Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O Gato de Schrödinger e o pulo do gato morto: as altas recentes são sinais de compra?

Estaríamos diante de uma alta limitada dentro de um mercado de baixa ou seria algum sinal de que o mundo mudou completamente e o que costumava fazer sentido agora não importa mais?

26 de maio de 2020
6:55 - atualizado às 9:27
Imagem: Shutterstock

Um dos paradoxos mais curiosos da física repousa na mecânica quântica, o chamado de “gato de Schrödinger”. Nós economistas viveremos eternamente sob o apelido de “physics envy” (ou, em bom português, invejosos da física) diante de nossos incessantes esforços no sentido de matematizar nossa tão amada ciência social, em comunhão ao processo ditado pela hipótese da ergodicidade - é uma velha tara do mainstream a tentativa de levar a economia de "soft science" para "hard science"; isto é, ligados às esferas exatas e quantificáveis do pensamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Digressão feita, de volta a Schrödinger. O paradoxo, na verdade, deriva de um experimento ilustrado pela interpretação de Copenhague para com a mecânica quântica. Basicamente, no exemplo em questão, há um gato fechado dentro de uma caixa, de forma a se saber se o mesmo se encontra vivo ou morto. Sem poder definir a priori, o observador deveria te-lo como "vivo e morto". Atrelado aos nossos queridos eventos aleatórios, um gato “vivo-morto" seria reflexo de um estado físico supostamente presente em sistemas quânticos; notadamente, a superposição quântica.

O emaranhamento de dois estados confunde o observador, o qual, perante demasiada incerteza, não poderia elucidar com precisão qual o verdadeiro estado do gato, uma vez que a caixa estaria fechada, impedindo conclusão. Paradoxalmente, assim, ao não saber se o gato está vivo ou morto, o observador que abrir a caixa e se defrontar, aleatoriamente, com um gato morto, seria potencialmente responsável pela então morte (ou pela vida) da criatura.

Erwin Schrödinger captou perfeitamente a mensagem. Somos vítimas do aleatório, da randomicidade. Principalmente quando se trata de mercados financeiros, então - daí nem se fala. Vivemos inevitavelmente em paralelo com nossa incapacidade de sistematizar com precisão eventos complexos. O mundo não cabe numa planilha de excel e estamos fadados a não entendê-lo completamente.

A problemática se intensifica com ativos financeiros, os quais não respeitam a clássica preservação de suas propriedades estatísticas com requerida fidedignidade. Evidentemente, o ferramental aplicado é salutar, mas longe de ser o ideal. Isso porque, nas finanças, investimentos costumam responder com mais exacerbação justamente aos momentos que não podemos antecipar, da mesma forma que não se pode afirmar com precisão se o gato está vivo ou morto a priori.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, nos defrontamos com uma situação muito parecida. Reféns de movimentos monetários de altíssima magnitude e sem precedentes na história, criando-se distorções nos mercados financeiros globais, descolando os ativos da realidade. Ontem, por exemplo, passamos da marca dos 85 mil pontos no Ibovespa? É sério isso?

Leia Também

Falta girar a roleta agora, porque virou cassino

Vamos verificar o que nos espera em pouco tempo. Não temos nada pra puxar PIB brasileiro no cenário corrente. Investimento e consumo? Sem chance. Além disso, nosso governo está sem dinheiro, empresários estão acuados e gringos nos evitam.

Talvez, de fato, nossas esperanças pudessem residir na exportação e no agro. O negócio, então, seria deixar o dólar subir de modo a nos valermos de duas abordagens:

  1. potencial de investimentos em agro e em exportadoras;
  2. dólar subindo mais.

Francamente, acredito que seja muito pouco ainda. Vem porrada grande por aí. A tão sonhada recuperação em V, difundida irresponsavelmente pelo ministro da Economia, é improvável. Crise econômica, cambial, sanitária e político-institucional. Tudo em um país que precisava de reformas estruturantes e de produtividade para poder deslanchar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra desvantagem brasileira: o fiscal é apertado demais

Ao final da crise, a relação dívida / PIB flertará com a casa dos 100%. Isso em um país desindustrializado, sem investimento, com renda real afundada, massa de desempregados gigantesca e câmbio acima dos R$ 5,00. 

Taxa de juros terá pouca influência; aliás, a queda da Selic tem mais ajudado na depreciação do real do que no estímulo econômico. Sem perspectivas para uma retomada consistente e longo-prazista das reformas de produtividade, ficaremos novamente sem rumo (como já estamos em partes, vale dizer).

Ao mesmo tempo, o mercado segue subindo. O gato está vivo e morto ao mesmo tempo. Estaríamos diante de uma alta limitada dentro de um bear market (mercado de baixa), o chamado “dead cat bounce” (pulo do gato morto), ou seria algum sinal de que o mundo mudou completamente e o que costumava fazer sentido agora não importa mais?

Como ser construtivo com Bolsa brasileira diante de tamanha calamidade? Prefiro comprar um pouquinho de tech nos EUA, mesmo estando absurdamente caro, do que encher a mão de risco em equity nacional... Sinceramente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sinal, um jeito interessante de se ter Bolsa de modo mais estrutural sem o risco das ações é só ter um pouquinho de B longa (NTN-B, título do Tesouro que paga taxa mais inflação, com vencimento no longo prazo). Existem questões estruturais na montagem de um portfólio equilibrado que justificam a presença de juro real longo nas carteiras.

Um combo com bolsa, para reduzir exposição relativa, pode ser mais interessante do que encher a mão de high vol (volatilidade elevada; logo, mais risco). Mas tudo isso não deve passar de uns 15% do total. 

Paralelamente, seria salutar, hoje mais do que nunca, internacionalizar os portfólios. Ouro (dolarizado de preferência), moeda forte (dólar, por exemplo) e posições balanceadas no exterior. Proteção e direcional no estrangeiro… Sim, prefiro isso a comprar Bolsa no Brasil.

Tudo, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, além da devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para quem compartilha desta visão e busca montar uma carteira de investimentos adequada para os tempos de crise, deixo aqui um convite. Eu trabalho junto com o Felipe Miranda, estrategista-chefe e sócio fundador da Empiricus Research, na série Palavra do Estrategista, que traz ideias de investimentos mesmo para tempos incertos como o atual. A publicação oferece uma sugestão completa de alocação em todas as classes de ativos, inclusive, 18 ações consideradas "Oportunidades de Uma Vida".

Você tem coragem de abrir a caixa dos mercados sozinho e ser considerado culpado caso o gato esteja morto? Melhor estar fardado e com coletes à prova de balas, pois mesmo se ele parecer vivo, pode só ser um pulo de um gato morto. Convido a todos a virem conosco nessa jornada por sete dias gratuitos. Nada melhor do que uma boa companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia