🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tolstói, Azevedos e Queiroz: como investir em uma crise para chamar de sua

Assim como em Anna Kariênina, em que “todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, cada crise tem sua especificidade

16 de junho de 2020
5:29 - atualizado às 13:32
Banquete aristocrático. Ilustração pelo artista Zahar Pichugin do livro “Leo Tolstoy “Anna Karenina”, editor - “Parceria Sytin”, Moscou, Rússia, 1914. - Imagem: Shutterstock

Recentemente, um brilhante financista brasileiro fez uma referência maravilhosa para o momento atual. No resgate, nos foi relembrada a obra de arte do escritor russo Liev Tolstói, "Anna Kariênina", em que a seguinte ideia é transmitida: “todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A história de Anna Kariênina é um romance realista bem trágico, na verdade. Eu, particularmente, gosto bastante de romances sombrios, trágicos ou realistas. Qualquer um para mim serve, desde Álvares de Azevedo (segunda geração do romantismo brasileiro) até Aluísio Azevedo (realismo naturalista brasileiro), com o devido destaque a Eça de Queiroz (realismo português). Cada qual com seu próprio brilhantismo literário, em diferentes vertentes da arte.

Voltando ao assunto, o ponto é que, assim como em Kariênina, em que "todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, na nossa realidade concreta, a maior parte dos bull markets (mercados de alta) são semelhantes, mas cada crise e seu respectivo bear market (mercado de baixa) tem sua especificidade. A crise de agora, por exemplo, é bem diferente da de 2008.

Aliás, em termos de reação das autoridades monetárias, até podemos verificar suposto paralelo interessante, uma vez que os bancos centrais estão imprimindo dinheiro como se não houvesse amanhã.

A diferença é que agora adentramos mares nunca dantes navegados diante de uma injeção de liquidez sem precedentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o que isso significa para o seu bolso?

Acredito que, imediatamente, podemos notar uma verificável relação entre a performance dos ativos de risco americanos e o crescimento do balanço do Fed. Note que, mimetizando as demais atuações da autoridade, o quarto QE (quantitative easing, ou afrouxamento quantitativo) levará a compra de ativos pela instituição para patamares nunca antes testados.

Leia Também

Evidentemente, assim como o primeiro (azul), o segundo (amarelo) e o terceiro (verde), o quarto programa de compra de ativos terá efeito considerável sobre os índices de renda variável.

Ao mesmo tempo, verificamos no espaçamento de 2018 a 2019, em bege, uma não ignorável maior sensibilidade dos agentes para com a tomada de decisão do banco central.

Isto é, ficamos viciados em liquidez e democratizamos os custos da crise atual com as gerações futuras – não sei como isto pode ter um entendimento positivo, mas as Bolsas continuam subindo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bastou o Fed sinalizar uma alta da taxa de juros além da precificada que o mercado entrou em pânico. 2018 inteiro foi tomado de discussões de política monetária, para, ao final do ano, testemunharmos o que se chamou de "flash crash” - aperitivo para a recente hecatombe.

Assim, as subsequentes altas dos índices enviesados por empresas de tecnologia ainda não me dão a confiança para cantar vitória. Os riscos ainda rondam o mercado. A economia real está bastante avariada e as expectativas são de desemprego acima de 5% nos EUA até 2022. Gostaria de chamar atenção para as medianas do primeiro grupo de colunas da tabela abaixo, com as expectativas para a economia estadunidense.

As autoridades americanas já se pronunciaram no sentido de que os empregos perdidos talvez sejam permanentes, deixando ainda mais difícil uma recuperação consistente da economia.

Pode não parecer, mas os agentes ficam assustados quando uma entidade como o Fed aponta para tal direção, abalando o chão de muita gente que ainda esperava uma recuperação dos patamares elevados de antes no mesmo ritmo de crescimento da última década.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A verdade é que o mundo está muito mais incerto e complexo, envolto em uma dinâmica muito mais acelerada e eficiente. Se não tivermos cuidado, poderemos enfrentar dificuldades em relação à potencial volatilidade. Por exemplo, nem mesmo a expectativa de manutenção da taxa de juros no mesmo patamar ou a inflação abaixo de 2% até 2022 tem ajudado a trazer otimismo para os agentes.

A volatilidade tem se tornado cada vez mais latente. Se antes era normal, hoje se tornou inevitável – possibilidade aqui de debates na fronteira do conhecimento, tanto na condução da política monetária, como nas teorias de finanças.

A questão monetária, inclusive, tem sido aquecida no sentido da Teoria Monetária Moderna (TMM). Em linhas gerais, a tese se posiciona em relação à capacidade de endividamento dos governos, em que países com suposta boa capacidade de pagamento poderiam se endividar na própria moeda se precisar se preocupar com déficits, desde que atuem para o preenchimento de suposto gap na oferta agregada.

Assim, sempre que houver alguma fraqueza de demanda, o governo teria liberdade de emitir sua própria moeda e endividar-se indefinidamente uma vez que ele poderia emitir mais moeda para pagar a própria dívida. Já temos visto isso parcialmente por meio dos QEs (primeira imagem), apesar de não ter havido ainda, pragmaticamente, uma monetização completa da dívida dos países desenvolvidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ora, mesmo que a teoria esteja correta, é um pouco difícil verificar aplicabilidade dela em países emergentes. Em artigo muito interessante, a Capital Economics sinaliza para saída de países emergentes, os quais possuem menos folga fiscal e monetária (cobertor curto), como sendo três possíveis:

  1. austeridade;
  2. inflação;
  3. default.

Abaixo, a classificação.

Note que austeridade no Brasil, por mais que necessária, se trata de um caminho cada vez obscuro, uma vez que a questão política em terras tupiniquins se abalou significativamente em 2020. Para quem não viu, a saída de Mansueto Almeida, ainda que não barulhenta, é problemática e pode comprometer a rota antes proposta. Ou seja, as reformas estruturais  no âmbito fiscal e de produtividade estariam cada vez mais distantes.

Trata-se de um mercado doente. Mesmo com incerteza, continua subindo, muito por conta da liquidez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual a solução?

Tem duas abordagens aqui. A primeira é a inevitável necessidade de surfarmos a onda de liquidez vigente, ao menos em partes. Nesse caso, muito associada com minha coluna de semana passada, temos que ter um pouco de ações de tecnologia, porque elas têm se consolidado como as grandes companhia do setor. Podemos projetar um Barbell Strategy para a questão.

Por exemplo: alocar de 15% a 25% em ações, sendo que 75% seria composto por nomes fortes, ligados a valor (value), e os outros 25% relacionados com growth, pautado em tecnologia.

Em segundo lugar, permaneço na proposta de internacionalização de 15% do patrimônio e criação de 10% do total em proteções. Asset allocation parece ser a única saída para se valer de assimetrias convidativas de maneira consistente em uma ambiente tão incerto e opaco como o atual.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Empiricus, a série Palavra do Estrategista, best-seller tocado pelo Estrategista-Chefe e Sócio-Fundador da casa de análise, Felipe Miranda, tem se mostrado mais do que adequada para acompanhar os investidores na contemporaneidade. Fica aqui meu convite para conferir a publicação, que custa R$ 5 ao mês e você pode acessar por 7 dias sem compromisso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar