O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se nossa dor de cabeça vem das surpresas negativas, das oscilações para baixo, devemos adotar uma medida que ataque apenas esse problema.
Temos o hábito esquisito de chamar de “mercado” essa entidade mitológica representada pelas decisões racionais e impulsos emocionais de investidores comuns — alguns brilhantes, mas ainda assim de carne e osso.
E, em algum momento do passado, o mercado escreveu na pedra que a volatilidade de um ativo era equivalente ao seu risco.
Porém, o mundo simétrico, aquele da distribuição normal de retornos, da curva em formato de sino e de onde vem a volatilidade dos investimentos, é feito de pura ilusão matemática.
Imagine que seu fundo de investimento tenha uma distribuição simétrica de retornos mensais, isto é, que tenha a mesma proporção de retornos acima e abaixo da média.
Se a média dos retornos for zero, por exemplo, a probabilidade de esse gestor ganhar 10% em um mês seria a mesma de ele perder 10%.
À primeira vista, você pode concluir que esse é um investimento neutro, sem ganhador nem perdedor.
Leia Também
No papel, a prática é outra. Suponha que você tenha R$ 100 no fundo A e perca 10% em um mês, ficando com R$ 90. No mês seguinte, se o seu investimento tiver uma alta de 10%, seu patrimônio final será de R$ 99. Repare que o resultado não é um jogo de soma zero, mas, sim, negativa: após dois meses de retornos iguais, mas em direções opostas, você perdeu 1% ou R$ 1 do seu dinheiro investido.
Mantenha esse investimento por um ano inteiro e terá 6% a menos. Troque os 10% por 50% na figura abaixo e você poderá ter uma perda de mais de 80% no mesmo período:

A primeira conclusão é que nenhum bom fundo de investimento deveria ter essa natureza simétrica entre os tamanhos de ganhos e de perdas com a mesma frequência, pois uma perda percentual penaliza mais o investidor do que um ganho de igual magnitude.
Vamos assumir então que o gestor consiga alcançar ganhos maiores do que perdas para ser lucrativo no longo prazo. É natural, portanto, que a cota do fundo tenha variações desiguais para cima e para baixo, oscilando muito mais do que o faria em torno de uma média.
Com tanta oscilação, a segunda conclusão é a de que a volatilidade do fundo dispara. Mas convido os leitores deste espaço a me acompanharem no raciocínio: qual é o verdadeiro problema de ter alta volatilidade quando o investimento oscila mais para cima do que para baixo?
Nenhum. Afinal, não deveríamos nos preocupar com “ganhos-surpresa”. Se o técnico da seleção prometeu para a torcida que ganharia de 2 a 0, mas faz 4 a 0, sem problema. Agora, se a vitória é conquista com um placar de 6 a 4, ele precisará dar uma atenção especial à área defensiva.
É por isso que a volatilidade não é a medida de risco mais adequada para um fundo: ela dá o mesmo peso para oscilações para cima e para baixo, o que acaba não sendo totalmente correto matemática e filosoficamente.
Sob a mesma ótica, o Índice de Sharpe, medida largamente utilizada para aferir a eficiência de um fundo através da relação entre o retorno adicional obtido e sua volatilidade, também não é adequada.
Se nossa dor de cabeça vem das surpresas negativas, das oscilações para baixo, devemos adotar uma medida que ataque apenas esse problema.
Entre as métricas que utilizamos para avaliar fundos na série Os Melhores Fundos de Investimento, priorizamos aquela conhecida como “downside risk” no lugar da volatilidade. Em poucas palavras, é o risco associado aos retornos de um fundo APENAS quando estes ficarem abaixo de um determinado índice de referência — CDI, para renda fixa e multimercados, e Ibovespa, para fundos de ações.
Daí, surge o Índice de Sortino, irmão caçula e mais assimétrico do Índice de Sharpe. Ambos fazem a mesma coisa: indicam se um fundo de investimento gerou retornos adicionais que compensem suficientemente o risco incorrido. Porém, se diferenciam na definição de risco: volatilidade para William Sharpe e “downside risk” para Frank Sortino.
Pela didática, mãe de todos os conceitos, repare nesta outra figura:

Ambos os fundos A e B chegam ao mesmo lugar após 12 meses e compartilham da mesma volatilidade — medida de oscilação — de 20% ao ano. Portanto, pela métrica tradicional do Índice de Sharpe, os dois seriam considerados igualmente eficientes.
Mas existe uma diferença clara em suas trajetórias: o fundo A teve um mês muito positivo no meio do caminho, enquanto o B teve um mês muito negativo. Um investidor que, eventualmente, resgatasse do fundo B no momento errado (mês 8) poderia ter entregado todos os ganhos acumulados no ano.
E então, qual dos dois tem o risco menor? E qual deles você escolheria?
Para conhecer mais sobre o Índice de Sortino e outras métricas que utilizamos para avaliar o desempenho e o risco de todos os fundos de investimento da indústria, venha comigo por aqui.
As quedas e polêmicas na agenda do novo gestor; e o “enfant terrible” do Tour de France
Conheça os números da Cimed e entenda tudo o que está por trás da estratégia agressiva de inovação da companhia e qual é o preço que ela está pagando pelo seu sucesso
Nesta semana, o humor com Smart Fit finalmente começou a melhorar, após a divulgação dos temidos resultados do 1T26. Ao contrário do que se pensava, a companhia mostrou forte expansão de margem bruta.
Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio
Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin