🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bananas: eu quero o Rio — e também não quero

“Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como, por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?”

6 de maio de 2020
11:07 - atualizado às 13:26

Fielding Mellish não está ligando muito para seu emprego como testador de produtos de uma grande empresa. Ele se apaixona loucamente pela ativista política Nancy. Está disposto a tudo para conquistá-la. Sabe que só poderá fazê-lo se demonstrar alguma aderência às predileções da amada. Então, como forma de mostrar ser merecedor da reciprocidade de Nancy, embarca para San Marcos, uma republiqueta qualquer na América Central com pouca vocação democrática. Acaba se aliando a rebeldes locais e, subitamente, se torna presidente do país. Sendo um líder político, Fielding conquista o amor de Nancy.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É só ficção, claro. Se fosse a realidade, seria muito pior. “Bananas” é dirigido e protagonizado por Woody Allen — ainda é 1971 e Woody não está no ápice de sua forma, mas já mostra sinais do que poderia fazer em “Annie Hall”.

Entre suas frases maravilhosas, existe uma apropriada para o momento — foi escrita para a humanidade em geral, mas talvez fosse melhor empregada ao Brasil: “Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher”.

Calma, não se preocupe. O Brasil não tem a menor chance de dar certo. 

Ontem, circulou pelos grupos de WhatsApp da tchurminha um belo resumo de Live recente com participação de André Jakurski, da JGP. Sempre que posso — e esta não é uma tarefa propriamente fácil, dada sua discrição — acompanho as raras manifestações dele.

Para mim, seu fundo apresenta a mesma ou quem sabe até maior consistência que o Verde nos últimos dez anos, quando ajustamos retorno por risco, embora desfrute de menos fama. A vantagem é que o JGP Strategy está aberto para você em algumas plataformas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como a Live do Stuhlberger há alguns dias foi narrada em verso e prosa por todos os veículos de imprensa e não houve a mesma atenção à do Jakurski, trago aqui alguns destaques, por entender estarem em nível semelhante de relevância e profundidade.

Leia Também

Fazendo uma autoanálise, que costuma ser implacável, insuperável, obsessiva e, em alguma medida, perturbadora, confesso que o fascínio da JGP sobre mim possivelmente encontre vieses pessoais — obviamente, isso não é deliberado; as pessoas que se autodefinem como isentas e não enviesadas beiram o ridículo. Você não consegue perceber as próprias inclinações irracionais. É exatamente esse o problema dos desvios cognitivos. Caso contrário, não seriam desvios. Bom, retomo.

A verdade é que uma das memórias mais primárias que carrego comigo sobre o mercado financeiro remete a 1995. Eu já contei essa história aqui. Meu pai acabara de chegar de uma viagem ao Rio, feita pelo Safra. Ele estava revoltado. Não precisou falar nada para que eu pudesse perceber isso.

Em dois tragos, matou o cigarro Galaxy que, ainda sob brasas, serviu para acender seu sucessor. Dois Galaxies, quatro tragos. Trinta e cinco segundos depois, ele desabafou: “Os filhos da mãe do Pactual, aquele Jakurski, está vendendo tudo o que pode e pesando sobre a Bolsa. Estou num prejuízo tremendo por conta deles. Será que eles não entendem os benefícios do Plano Real e como as ações brasileiras vão decolar agora?”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Instantaneamente, fui tomado por uma espécie de raiva contra os filhos da mãe (o original veio com o palavrão, claro) do Pactual, o Jakurski (sem que ele possa sequer imaginar da minha pobre existência) e toda aquela malandragem carioca que representava o mercado financeiro da época.

Alguns anos mais tarde e muitos livros depois, fui entender que essa turma aí não estava enganada sobre o rumo da Bolsa, como meu pai queria acreditar. Na verdade, eles estavam antevendo, na frente dos demais, a crise do México.

A vida é tão curiosa que fui acabar fazendo uma dissertação de mestrado sobre prêmio pelo risco cambial, que tem justamente no “peso problem”, em alusão ao Efeito Tequila e à expectativa da desvalorização de sua moeda, uma das principais referências históricas e bibliográficas.

