Menu
2020-11-13T11:47:18-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
RETOMADA

Credit Suisse melhora projeções para PIB após bom resultado do IBC-Br de setembro

Banco afirma que dados confirmam retomada acentuada da economia; Goldman Sachs é mais cauteloso

13 de novembro de 2020
11:47
crescimento pib projeção
Imagem: Shutterstock

O bom resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central, levou o Credit Suisse a revisar para cima sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e de 2020.

Após o indicador registrar alta de 1,29% em setembro, na comparação com agosto, a quinta alta mensal consecutiva, o banco passou a projetar um crescimento de 9,1% da economia no terceiro trimestre, na comparação com o resultado apurado no período de abril a junho. Antes, ele calculava um avanço de 7,0%.

Para 2020, as estimativas para o PIB passaram de uma contração de 4,8% para uma queda de 4,6%.

“Os resultados de hoje [do IBC-Br] confirmaram a expectativa de uma retomada acentuada da economia no terceiro trimestre, devido à recuperação parcial do lado da oferta na economia e aos robustos pacotes fiscais e monetários implementados no começo da crise da pandemia”, diz trecho do relatório.

O Credit Suisse afirma que o bom desempenho da economia em setembro foi sinalizado pelos indicadores de produção industrial e vendas no varejo, com os dois setores superando os níveis pré-crise.

Já o setor de serviços continua enfrentando dificuldades, uma vez que as medidas de restrição de circulação e distanciamento social ainda não foram totalmente revertidas.

O banco manteve a projeção de crescimento de 4,1% do PIB em 2021. A expectativa é de que a alta seja impulsionada pela política monetária, com a manutenção dos juros em patamares baixos, a lenta retomada do mercado de trabalho e a recuperação que a economia global deve experimentar.

Calma lá

Enquanto o IBC-Br de setembro foi suficiente para o Credit Suisse revisar suas projeções, o Goldman Sachs permaneceu cauteloso a respeito das perspectivas econômicas, ainda que veja a economia brasileira se recuperando.

Segundo relatório do banco americano, o País apresenta um ritmo robusto de retomada desde que atingiu o ponto de inflexão em meados de abril. A expectativa é de continuidade da melhora nos próximos meses, com a combinação de flexibilização dos protocolos de combate à covid-19, melhora das condições de crédito e valorização das commodities no mercado internacional.

“Contudo, um quadro viral doméstico ainda muito complexo, mercado de trabalho ainda fraco e a expectativa de eliminação gradual de algumas medidas de apoio fiscal devem desacelerar o ritmo de recuperação”, diz trecho do relatório.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Mais um

Balança comercial tem superávit de US$ 3,73 bi em novembro

No último Relatório Focus, os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central estimaram superávit comercial de US$ 57,90 bilhões em 2020.

Inovação

CVM abre audiência pública para reforma de fundos de investimento e FIDC

Grande parte das inovações propostas tem como fundamento a Lei da Liberdade Econômica, aprovada em 2019.

primeira análise

BTG inicia cobertura de varejista de moda esportiva estimando alta de 42%

Em primeira análise, banco diz que ações da Track&Field podem chegar a R$ 16; grupo cita como ponto positivo altas margens e bom retorno de capital

Agora vai?

Elon Musk anuncia teste com foguete gigante da SpaceX que levará humanos a Marte

Segundo o segundo bilionário mais rico do mundo, no teste da próxima semana, o foguete voará 15 km no ar, o equivalente a 50.000 pés.

planos do grupo sbf

Centauro conclui compra da Nike do Brasil e dobra de tamanho

Receita da empresa vai para cerca de R$ 6 bilhões; com aquisição companhia deve por de pé a estratégia de ser uma referência no mundo do esporte

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies