Smart Fit (SMFT3), ‘uma das principais teses no varejo’, entra em carteira de ações ESG; por quê?
As carteiras de ESG reúnem ações de empresas que podem entregar retornos promissores alinhados a princípios de sustentabilidade e governança

“Tese única e uma das melhores ações do varejo na América Latina”. Foi assim que os analistas do BTG Pactual definiram os papéis da Smart Fit (SMFT3). Na visão do banco, o grupo de academias se destaca pela expansão consistente da receita, unidades com alta rentabilidade e espaço para consolidação no mercado.
Agora, ela ganha um incentivo a mais. A empresa foi inserida em uma carteira do banco que seleciona os ativos mais promissores para buscar retornos alinhados aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, no português).
A ação agora faz parte de um portfólio mensal que reúne 10 ativos com iniciativas de sustentabilidade.
O Seu Dinheiro reuniu as carteiras de ESG deste mês do BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos. Dentre todos os portfólios, o único que teve troca de ações em relação à última edição foi o BTG, com a inclusão de Smart Fit no lugar da C&A (CEAB3).
Confira todas as indicações:
| BTG Pactual¹ | BB Investimentos² | XP Investimentos³ | Itaú BBA⁴ |
|---|---|---|---|
| Allos (ALOS3) | B3 (B3SA3) 🏅 | Alupar (ALUP11) | Engie (EGIE3) |
| Axia Energia (AXIA3) | SLC Agrícola (SLCE3) | B3 (B3SA3) 🏅 | CPFL (CPFE3) |
| Copel (CPLE3) | Motiva (MOTV3) | Itaú (ITUB4) | Localiza (RENT3) 🏅 |
| Equatorial (EQTL3) | WEG (WEGE3) | Lojas Renner (LREN3) 🏅 | Banco do Brasil (BBAS3) |
| Itaú (ITUB4) | Lojas Renner (LREN3) 🏅 | Localiza (RENT3) 🏅 | Rumo (RAIL3) |
| Localiza (RENT3) 🏅 | Suzano (SUZB3) | Orizon (ORVR3) | Totvs (TOTS3) |
| Nubank (ROXO34) | Vibra Energia (VBBR3) | Sabesp (SBSP3) | 3Tentos (TTEN3) |
| Motiva (MOTV3) | Taesa (TAEE11) | Suzano (SUZB3) | Lojas Renner (LREN3) 🏅 |
| Rede D'Or (RDOR3) | Sabesp (SBSP3) | Telefônica Brasil (VIVT3) | B3 (B3SA3) 🏅 |
| Smart Fit (SMFT3) | Banrisul (BRSR6) | WEG (WEGE3) | Cosan (CSAN3) |
²Carteira publicada em 30 de abril de 2026;
³Carteira publicada em 4 de maio de 2026;
⁴Carteira publicada em 3 de maio de 2026.
A nova recomendação do mês: o que sustenta a compra de SMFT3?
Os analistas do BTG Pactual reforçaram a recomendação de compra de Smart Fit após os resultados do 1º trimestre de 2026, inclusive na carteira focada em ativos ESG.
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A rede de academias teve lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no período — alta de 47% em relação ao 1T25 — e a ação SMFT3 chegou a saltar 11,6% após o balanço.
O banco acredita que o papel pode chegar à cotação de R$ 31, o que representa um potencial de valorização de até 64,8% em relação ao fechamento de quinta-feira (14), de R$ 18,81.
“A tese de investimento é sustentada por escala incomparável na América Latina”, afirmaram os analistas. Além disso, o mercado de redes de academias é bastante fragmentado, ou seja, há poucas marcas grandes. Por isso, há espaço para consolidação da Smart Fit.
No campo de ESG, o banco destaca o trabalho da rede de academias em melhorar a eficiência energética e ampliar a participação de fontes limpas e renováveis.
Outras iniciativas são focadas no uso mais eficiente da água em unidades da empresa, logística reversa de equipamentos e investimentos sociais.
As campeãs de indicações
Apesar de ser a única nova recomendação entre os portfólios de ESG, a ação da Smart Fit está em apenas uma das carteiras, a do BTG.
Ao considerar o volume de indicações, quem se destaca são B3 (B3SA3), Lojas Renner (LREN3) e Localiza (RENT3) — cada uma com três recomendações.
B3 (B3SA3)
No caso da B3, a bolsa de valores brasileira, a XP Investimentos destaca a recuperação gradual do mercado de capitais, o que impulsiona as receitas da bolsa de valores com maiores volumes de negociação. Também há a possibilidade de distribuições extraordinárias de juros sobre capital próprio (JCP).
Na agenda de ESG, a corretora defende que “a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade”. Entre os destaques, a empresa aumentou a oferta de serviços ESG como o lançamento da plataforma ESG Workspace, que reúne dados e indicadores do setor, criou um hub de educação que chama a atenção no quesito social e tem maioria independente no conselho de administração.
Lojas Renner (LREN3)
Outra ação que entrou no radar da XP, Itaú BBA e BB Investimentos foi a varejista de moda Lojas Renner. Os analistas acreditam que a companhia deve ter demanda sólida neste ano, sustentada pela melhora da renda dos brasileiros e pela queda da taxa de juros.
Outros dois fatores são uma margem bruta resiliente e o potencial de revisões positivas de lucro. Nos cálculos da XP, a ação pode saltar até 60,3%, considerando o preço-alvo de R$ 22.
Em relação a ESG, a corretora avalia a Renner com “robustas políticas de gestão da cadeia de suprimentos, cultura resiliente e ótima governança”.
Localiza (LREN3)
Já no caso de Localiza, o BTG Pactual espera uma melhora na qualidade da frota e margens mais elevadas, fatores que “devem abrir espaço para revisões positivas dos resultados”.
“A companhia também está bem-posicionada para se beneficiar do ciclo de queda de juros e do aumento de fluxo estrangeiro para o mercado acionário brasileiro”, diz o BTG.
Nos princípios ESG, a locadora de carros chama a atenção com uma forte governança corporativa, bom relacionamento com clientes e funcionários, além de iniciativas de sustentabilidade como lavagem de carros sem água e veículos que podem ser abastecidos com etanol — combustível menos poluente que a gasolina.
Quais outros papéis chamaram a atenção das equipes de análise?
Após o primeiro lugar ocupado por B3, Lojas Renner e Localiza, outras cinco ações dividem a segunda colocação do ranking: Suzano (SUZB3), WEG (WEGE3), Itaú (ITUB4), Sabesp (SBSP3) e Motiva (MOTV3).
Cada uma recebeu duas indicações nos portfólios.
Suzano (SUZB3)
No caso de Suzano, os especialistas destacam a companhia como a líder da agenda ESG no setor de papel e celulose, com soluções inovadoras para atingir as metas de sustentabilidade e o sucesso da empresa na emissão de títulos verdes, ativos de renda fixa que captam recursos para financiar projetos com impactos ambientais positivos.
A ação da empresa acumula queda de 18,4% neste ano, mas pode saltar até 54,8%, segundo cálculos da XP Investimentos.
WEG (WEGE3)
A WEG, fabricante de motores elétricos, geradores, transformadores focados na indústria, é considerada um “player líder na mudança para uma economia de baixo carbono”, segundo a XP, graças ao perfil da empresa voltado para eletrificação e setor de renováveis.
Entre os destaques da companhia está a receita diversificada, histórico de execução operacional de excelência, combinação consistente entre crescimento e retorno, além de um histórico de superar expectativas do mercado de forma recorrente.
Itaú (ITUB4)
Na visão do BTG, o Itaú se destaca por ter balanços sólidos, estar bem-posicionado para proteger a rentabilidade em um ambiente mais volátil, ao mesmo tempo que mantém capacidade de acelerar crescimento e ganhar participação de mercado.
No campo ESG, o banco chama a atenção pela meta de se tornar neutro em carbono até 2050 e incentiva novos parceiros e fornecedores a neutralizar as emissões. Em relação a iniciativas sociais, analistas do BTG destacam o relacionamento com clientes e o compromisso com a educação financeira.
Motiva (MOTV3)
A Motiva é considerada a tese preferida do BTG Pactual no setor de concessões rodoviárias. O banco defende que a empresa tem possíveis “gatilhos” positivos no radar, como a participação em leilões e a venda de fatias minoritárias em ativos de mobilidade urbana.
No campo de ESG, a Motiva estabeleceu compromissos focados na redução do risco climático, fortalecimento de práticas sustentáveis em toda a cadeia de valor e investimentos em projetos sociais.
Sabesp (SBSP3)
A Sabesp faz parte do portfólio recomendado da XP e BB Investimentos. Na visão da XP, a ex-estatal de saneamento é uma “empresa com grande potencial de crescimento a longo prazo, com múltiplas oportunidades para alocar capital com retornos atrativos.”
De acordo com os cálculos da corretora, o preço-alvo até o final de 2026 para o papel SBSP3 é R$ 38,30, com potencial de alta de 32,5%.
Em relação à sustentabilidade, participação social e governança, os analistas defendem que a empresa está bem-posicionada com a proteção dos recursos naturais, conservando a água, a energia e os ecossistemas.
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