O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em um contexto dominado pela aleatoriedade e frequentemente subordinado à conflação, duas causas opostas podem levar a um mesmo efeito, enquanto uma mesma causa pode levar a dois efeitos opostos.
As histórias de mercado geralmente são contadas de ponta-cabeça, pseudoalgoritmos de engenharia reversa.
Se o Biden ganha a eleição e o S&P 500 sobe, dando carona à emerging party, então é por que o mercado preferia o Biden.
Volte quatro anos no tempo, troque "Biden" por "Trump" na frase acima, "emerging party" por "reflation trade" e tudo bem: raciocínio preservado, conclusões imaculadas.
Há duas faces naquilo que chamamos de falácia da narrativa do mercado.
Uma delas é semântica, já bem explicitada pelo fooled by randomness talebiano. Desmistifica em nossas cabeças o tabu das causalidades financeiras.
Em um contexto dominado pela aleatoriedade e frequentemente subordinado à conflação, duas causas opostas podem levar a um mesmo efeito, enquanto uma mesma causa pode levar a dois efeitos opostos.
Leia Também
Por conta desses cruzamentos ilógicos, da noite para o dia, investidores irresponsáveis viram gênios da previsão, e cabeças brilhantes acabam fazendo papel de idiotas.
É o amargo imediato da cicuta a tomar o paladar daqueles genuinamente interessados pelo doce gosto do mel em longo prazo.
Na outra face da falácia — sintática —, as nobres posições tradicionalmente atribuídas ao sujeito da oração perdem importância.
Distanciamo-nos da pequenez das crônicas da vida cotidiana, em que os sujeitos são protagonistas da narrativa, e adentramos um mundo alternativo onde apenas os predicados importam.
Biden e Trump podem tuitar à vontade, alternar perfis de mocinho e bandido, mas é o mercado que, em última instância, decide quem fez o certo e quem ganha dinheiro no final, para além do bem e do mal.
Presidentes feitos de heróis importam menos do que seus milhões de investidores escondidos por trás de estatísticas de votos.
Aproveitando a carona: nesse mundo, a autonomia de um Banco Central é uma grande ilusão.
A mesma autonomia que blinda o presidente do Bacen de ingerências mil o faz ainda mais funcionário da instituição.
Por que, se eu tenho autonomia para domar a inflação, tenho liberdade para tratá-la com indiferença quando ela vira uma nota de rodapé?
Se inauguro o forward guidance, posso desistir dele com a mesma facilidade, seguro de meu total livre arbítrio?
Eventualmente, seremos todos cobrados pelas liberdades que desejamos, inclusive a liberdade de interpretação.
No such thing as a free freedom.
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto
Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil
Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento