Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

Entrevista exclusiva

BC deve cortar Selic em 0,5 ponto com efeito do coronavírus na economia, diz Figueiredo, da Mauá Capital

Para Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do BC, o Copom poderia fazer cortes adicionais que fariam a taxa terminar o ano entre 3% e 3,5%

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
13 de março de 2020
5:40 - atualizado às 9:29
Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital
Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central - Imagem: Reprodução YouTube

O impacto da epidemia do novo coronavírus na economia brasileira, ainda que tenha tamanho e duração incertos, justifica um corte da taxa básica de juros (Selic) de meio ponto percentual pelo Banco Central já na reunião que acontece na próxima semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa é a avaliação de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do BC e sócio-fundador da Mauá Capital. Para ele, o Copom poderia continuar com flexibilizações adicionais que fariam a taxa terminar o ano entre 3% e 3,5% ao ano.

Figueiredo afirma que o choque gerado pela pandemia é desinflacionário, já que diminuirá o ritmo de crescimento da economia. “Um corte de juros seria uma maneira de o BC responder ao efeito do coronavírus na atividade”, afirma o economista, que projeta um PIB entre 1,5% e 2% em 2020.

Para o ex-diretor do BC, o ambiente de inflação no Brasil ainda está muito confortável mesmo sem o choque da pandemia — o que, portanto, daria mais argumentos para a autoridade monetária diminuir novamente o juro básico, hoje em 4,25% ao ano.

Mercados irracionais

Figueiredo acredita que os mercados financeiros atualmente se encontram em estado de “irracionalidade”, pois não conseguem mensurar de forma apropriada o risco que estão correndo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isto se deve ao cenário ainda nebuloso sobre a escala dos impactos do vírus na economia. Deste modo, o movimento dos ativos é exagerado, diz ele.

Leia Também

“Na maioria disparada das empresas, o preço das ações caiu muito mais do que a lucratividade delas vai cair” – Luiz Fernando Figueiredo, Mauá Capital

Para ele, há um descompasso entre os fundamentos e o mercado. “A bússola do mercado está quebrada. Os preços estão muito fora da visão de normalidade.”

O ex-diretor do BC vê, por exemplo, que as recentes altas nos juros futuros, cujas taxas hoje apontam para uma alta da Selic nas próximas reuniões do Copom, constituem outro desses movimentos sem fundamento nenhum na realidade econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isto mesmo em meio a um contexto de deterioração do ambiente político brasileiro, que põe em risco a sustentabilidade fiscal do país. Na quarta-feira, o Congresso derrubou um veto do presidente Jair Bolsonaro que impacta em R$ 20 bilhões por ano o gasto público.

Instrumento utilizado normalmente por países para impedir a depressão da atividade econômica, a política fiscal não poderá ser uma opção no caso brasileiro.

“A saúde fiscal do Brasil ainda é frágil”, diz o economista. O incremento do gasto público para estimular o crescimento, desta forma, é carta fora do baralho. Para ele, a política monetária é o instrumento à mão do governo para enfrentar a crise econômica gerada pela epidemia.

Mas e o câmbio?

Em outra frente, no mercado cambial, o BC já tem atuado com a venda de dólar à vista ou por meios das operações de swap (que equivale à venda de dólar no mercado futuro), disse Figueiredo. Mesmo assim, a moeda norte-americana chegou a superar a marca de R$ 5 na abertura da sessão da quinta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora a alta do dólar provoque alguma pressão inflacionária, a redução no ritmo da atividade econômica, que hoje já se encontra em uma toada gradual, diminui o repasse da variação cambial para os preços, segundo Figueiredo. Por sua vez, a economia, sendo afetada pelo vírus, também impactará a inflação para baixo, abrindo a porta para mais quedas na Selic.

A meta de inflação para este ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Enquanto isso, a inflação medida pelo IPCA no acumulado dos últimos 12 meses é de 4,01%, de acordo com o IBGE.

Figueiredo também discutiu a preferência do mercado por uma atuação ainda mais forte da autoridade monetária no câmbio.

“Em momentos como este, o que o mercado gostaria é que houvesse uma mão mais pesada do BC, faz parte. Hoje [ontem] o BC foi muito mais contundente, é muito difícil de criticar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Figueiredo, o Banco Central está testando as maneiras de intervenção nesse mercado, já que o mercado reage a um impacto do coronavírus ainda não passível de medição. O ex-BC vê que a taxa de câmbio de equilíbrio se encontra atualmente “muito mais próxima dos R$ 4 do que dos R$ 5”.

E a bolsa?

Em meio ao coronavírus, empresas do setor de saúde são uma escolha apropriada, diz ele, que também recomenda empresas ligadas a consumo domestico e setores de utilities.

Após o esclarecimento dos impactos da doença na economia e apaziguamento do surto, os ativos tendem a voltar ao preço que tinham anteriormente, disse o ex-BC.

"Os mercados sofreram barbaramente. A tendencia é que, quando comece a recuperar, seja um movimento brutal na outra direção", diz Figueiredo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar