Magalu à prova de coronavírus
No último dia 18 de março, o Ibovespa amargou uma queda de 10,35%, depois de passar pela sexta vez no mês por um circuit breaker – a paralisação que acontece toda vez que o principal índice da bolsa cai mais de 10% durante um pregão.
Nesse mesmo dia, as ações do Magazine Luiza registraram uma queda ainda maior, de assustadores 19%, e fecharam o dia a R$ 28,81, na menor cotação do ano.
Naquele momento de pânico generalizado nos mercados diante da disseminação do coronavírus, o futuro da varejista (e de praticamente toda a economia) era uma completa incógnita.
Ainda que o Magalu já fosse apontado como um dos mais preparados para resistir à crise, nem mesmo o mais otimista dos investidores imaginaria que a empresa apresentasse uma recuperação tão vigorosa na bolsa em tão pouco tempo.
Num espaço de pouco mais de dois meses, as ações saltaram 124% e fecharam esta terça-feira negociadas a R$ 64,48. Com a valorização, a varejista voltou a ser negociada acima dos níveis pré-crise e superou a marca de R$ 100 bilhões em valor de mercado.
A alta de quase 7% dos papéis do Magazine Luiza apenas hoje aconteceu após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. Apesar do prejuízo no período, os dados das vendas nos canais digitais impressionaram até os mais céticos. Após o resultado, a XP Investimentos decidiu manter a recomendação de compra e elevar o preço-alvo das ações.
Leia Também
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
Em teleconferência com analistas e investidores para comentar os números, o CEO do Magalu, Frederico Trajano, afirmou que o foco no digital pode ser a saída para a crise de saúde e econômica. O Kaype Abreu traz os detalhes para você nesta matéria.
E o câmbio virou
O dólar teve mais um pregão de distensão e caiu quase 2%, para R$ 5,35. Com a baixa de hoje, a moeda americana virou e passou a registrar queda em maio. A redução do risco político e um cenário mais positivo no exterior sustentam essa valorização do real, mas o Ibovespa não partilhou do mesmo otimismo hoje e teve ligeira queda. O Victor Aguiar conta o que guiou os mercados financeiros hoje.
A esperança da vacina
Além de acompanhar os indicadores econômicos, os investidores passaram a reagir às novidades da medicina desde o início da crise do coronavírus. A cada notícia sobre testes favoráveis com uma vacina contra a covid-19 os mercados em todo o mundo reagem em forte alta. Mas o que há de concreto até agora? A Jasmine Olga traz nesta reportagem três dos tratamentos mais promissores em desenvolvimento.
Os preços caem
O efeito coronavírus nos preços deve ficar evidente no mês de maio. A prévia da inflação, o IPCA-15, registrou uma deflação de 0,59%. A explicação para a queda nos preços é dada pela queda da demanda dos consumidores provocada pela pandemia. O número bateu um recorde, ainda por cima: foi o menor índice desde o início do Plano Real.
Bye Bye, Disney
Não é só aqui no país que a demanda diminuiu. Em abril, as despesas de brasileiros no exterior chegaram ao menor nível verificado na série histórica para o mês desde 1999. O gasto foi de US$ 203 milhões — tombo de quase 90% em relação ao mesmo período do ano passado. As restrições para viagens e a forte alta do dólar justificam a queda, como você lê nesta matéria.
Meu Tesouro Minha Vida
E, por falar tanto em recorde, tenho mais um para você: o Tesouro Direto registrou uma emissão líquida de R$ 1,57 bilhão em abril, dado inédito nos registros. Aplicações de até mil reais responderam por mais de 60% dessas operações. Com o avanço, o total de recursos de investidores no programa de compra de títulos públicos passou dos R$ 60 bilhões. Confira quais foram os papéis mais procurados pelos investidores.
O mercado é eficiente?
A alardeada eficiência dos mercados é um tema histórico e de grande curiosidade intelectual. Não é por menos que atraiu a atenção do nosso colunista Felipe Miranda. Afinal, o mercado consegue mesmo implicar adequadamente em seus preços o risco de um ativo no futuro? É possível para um investidor obter retornos consistentes acima da média? Confira quais as conclusões do Felipe.
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje
O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026
Como enterrar um projeto: você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?
Talvez você ou sua empresa já tenham sua lista de metas para 2026. Mas você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?
Flávio Day: veja dicas para proteger seu patrimônio com contratos de opções e escolhas de boas ações
Veja como proteger seu patrimônio com contratos de opções e com escolhas de boas empresas
Flávio Day nos lembra a importância de ter proteção e investir em boas empresas
O evento mostra que ainda não chegou a hora de colocar qualquer ação na carteira. Por enquanto, vamos apenas com aquelas empresas boas, segundo a definição de André Esteves: que vão bem em qualquer cenário
A busca pelo rendimento alto sem risco, os juros no Brasil, e o que mais move os mercados hoje
A janela para buscar retornos de 1% ao mês na renda fixa está acabando; mercado vai reagir à manutenção da Selic e à falta de indicações do Copom sobre cortes futuros de juros
Rodolfo Amstalden: E olha que ele nem estava lá, imagina se estivesse…
Entre choques externos e incertezas eleitorais, o pregão de 5 de dezembro revelou que os preços já carregavam mais política do que os investidores admitiam — e que a Bolsa pode reagir tanto a fatores invisíveis quanto a surpresas ainda por vir
A mensagem do Copom para a Selic, juros nos EUA, eleições no Brasil e o que mexe com seu bolso hoje
Investidores e analistas vão avaliar cada vírgula do comunicado do Banco Central para buscar pistas sobre o caminho da taxa básica de juros no ano que vem
