O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Tony Volpon, economista-chefe para o Brasil do UBS, afirma que os impactos do surto do novo coronavírus podem levar a Selic abaixo de 4%
Na última reunião que decidiu pelo corte dos juros para 4,25% ao ano, o Banco Central sinalizou ao mercado que essa seria a última redução da taxa. Mas os potenciais impactos do agravamento da epidemia do coronavírus para a economia podem levar o BC a mudar de ideia e cortar novamente a Selic já na reunião deste mês.
A afirmação é de Tony Volpon, economista-chefe para o Brasil do banco suíço UBS. Em entrevista ao Seu Dinheiro, o ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central afirmou que um novo corte nos juros poderá acontecer no próximo encontro do Copom desde que duas condições sejam satisfeitas.
A primeira delas é o fornecimento adequado de hedge [proteção] para o funcionamento do mercado cambial, tarefa da qual o BC também é incumbido, podendo oferecer instrumentos como swap cambial e leilão de linha.
"A proteção precisa ser feita o mais rápido possível. Não haverá graus de liberdade da política monetária sem o hedge do mercado", disse Volpon.
A segunda condição é a redução dos juros dos Estados Unidos na próxima reunião do Federal Reserve (Fed) — uma chance que aumentou recentemente, segundo Volpon. "Nenhum emergente vai cortar antes do Fed para não ter a sua moeda punida", diz ele.
As próximas reuniões dos BCs norte-americano e brasileiro ocorrerão nos mesmos dias – 17 e 18 de março – o que só contribui para aumentar a expectativa sobre a reação das autoridades ao surto do coronavírus.
Leia Também
Volpon atualmente prevê que a Selic termine o ano em 4%. A taxa básica hoje se encontra em 4,25%, depois do corte de 0,25 ponto percentual no início de fevereiro. Na ata da reunião, o Copom apontou ver como "adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária".
No entanto, a depender dos efeitos do novo coronavírus na economia europeia e nos Estados Unidos, que podem afetar o PIB brasileiro, Volpon diz que pode adicionar mais previsões de corte à sua projeção para a Selic no fim do ano, o que levaria a taxa abaixo dos 4%.
A inflação não é um problema para essa conta, uma vez que o repasse do câmbio para a inflação é mitigado em uma economia como a brasileira, que opera abaixo de seu produto potencial.
Além disso, há uma folga em relação ao centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O mercado espera inflação de 3,22% para este ano, segundo a última edição do boletim Focus.
Volpon também não poupou o Banco Central de críticas. Para o economista, a autoridade monetária poderia ter realizado mais intervenções no mercado cambial em meio ao grande movimento de valorização do dólar.
"Particularmente, nos últimos dias, eu teria tido uma atuação mais agressiva. Agora, também entendo que, dadas as incertezas do cenário, é sempre bom guardar munição para um conjunto de notícias mais complicadas."
Entre as complicações que podem surgir no cenário, ele cita a consolidação da visão de que existe um surto consistente do vírus nos Estados Unidos. "O mercado parece precificar isso hoje, e, se o surto for realmente consistente, o BC talvez tenha que usar essa munição."
Para o economista do UBS, a sangria dos mercados globais na semana passada se baseou principalmente na perspectiva de que o surto tem dimensão global, após chegar à Europa. "O foco italiano foi a razão da volatilidade, a meu ver", disse.
De acordo com Volpon, os mercados globais precificam "parcialmente" um cenário em que há um foco consistente de coronavírus tanto na Europa como nos Estados Unidos. "Se acontecer nos Estados Unidos o que ocorreu na Lombardia, os mercados podem piorar."
O UBS ainda mantém a projeção de dólar a R$ 4,00 no fim do ano, mas é bastante provável que haja uma revisão para cima no preço da moeda. Segundo Volpon, deve também haver um corte na previsão para crescimento do PIB do Brasil, hoje em 2,1%. Ambas as revisões se relacionam à dimensão da crise do coronavírus.
O nível de R$ 4,50, no entanto, pode fazer com o que o mercado "pause para avaliar" a dinâmica cambial, disse Volpon, mas com certeza o dólar "pode ir além disso", dada a tensão diante da inauguração de uma nova frente no surto de coronavírus fora da China.
Para Volpon, embora o câmbio tenha se depreciado ainda mais com o coronavírus, a moeda tem sofrido efeitos cruciais da queda da taxa de juros. Desde outubro de 2016, a Selic caiu 10 pontos percentuais.
Os termos de troca e o crescimento mais baixo do PIB brasileiro são outros fundamentos que levam a uma taxa de câmbio de equilíbrio mais depreciada, de acordo com o economista.
Outro tema explorado pelo ex-BC foi o desempenho do índice acionário brasileiro, o Ibovespa, que mais de 8% nos últimos três pregões. Ao explicar o fluxo de saída de investidores da B3, Volpon disse que os estrangeiros acreditam que a bolsa brasileira esteja muito cara no patamar atual.
"Tem duas bolsas: a de bancos e commodities, que não sobem tanto porque tem os P/Ls [relação entre preço e lucro] dentro do padrão, e outra bolsa, que subiu demais e opera com P/Ls muito esticados", disse Volpon.
Ele conta que, em suas conversas com investidores estrangeiros, ouve deles que, no nível de preço atual, eles vêem a oportunidade de vender os papéis que detêm.
"Os estrangeiros também acham que investidores brasileiros não têm tanto acesso a mercados como eles, e estão dispostos a pagar o que os de fora não pagam", diz Volpon.
Outros dois motivos que afastam os estrangeiros da B3 são cautela com o crescimento da economia brasileira e a "moda global" do ESG (sigla em inglês que significa boas práticas ambientais, sociais e de governança). No caso deste último fator, o comentário de gestores estrangeiros que Volpon afirma ter recebido em relação à abordagem do governo brasileiro foi negativo.
A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida
No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)
O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos
Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais
Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11
O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual
Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil
Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda
Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco
O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado
Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho
As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores
Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora