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OTIMISMO

Guedes admite PIB um pouco abaixo do esperado, mas vê economia voltando

Resultado leva Ministério da Economia a defender fim dos auxílios emergenciais adotados durante a pandemia

Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta quinta-feira (3) que o crescimento de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre ante o trimestre anterior ficou um pouco abaixo do que o governo esperava, mas ressaltou que o desempenho ainda sinaliza uma retomada forte da atividade após o pior momento da pandemia de covid-19.

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"É a economia voltando, está voltando em 'V' como sempre dissemos. Houve revisões de trimestres anteriores, e por isso o resultado veio um pouco abaixo do esperado, mas o fato é que a economia está voltando em 'V', realmente está voltando", afirmou, ao chegar à sede da pasta.

O resultado divulgado nesta quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) veio abaixo da mediana das estimativas, de 8,80%, dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. O Ministério projetava expansão de 8,3% no terceiro trimestre em relação ao período anterior.

Fim do auxílio emergencial

Na esteira da divulgação do PIB, o Ministério da Economia divulgou uma nota defendendo o fim dos auxílios emergenciais adotados durante a pandemia do novo coronavírus.

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Em nota técnica enviada à imprensa, pasta afirmou que "o escudo de políticas sociais criado para amenizar o sofrimento econômico e social causado pela pandemia deve ser desarmado, dando espaço para a agenda de reformas estruturais e consolidação fiscal - único meio para que a recuperação se mantenha pujante".

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O comentário reforça a postura da área econômica do governo nos últimos meses, que tem defendido o fim dos programas de auxílio no encerramento de dezembro, para evitar pressão maior sobre a área fiscal em 2021. A visão é que, com a eventual extensão de alguns programas, o Brasil pode passar a mensagem errada aos investidores e elevar o risco fiscal.

"O fraco crescimento do PIB nos últimos anos é uma consequência da baixa produtividade, fruto da má alocação de recursos na economia brasileira", registrou o Ministério da Economia na nota. "Desta forma, o único caminho que poderá gerar a elevação do bem-estar dos brasileiros serão medidas que consolidem o lado fiscal de nossa economia e corrijam a má alocação de recursos, aumentem a produtividade e incentivem a expansão do setor privado."

* Com informações da Estadão Conteúdo

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