🔴 5 MOEDAS PARA MULTIPLICAR SEU INVESTIMENTO EM ATÉ 400X – VEJA COMO ACESSAR LISTA

Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
O BC e o coronavírus

Preferimos ter um lado fiscal um pouco pior para que as pessoas possam honrar seus contratos, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou que a instituição se preocupa em dar condições às empresas cumprirem suas obrigações financeiras, evitando um movimento de quebra massiva de contratos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de abril de 2020
21:21 - atualizado às 9:59
Roberto Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje que um cenário de quebra generalizada de contratos por falta de liquidez seria bastante negativo para a economia como um todo — e, para evitar tal situação, a instituição vai usar as ferramentas que lhe cabem.

"Nós preferimos ter até um fiscal um pouco pior para colocar dinheiro na mão das pessoas, para que elas possam honrar os contratos", disse Campos Neto, durante teleconferência promovida pela XP Investimentos. "Se nós entrarmos em um regime de quebra de contratos, vai ser muito danoso para a economia brasileira no médio e no longo prazo".

Durante o evento, o presidente do BC destacou as principais iniciativas que já foram colocadas em prática pela autoridade monetária brasileira e elencou alguns dos próximos pontos a serem atacados pela instituição, destacando sempre a gravidade da crise do coronavírus — que, segundo ele, tem um impacto global maior e mais incerto que a de 2008.

Logo no início de sua apresentação, Campos Neto mostrou um levantamento produzido pela The Economist Intelligence Unit destacando impacto econômico do surto de coronavírus em cada país. E, de acordo com o levantamento, o PIB do Brasil irá recuar 5,5% em 2020:

Dados usados pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, durante teleconferência promovida pela XP Investimentos

"Independente de a estimativa (da The Economist) estar correta ou não, fato é que o Brasil vai ter um impacto forte", disse Campos Neto, sem revelar qualquer tipo de projeção oficial do BC.

Entre as medidas já adotadas, o presidente do BC citou a redução da alíquota do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo, de 31% para 25% — iniciativa que, em conjunto com outras diretrizes, liberará cerca de R$ 1,2 trilhão em liquidez ao sistema financeiro.

Ao falar especificamente sobre a linha de crédito especial de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas (PMEs), Campos Neto voltou a ressaltar que a medida tem como objetivo a preservação de empregos, dada a característica desse tipo de companhia.

Segundo ele, as PMEs são altamente concentradas no setor de serviços, que sofre em especial com as medidas de distanciamento social. "É uma medida que irriga essas empresas", disse o presidente do BC, afirmando que uma fatia relevante do custo operacional dessas empresas diz respeito à folha de pagamento.

Quanto às iniciativas em elaboração, Campos Neto afirmou que o BC já está trabalhando para direcionar novos créditos às PMEs, e que a autarquia está se esforçando para conseguir liberar mais recursos já na próxima semana.

Dados apresentados pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, durante teleconferência promovida pela XP Investimentos

Olhando adiante

Questionado a respeito dos próximos passos do BC em relação à taxa Selic, Campos Neto afirmou que a estratégia de comunicação adotada pelo banco tem sido consistente, sempre levando em conta os eixos da condução das reformas econômicas, das variáveis internacionais e dos fatores domésticos.

Dentro desses eixos, ele destacou que a expectativa de aprovação das reformas pode ter sido adiada. Quanto aos acontecimentos globais e o surto de coronavírus, ele ponderou que o equilíbrio fiscal pode piorar antes de melhorar.

"É importante comunicar que o trem vai sair do trilho, mas nossa tarefa é explica como o trem volta aos trilhos lá na frente", disse.

Campos Neto não deu qualquer sinalização mais concreta a respeito da condução da política monetária, mas ressaltou que é preciso ter cuidado ao comparar a atuação do BC brasileiro com a de outras autoridades mundiais, uma vez que as situações econômicas e fiscais nem sempre são semelhantes.

Ele citou especificamente os casos de países com taxa de juros próxima a zero, mas que são receptores de capital — ou seja, funcionam como 'portos seguros' dos investidores que retiram seus recursos de ativos de risco e, assim, não servem como comparação.

Segundo o presidente do BC, os movimentos na Selic são feitos de modo a serem permeados pela curva de juros futuros. "Sempre que cai o juros, é para fazer com que as condições de liquidez se ampliem".

Data para normalização?

Campos Neto também evitou dar alguma data específica a partir da qual a economia deva começar a retornar à normalidade. Por mais que ele concorde que a ausência de um prazo seja ruim para os empresários, ele lembra que os países que fizeram isso precisaram prorrogar o cronograma.

Compartilhe

SOBE MAIS UM POUQUINHO?

Campos Neto estragou a festa do mercado e mexeu com as apostas para a próxima reunião do Copom. Veja o que os investidores esperam para a Selic agora

15 de setembro de 2022 - 12:41

Os investidores já se preparavam para celebrar o fim do ciclo de ajuste de alta da Selic, mas o presidente do Banco Central parece ter trazido o mercado de volta à realidade

PREVISÕES PARA O COPOM

Um dos maiores especialistas em inflação do país diz que não há motivos para o Banco Central elevar a taxa Selic em setembro; entenda

10 de setembro de 2022 - 16:42

Heron do Carmo, economista e professor da FEA-USP, prevê que o IPCA registrará a terceira deflação consecutiva em setembro

OUTRA FACE

O que acontece com as notas de libras com a imagem de Elizabeth II após a morte da rainha?

9 de setembro de 2022 - 10:51

De acordo com o Banco da Inglaterra (BoE), as cédulas atuais de libras com a imagem de Elizabeth II seguirão tendo valor legal

GREVE ATRASOU PLANEJAMENTO

Banco Central inicia trabalhos de laboratório do real digital; veja quando a criptomoeda brasileira deve estar disponível para uso

8 de setembro de 2022 - 16:28

Essa etapa do processo visa identificar características fundamentais de uma infraestrutura para a moeda digital e deve durar quatro meses

FAZ O PIX GRINGO

Copia mas não faz igual: Por que o BC dos Estados Unidos quer lançar um “Pix americano” e atrelar sistema a uma criptomoeda

30 de agosto de 2022 - 12:08

Apesar do rali do dia, o otimismo com as criptomoedas não deve se estender muito: o cenário macroeconômico continua ruim para o mercado

AMIGO DE CRIPTO

Com real digital do Banco Central, bancos poderão emitir criptomoeda para evitar “corrosão” de balanços, diz Campos Neto

12 de agosto de 2022 - 12:43

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, ainda afirmou que a comissão será rigorosa com crimes no setor: “ fraude não se regula, se pune”

AGORA VAI!

O real digital vem aí: saiba quando os testes vão começar e quanto tempo vai durar

10 de agosto de 2022 - 19:57

Originalmente, o laboratório do real digital estava previsto para começar no fim de março e acabar no final de julho, mas o BC decidiu suspender o cronograma devido à greve dos servidores

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

2 de agosto de 2022 - 5:58

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

PRATA E CUPRONÍQUEL

Banco Central lança moedas em comemoração ao do bicentenário da independência; valores podem chegar a R$ 420

26 de julho de 2022 - 16:10

As moedas possuem valor de face de 2 e 5 reais, mas como são itens colecionáveis não têm equivalência com o dinheiro do dia a dia

AGRADANDO A CLIENTELA

Nubank (NUBR33) supera ‘bancões’ e tem um dos menores números de reclamações do ranking do Banco Central; C6 Bank lidera índice de queixas

21 de julho de 2022 - 16:43

O banco digital só perde para a Midway, conta digital da Riachuelo, no índice calculado pelo BC

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar