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O novo homem à frente do maior banco central do mundo: Kevin Warsh vai dar o que Trump quer? E o Brasil com isso? Novo presidente do Fed assume sob pressão por cortes de juros nos EUA, promete preservar a independência do banco central e já coloca dólar, Ibovespa e investidores brasileiros em alerta

O maior banco central do mundo está de presidente novo. Kevin Warsh assumiu, nesta segunda-feira (18), a cadeira de Jerome Powell no Federal Reserve (Fed). Já anunciado para o cargo há alguns meses, o mercado tem estudado o banqueiro exaustivamente em busca de sinais sobre o que esperar da sua gestão.
O que muitos querem saber é se Warsh estaria disposto a conceder um dos desejos mais antigos de Donald Trump, quem o indicou para o cargo: corte nos juros. E ninguém melhor para indicar esse caminho do que o próprio banqueiro central, a partir das posições que vem defendendo ao longo dos últimos anos.
Warsh fez parte do Fed entre fevereiro de 2006, quando foi nomeado pelo presidente George W. Bush para integrar o Conselho de Governadores, até 2011.
Desde então, ele passou anos criticando a atuação do BC dos EUA, especialmente após as rodadas bilionárias de estímulos feitas depois da crise de 2008 e da pandemia.
Na visão dele, o Fed expandiu demais seu balanço, inundou o sistema financeiro com liquidez e acabou se aproximando excessivamente do ambiente político de Washington.
Em discursos e entrevistas, o novo presidente da autoridade monetária repetiu diversas vezes que a independência do Fed é “preciosa” e precisa ser preservada, sobretudo em momentos de pressão política.
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Ainda assim, nos últimos tempos, Warsh também passou a ecoar algumas das críticas feitas por Trump à condução da política monetária americana, em especial, a queda dos juros — embora não pelos mesmos motivos.
Enquanto Trump pressionava publicamente por juros menores para impulsionar a economia e os mercados, Warsh passou a defender uma visão mais ligada à credibilidade do próprio banco central.
Segundo ele, o Fed perdeu parte da confiança do mercado ao errar a leitura sobre a inflação pós-pandemia e, justamente por isso, acabou obrigado a manter juros elevados por mais tempo.
Durante sua audiência de confirmação no Senado, Warsh evitou se comprometer diretamente com uma trajetória para os juros e afirmou ser cético em relação ao chamado forward guidance — prática em que o Fed sinaliza ao mercado os próximos passos da política monetária.
Durante sua audiência de confirmação, o novo presidente afirmou que os dirigentes do banco central “falam com bastante frequência” e sugeriu que a instituição pode estar exagerando no volume de sinalizações ao mercado.
Na visão dele, o Fed deveria abandonar parte das previsões e orientações antecipadas sobre juros, adotando um modelo de comunicação mais enxuto e menos dependente de discursos, coletivas e projeções econômicas.
A possível mudança marcaria uma ruptura importante em relação ao modelo adotado desde os anos 1990, quando o banco central passou a aumentar gradualmente sua transparência para guiar expectativas de investidores e da economia.
Ainda assim, Warsh assume o Fed em um momento especialmente delicado para qualquer discussão sobre cortes de juros.
Nos últimos meses, a inflação americana voltou a ganhar força, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia após a guerra no Irã, enquanto o mercado de trabalho segue relativamente resiliente.
Esse cenário reduz o espaço para um afrouxamento monetário mais rápido, porque o Fed normalmente corta juros quando a economia dá sinais claros de desaceleração ou quando a inflação está sob controle.
Hoje, porém, acontece justamente o contrário: os preços voltaram a pressionar e o desemprego permanece baixo, o que diminui a urgência de estímulos.
Isso significa que mesmo um presidente do Fed visto como mais aberto à discussão sobre juros menores pode encontrar dificuldades para acelerar cortes sem correr o risco de reacender temores inflacionários ou prejudicar a credibilidade do banco central perante o mercado.
Para os investidores brasileiros, a chegada de Warsh ao comando do Fed pode mexer diretamente com praticamente todos os grandes ativos locais — do dólar ao Ibovespa, passando pela renda fixa e até o fluxo de capital estrangeiro para o país.
Isso porque a taxa de juros americana funciona como uma espécie de “mãe de todas as taxas”: quando ela sobe ou cai, o mercado global inteiro recalcula risco, retorno e para onde o dinheiro deve ir.
No curto prazo, parte do mercado avalia que o perfil mais hawkish de Warsh — historicamente mais preocupado com inflação e credibilidade institucional — reduz o risco de uma captura política completa do Fed por Trump.
Essa percepção ajuda a aliviar parte dos temores sobre cortes agressivos e artificiais de juros nos EUA apenas por pressão da Casa Branca.
Ainda assim, isso tende a manter os juros americanos elevados por mais tempo, fortalecendo o dólar globalmente e aumentando os rendimentos dos Treasurys, os títulos da dívida dos EUA considerados os mais seguros do mundo. Nesse cenário, emergentes como o Brasil costumam sofrer.
O raciocínio é simples: se o investidor consegue ganhar mais em dólar com baixo risco nos EUA, diminui o incentivo para manter recursos em mercados mais voláteis como a bolsa brasileira.
Isso pode pressionar o câmbio, dificultar novas quedas do dólar frente ao real e limitar parte do fluxo estrangeiro que vem ajudando o Ibovespa a renovar recordes nos últimos meses.
Além disso, juros globais mais altos também pesam especialmente sobre ações de crescimento e empresas de tecnologia, já que o custo do dinheiro permanece elevado por mais tempo.
Por outro lado, parte dos analistas vê um possível efeito positivo de médio prazo caso Warsh consiga reforçar a credibilidade do Fed no combate à inflação.
A avaliação é que, se os EUA conseguirem controlar os preços de forma mais sustentável, os juros americanos poderiam cair mais à frente “pelos motivos certos” — isto é, sem deteriorar a confiança na economia americana.
Nesse cenário, o Brasil poderia continuar atraindo capital estrangeiro em busca de retornos mais elevados, favorecendo tanto a bolsa quanto ativos de renda fixa locais.
Juros menores nos EUA também costumam reduzir o custo de oportunidade global, aumentando o apetite por risco e beneficiando mercados emergentes como o brasileiro.
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