A partir dali, estabeleci grande admiração pelos “filhos da mãe” do Pactual, pelo André Jakurski e pelos cariocas em geral, cujo comportamento no mercado financeira ainda me remete a uma espécie de sabedoria de rua que, por vezes, falta à Faria Lima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fora dos multimercados e adentrando o ambiente das ações (se é que podemos mesmo caracterizar, na prática, o Cougar como um FIA long only, mas isso é outro papo), não custa lembrar: a Dynamo ainda está lá.

Foi com essa admiração e esse respeito construído por uma trajetória de 25 anos que me deparei com o tal resumo no WhatsApp ontem.

Divido algumas coisas muito importantes, que permitem inferências de grande valia para o investidor comum — qualquer semelhança com linhas anteriores escritas neste espaço é mera coincidência. Ou não é, sei lá — arre, de novo, a autoanálise insuportável do ceticismo pirrônico e de Sextus Empiricus.

Jakurski não carrega grandes posições no momento. Há muita incerteza no horizonte e isso inibe grandes teses. Acha que, dada a situação de explosão de emissão monetária no mundo, o ouro pode ser parte do portfólio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele lembra da enorme concentração de cinco empresas no S&P 500, o que tem ao menos dois desdobramentos: o índice fica pouco representativo do comportamento geral da economia norte-americana e é muito difícil batê-lo, porque essas cinco empresas apresentam lucros substancialmente crescentes. Isso é uma particularidade dessas poucas companhias, com perfil basicamente monopolista.

Nas demais, os lucros não crescem porque os BCs permitem a sobrevivência de empresas zumbis, que não geram Ebitda (fluxo de caixa) nem para pagar dívida, resultando em baixa produtividade e baixo crescimento no longo prazo. A isso, claro, se soma o fator demográfico.

Sobre a volta das economias das quarentenas, também não há grande otimismo. Cita o exemplo da Suécia, cujo volume de pessoas nos restaurantes caiu 75%, mesmo sem medidas restritivas oficiais. Acha que estamos caminhando para uma democracia socialista, com menos liberdade individual e mais imposto no futuro. Tem uma estimativa de lucro para o S&P de 150 em 2021. Aplicando um múltiplo de 19x, chegamos a 2.850 pontos — acima da pontuação atual. Sendo mais claro, não há upside para a Bolsa americana.

Diz-se surpreendido com o quanto brasileiros não têm dólares no portfólio — não é uma visão necessariamente pessimista sobre o Brasil, é uma diversificação saudável. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, para arrematar: “Os informados estão cheios de dúvidas, os desinformados cheios de certezas”.

Vendo a sabedoria financeira que emana do Leblon, eu penso: eu quero o Rio. Depois, vem a contra-argumentação cética imediata, a antítese à tese inicial. Não, eu não quero o Rio. Por que, por qual motivo, qual a razão de tamanha necessidade de controlar a Superintendência da PF do Estado? Como lidaremos com a crise sanitária, diante de tantas comunidades e um sistema de saúde já em colapso? Vamos para o lockdown? Se sim, como vai funcionar na prática? A ideia de revigorar o estado a partir do pré-sal ainda está de pé com a crise do setor de petróleo? Como poderão Estados e municípios se recuperarem se os gastos perdulários são premiados com mais ajuda e socorro quase sem contrapartidas? Ora, ora, eu até poderia imaginar as dificuldades na relação entre Paulo Guedes e o Centrão, que me parecem criaturas imiscíveis, mas os mísseis são disparados pelo próprio líder do governo, jura? Há solução estrutural para o Rio que eu tanto admiro? E lá se vai a tese de BR Properties… ou será que se inicia a tese short?

Depois de um processo dialético interno sem fim, acho melhor mandar logo uma banana para tudo isso. Desisto. Recorro a Woody Allen mais uma vez ou talvez a Alguém acima dele: “Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como, por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar