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Em um planeta em que os anos viraram meses e as semanas viraram dias, ainda vejo muita confusão no mundo dos investimentos. O segredo é procurar insights e não o óbvio.
Sabe do que eu mais gosto nas previsões sobre o futuro? Das incertezas. Não fossem elas, a humanidade andaria em passos de tartaruga e os sonhadores (e fazedores) seriam relegados ao segundo plano. O desafio de transpô-las é o que nos faz levantar dia após dia e, apesar de todos os obstáculos, inundar o planeta com avanços tecnológicos.
Em um planeta em que os anos viraram meses e as semanas viraram dias, ainda vejo muita confusão no mundo dos investimentos. Investidores que ainda buscam a certeza na hora de selecionar suas ações acabam deixando diversas oportunidades na mesa. Céticos com o mundo, eles insistem em modelar negócios óbvios e procurar ali vantagens competitivas. Para se obter o verdadeiro alfa, precisamos usar nossos conhecimentos para termos insights, e não para encontrar o óbvio…
É como Reed Hastings, fundador e CEO da Netflix, descreve em seu livro a oferta feita ao então CEO da Blockbuster, John Antioco, para vender a sua empresa por meros US$ 50 milhões no início dos anos 2000. Antioco, uma estrela em ascensão à época, simplesmente não enxergou valor no negócio e recusou categoricamente. Sua cabeça moldada pela certeza do modelo da Blockbuster deixou de lado as incertezas da Netflix, que hoje se tornou uma gigante de US$ 200 bilhões. Sorte a nossa que Hastings ficou livre para voar!
As MAANGs (permita-me a substituição das ações do Facebook pelas ações da Microsoft no acrônimo — já me justifico) revolucionaram as economias globais no início do século e a minha aposta é que continuarão a fazê-lo na década que se avizinha. O óbvio aqui é que elas são boas companhias. O insight é conseguir ver em seus projetos, a capacidade de disrupção nos seus mercados.
Na ordem do acrônimo:
(Deixei de lado as ações do Facebook porque não acredito tanto na sua capacidade transformacional. A execução perfeita até aqui foi bastante calcada em boas aquisições e, agora, por conta das pressões públicas, a empresa será sempre questionada pelas autoridades governamentais quando as oportunidades surgirem. Ou seja, pressão não vai faltar.)
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Incluo também nesse rol de vencedoras as ações da Disney. O nascimento dos seus negócios de streaming recolocou o crescimento de volta nos livros da empresa. O Disney+ já conta com mais de 90 milhões de assinantes ao redor do mundo e deve crescer substancialmente até 2024.
Do micro para o macro, é preciso também levar em conta o ambiente de descompressão dos riscos após a vitória de Joe Biden. Um dólar fraco não é necessariamente ruim para a economia americana, cujos negócios são em sua ampla maioria globais. Depois do solavanco causado pela pandemia, a expectativa é de que os estímulos continuem a fluir e as pautas eleitorais (energia limpa, ESG e infraestrutura) ganhem espaço.
A recuperação da economia americana pode tirar da sonolência classes de ativos que ficaram para trás durante a crise. Os REITs (os fundos imobiliários americanos), por exemplo, devem voltar a ganhar espaço nas alocações em 2021, dado seu elevado poder de remuneração. As taxas de juros extremamente baixas permitem uma alavancagem saudável e taxas internas de retorno superiores à média histórica.
Já os negócios da “velha economia”, como o varejo físico e o setor bancário, precisarão ser avaliados com um pouco mais de atenção. A questão aqui é justamente o grau de certeza relacionado à perda de participação de mercado para os novos negócios que surgem rapidamente. Não se trata de uma fraqueza generalizada, mas sim da necessidade de se escolher bem companhias que consigam integrar o uso da tecnologia aos seus planos estratégicos. Aos olhos dos grandes fundos de investimento, cada ponto perdido de market share custará uma fortuna.
Por fim, é preciso reforçar o apetite do investidor pelo que é novo. Nesse sentido, o ano de 2020 trouxe surpresas interessantes, como a descoberta em tempo recorde das vacinas contra a Covid-19, novos testes envolvendo edição de genes (CRISPR), o salto nos estudos sobre as baterias de estado sólido e os avanços do 5G, inteligência artificial e energia limpa. Todos esses segmentos despertaram a curiosidade dos investidores e foram selecionados por diversas casas renomadas (UBS, Goldman Sachs, Morgan Stanley) como os setores mais promissores da próxima década.
Quem acompanha a série MoneyRider sentiu na pele esse apetite. Não obstante o bom retorno de 18% em dólar do MoneyRider Hedge Fund (a principal carteira da série), os resultados obtidos pelas carteiras de tecnologia (MoneyBets Revolution) e cannabis (GreenRider) podem ser considerados muito bons — 138% e 46%, respectivamente, sempre em dólar.
Para 2021, a avidez pelas ações americanas (e globais, por que não?) continuará existindo. Seja pelos juros baixos, seja por conta da transformação do tempo (anos viraram dias), as oportunidades continuarão a surgir no horizonte. Estejam elas localizadas na velha ou na nova economia, o importante é que você destine parte dos seus investimentos para os mercados internacionais.
Uma boa dose das MAANGs, associada às ideias fora da caixa da série As Melhores Ações do Mundo, deve dar conta do recado. Lembrando que você sempre pode ter mais insights com a série MoneyRider e se embrenhar no verdadeiro mundo de oportunidades.
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