Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
PRESIDENTE DO FED

O novo homem à frente do maior banco central do mundo: Kevin Warsh vai dar o que Trump quer? E o Brasil com isso?

O novo homem à frente do maior banco central do mundo: Kevin Warsh vai dar o que Trump quer? E o Brasil com isso? Novo presidente do Fed assume sob pressão por cortes de juros nos EUA, promete preservar a independência do banco central e já coloca dólar, Ibovespa e investidores brasileiros em alerta

Frame do YouTube com Kevin Warsh sendo sabatinado no Senado dos EUA. Ele está sentado, com um microfone à frente. Veste terno azul matinho e camisa branca.
Kevin Warsh - Imagem: Impressão do YouTube

O maior banco central do mundo está de presidente novo. Kevin Warsh assumiu, nesta segunda-feira (18), a cadeira de Jerome Powell no Federal Reserve (Fed). Já anunciado para o cargo há alguns meses, o mercado tem estudado o banqueiro exaustivamente em busca de sinais sobre o que esperar da sua gestão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que muitos querem saber é se Warsh estaria disposto a conceder um dos desejos mais antigos de Donald Trump, quem o indicou para o cargo: corte nos juros. E ninguém melhor para indicar esse caminho do que o próprio banqueiro central, a partir das posições que vem defendendo ao longo dos últimos anos.

O que esperar de Kevin Warsh?

Warsh fez parte do Fed entre fevereiro de 2006, quando foi nomeado pelo presidente George W. Bush para integrar o Conselho de Governadores, até 2011.

Desde então, ele passou anos criticando a atuação do BC dos EUA, especialmente após as rodadas bilionárias de estímulos feitas depois da crise de 2008 e da pandemia.

Na visão dele, o Fed expandiu demais seu balanço, inundou o sistema financeiro com liquidez e acabou se aproximando excessivamente do ambiente político de Washington.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em discursos e entrevistas, o novo presidente da autoridade monetária repetiu diversas vezes que a independência do Fed é “preciosa” e precisa ser preservada, sobretudo em momentos de pressão política.

Leia Também

GOLAÇO PARA O VAREJO

“Efeito Copa do Mundo”: varejo brasileiro deve bombar horas antes dos jogos, e não durante as partidas, diz BTG

EL NIÑO?

Qual a chance de um “super” El Niño acontecer?

Ainda assim, nos últimos tempos, Warsh também passou a ecoar algumas das críticas feitas por Trump à condução da política monetária americana, em especial, a queda dos juros — embora não pelos mesmos motivos.

Enquanto Trump pressionava publicamente por juros menores para impulsionar a economia e os mercados, Warsh passou a defender uma visão mais ligada à credibilidade do próprio banco central.

Segundo ele, o Fed perdeu parte da confiança do mercado ao errar a leitura sobre a inflação pós-pandemia e, justamente por isso, acabou obrigado a manter juros elevados por mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante sua audiência de confirmação no Senado, Warsh evitou se comprometer diretamente com uma trajetória para os juros e afirmou ser cético em relação ao chamado forward guidance — prática em que o Fed sinaliza ao mercado os próximos passos da política monetária.

Durante sua audiência de confirmação, o novo presidente afirmou que os dirigentes do banco central “falam com bastante frequência” e sugeriu que a instituição pode estar exagerando no volume de sinalizações ao mercado.

Na visão dele, o Fed deveria abandonar parte das previsões e orientações antecipadas sobre juros, adotando um modelo de comunicação mais enxuto e menos dependente de discursos, coletivas e projeções econômicas.

A possível mudança marcaria uma ruptura importante em relação ao modelo adotado desde os anos 1990, quando o banco central passou a aumentar gradualmente sua transparência para guiar expectativas de investidores e da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que não é tão simples assim baixar os juros nos EUA agora?

Ainda assim, Warsh assume o Fed em um momento especialmente delicado para qualquer discussão sobre cortes de juros.

Nos últimos meses, a inflação americana voltou a ganhar força, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia após a guerra no Irã, enquanto o mercado de trabalho segue relativamente resiliente.

Esse cenário reduz o espaço para um afrouxamento monetário mais rápido, porque o Fed normalmente corta juros quando a economia dá sinais claros de desaceleração ou quando a inflação está sob controle.

Hoje, porém, acontece justamente o contrário: os preços voltaram a pressionar e o desemprego permanece baixo, o que diminui a urgência de estímulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que mesmo um presidente do Fed visto como mais aberto à discussão sobre juros menores pode encontrar dificuldades para acelerar cortes sem correr o risco de reacender temores inflacionários ou prejudicar a credibilidade do banco central perante o mercado.

E você com isso?

Para os investidores brasileiros, a chegada de Warsh ao comando do Fed pode mexer diretamente com praticamente todos os grandes ativos locais — do dólar ao Ibovespa, passando pela renda fixa e até o fluxo de capital estrangeiro para o país.

Isso porque a taxa de juros americana funciona como uma espécie de “mãe de todas as taxas”: quando ela sobe ou cai, o mercado global inteiro recalcula risco, retorno e para onde o dinheiro deve ir.

No curto prazo, parte do mercado avalia que o perfil mais hawkish de Warsh — historicamente mais preocupado com inflação e credibilidade institucional — reduz o risco de uma captura política completa do Fed por Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa percepção ajuda a aliviar parte dos temores sobre cortes agressivos e artificiais de juros nos EUA apenas por pressão da Casa Branca.

Ainda assim, isso tende a manter os juros americanos elevados por mais tempo, fortalecendo o dólar globalmente e aumentando os rendimentos dos Treasurys, os títulos da dívida dos EUA considerados os mais seguros do mundo. Nesse cenário, emergentes como o Brasil costumam sofrer.

O raciocínio é simples: se o investidor consegue ganhar mais em dólar com baixo risco nos EUA, diminui o incentivo para manter recursos em mercados mais voláteis como a bolsa brasileira.

Isso pode pressionar o câmbio, dificultar novas quedas do dólar frente ao real e limitar parte do fluxo estrangeiro que vem ajudando o Ibovespa a renovar recordes nos últimos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, juros globais mais altos também pesam especialmente sobre ações de crescimento e empresas de tecnologia, já que o custo do dinheiro permanece elevado por mais tempo.

Por outro lado, parte dos analistas vê um possível efeito positivo de médio prazo caso Warsh consiga reforçar a credibilidade do Fed no combate à inflação.

A avaliação é que, se os EUA conseguirem controlar os preços de forma mais sustentável, os juros americanos poderiam cair mais à frente “pelos motivos certos” — isto é, sem deteriorar a confiança na economia americana.

Nesse cenário, o Brasil poderia continuar atraindo capital estrangeiro em busca de retornos mais elevados, favorecendo tanto a bolsa quanto ativos de renda fixa locais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros menores nos EUA também costumam reduzir o custo de oportunidade global, aumentando o apetite por risco e beneficiando mercados emergentes como o brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
18 de maio de 2026 - 8:42
Loja da Riachuelo 15 de maio de 2026 - 19:48
desenrola caixa economica federal (1) 15 de maio de 2026 - 16:20
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 15 de maio de 2026 - 15:42
Logo Smart Fit e fundo que remete a ESG 15 de maio de 2026 - 13:30
CNH 15 de maio de 2026 - 11:46
ID da foto:2206863969 14 de maio de 2026 - 11:27
Carteira de Trabalho | Seguro-desemprego 14 de maio de 2026 - 5:53
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia