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Chegamos, enfim, à última newsletter de sábado do louco ano de 2020. Apesar do feriado de Natal na semana que passou - que fechou a B3 por dois dias e as principais bolsas internacionais por um dia e meio - não faltaram notícias bombásticas a mexerem com os mercados, numa prova de que, realmente, o ano só acaba quando termina. Principalmente quando se trata de 2020.
Logo na segunda-feira, amanhecemos com a notícia de que uma nova cepa de coronavírus foi detectada no Reino Unido, o que levou o governo local a aumentar as restrições à circulação de pessoas e vários países a fecharem suas fronteiras e suspenderem o comércio com o país.
A notícia machucou os ativos de risco, que no entanto foram beneficiados pela aprovação (finalmente!) do acordo fiscal que prevê US$ 900 bilhões em estímulos pelo Congresso americano.
Estaria tudo ótimo nesta frente não fosse o presidente Donald Trump mais uma vez causando no Twitter, ao criticar o acordo aprovado, chamando-o de “desgraça” e dando a entender que não o assinaria.
Para tentar reparar a situação, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, prometeu pautar, na semana que vem, a votação do envio de um cheque de US$ 2 mil aos americanos, mais gordo que os US$ 600 previstos no acordo.
Na véspera de Natal, mais um presente para os investidores: finalmente saiu o acordo comercial pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia.
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Por aqui, quase tivemos pauta-bomba no Congresso, com a votação da PEC dos municípios, que aumenta os repasses da União para as cidades, elevando o gasto público federal. Mas acabou ficando para o ano que vem.
No front das vacinas, um misto de alegria e decepção. No esperado anúncio de eficácia da CoronaVac, o Instituto Butantan limitou-se a dizer que a vacina desenvolvida numa parceria Brasil-China superou a eficácia mínima de 50%, mas deixou o anúncio do percentual de eficácia para dali a 15 dias.
Numa semana tão curta e cheia de altos e baixos, até que o desempenho do Ibovespa não foi ruim, mas o dólar voltou a escalar e bater os R$ 5,20.
Em clima de fim de ano, mas ciente de que ainda tem chão até 31 de dezembro, eu selecionei para você as nossas reportagens de destaque da semana, para você preparar seu bolso antes de o ano acabar.
Mas antes de passar para elas, deixo como sugestão a nossa reportagem de hoje: eu entrevistei o Thiago Alvarez, CEO do GuiaBolso, um aplicativo de gestão financeira que ajuda os usuários a controlarem receitas e despesas. Ele conta sobre as novidades previstas para o app e explica por que está animado com o open banking, que permitirá a todos os bancos acessarem os dados financeiros dos clientes para oferecer produtos melhores.
Na sua coluna especial desta semana, o Alexandre Mastrocinque recomendou a sua ação preferida para o próximo ano. Este é um conteúdo Premium, mas você pode destravar o seu acesso aqui e aproveitar uma degustação gratuita de 30 dias.
Nesta reta final, publicamos duas reportagens para você preparar seu bolso agora já de olho no ano que vem. Veja como investir o seu décimo terceiro e saiba se vale a pena investir em previdência privada neste fim de ano - e como fazê-lo. Corra que ainda dá tempo!
Essa mutação do coronavírus detectada no Reino Unido deve mesmo preocupar o investidor? Na segunda-feira, o Ibovespa caiu quase 2% por causa dessa notícia. No dia seguinte, o Matheus Spiess publicou uma coluna explicando por que ele acha que, pelo menos para o seu bolso, a nova cepa não deve ser motivo de inquietação, por enquanto.
Um ótimo fim de ano para você e feliz 2021!
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
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A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência