O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A precificação de opções segue modelos estatísticos baseados em probabilidade. A estratégia do Universa Tail Hedge é comprar opções sub precificadas por acreditar que eventos raros acontecem mais frequência do que apontam as estatísticas.
Mesmo com a recuperação de boa parte das Bolsas mundo afora, a grande maioria dos fundos de renda variável ou multimercado continuam no negativo em 2020, tamanho foi o mergulho dos mercados no mês de março.
No entanto, nesse mar de retornos ruins, um fundo em particular se sobressaiu: seu retorno foi de mais de 4.000% (quatro mil por cento) no primeiro trimestre deste ano.
Seria isso resultado de bruxaria?
Calma, não é nada disso.
O tal fundo é o Universa Tail Hedge, e a estratégia que trouxe esse resultado é muito parecida com uma que eu mesmo utilizo nas recomendações para os assinantes da minha série na Empiricus.
Você já reparou quantas vezes a palavra "nunca" foi mencionada nas últimas semanas?
Leia Também
Esses eventos altamente improváveis e impactantes são conhecidos na linguagem do mercado como "cisnes negros", termo popularizado por Nassim Taleb. Não por acaso, o próprio Taleb é conselheiro do tal fundo dos 4.000%.
A estratégia do Universa Tail Hedge é comprar opções sub precificadas por acreditar que esses eventos raros podem, sim, acontecer.
Mais do que isso: esses cisnes negros não somente acontecem, como a frequência deles é muito maior do que a maior parte das instituições financeiras imagina.
O modelo de precificação de opções mais utilizado no mercado financeiro é o Black & Scholes.
Esse modelo diz que a ocorrência de retornos semanais de um ativo deve respeitar o formato da curva de sino mostrada abaixo:
Não se assuste com a curva. A única coisa que ela quer mostrar para você é que a probabilidade de variações extremas (digamos, de -30% em uma semana) é muito mais difícil de acontecer do que um retorno de 2%, por exemplo.
Na verdade, isso é bastante intuitivo. Quer ver?
Quanto você acha que o Ibovespa vai subir na semana que vem?
É muito mais provável que você tenha chutado um número abaixo de 3% do que um acima de 20%. Nossos cérebros pensam em forma de sino!
Voltando ao Black & Scholes, o problema dele é que a realidade não respeita a teoria, como podemos ver no gráfico abaixo, que mostra o retorno semanal das ações da administradora de shopping centers brMalls (BRML3):
Se a realidade (colunas azuis) respeitasse a teoria (curva laranja), os retornos percentuais semanais de BRML3 seriam exatamente iguais ao esperado.
Teríamos muitas variações semanais de pequena intensidade, e raríssimas ocasiões em que os retornos superariam magnitudes de 15% (para cima, ou para baixo).
Mas não é isso o que acontece!
Mesmo o modelo considerando nulas as chances de retornos superiores a +15% ou inferiores a -15%, em menos de um ano observamos variações de:
Ou seja, esses retornos extremos não somente aconteceram como se repetiram por quatro vezes em um intervalo de algumas semanas.
Quais são as implicações financeiras disso para o seu bolso?
Apesar de o modelo mais popular conter essas falhas importantíssimas, quem disse que instituições financeiras e traders bitolados se importam com isso?
Eles preferem acreditar cegamente em um mapa errado do que não ter mapa algum.
Sorte a nossa, porque, ao fazer isso, esses agentes vendem para nós opções com grande potencial de valorização por preços de "nunca vai acontecer".
Por exemplo, na série Flash Trader, que sugere operações com a mesma filosofia do Universa Tail Hedge, tínhamos uma opção de brMalls que se aproveitou de mais um cisne negro: os shopping centers nunca ficaram fechados por tanto tempo. As ações derreteram e conseguimos ganhos superiores a 1.000% nessa operação.
Mas essa não foi a primeira vez que fomos ajudados pelos cisnes negros. Já aproveitamos outros vários eventos improváveis (greve dos caminhoneiros, interferência presidencial no comando da Petrobras, rompimento da barragem da Vale, etc) num passado recente para atingir um retorno acumulado de mais de 450% desde a sua criação, em março de 2018.
Aproveitando a importância do momento para esse tipo de estratégia, nesta semana lancei um curso chamado Portfólio Antifrágil, cujo intuito é, além de ensinar o "bê-a-bá" do mercado de opções, mostrar como realizar esse tipo de operação que se aproveita dos cisnes negros – e de várias outras estratégias possíveis com opções.
Caso queira conhecer, os 7 primeiros dias de acesso são por minha conta. Você pode ver as aulas já disponíveis sem compromisso e, caso não goste, basta cancelar o seu acesso.
Se quiser entender melhor como funciona o curso, aqui eu explico todos os detalhes. Mas se preferir ir direto ao ponto, este é o link para fazer a inscrição com um clique.
Quem decidir fazer o curso por completo, a partir da última aula, ainda terá mais seis meses de acesso gratuito à minha série Flash Trader.
E da próxima vez que ouvir que algo é impossível de acontecer, lembre-se do cisne negro à espreita prontinho para fazer uma surpresa e encher o bolso de quem enxergou além das probabilidades.
Um ótimo feriado!
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente