (BEEF3) e Azzas 2154 (AZZA3) entram na carteira de abril da Terra Investimentos; veja quem sai

5 de abril de 2026 - 17:52

Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)

OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia