Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Um jeito simples para ganhar dinheiro com a Nova Rota da Seda, o mega projeto chinês de infraestrutura

O “China Belt and Road Initiative” foi inicialmente traçado por um só país, mas se expande por três continentes e atinge 60% da população mundial. Encontrei um investimento que permite que você “compre” o projeto.

18 de fevereiro de 2020
8:12 - atualizado às 13:32
Nova Rota da Seda, o mega projeto de infraestrutura da China
Imagem: Shutterstock

Por viver no Brasil, sempre admirei iniciativas em infraestrutura. Para mim, sanar os grandes gargalos estruturais de nosso país passaria, inevitavelmente, por investimentos pesados em infraestrutura, aqui no sentido de maior integração geral de nossa economia - com ferrovias, portos, estradas, saneamento, projetos de geração e transmissão de energia, e afins.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mirar um planejamento de crescimento sustentável de longo prazo requer dedicação em entender as necessidades de infraestrutura que a pujança econômica solicita.

Tome a história recente como exemplo. Nosso sistema elétrico não estava preparado para o crescimento proporcionado pelo Plano Real. Deu na Crise do Apagão, ao final do Governo Fernando Henrique.

Hoje me lembro de um provérbio chinês:

"Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse provérbio se refere justamente à necessidade de se preparar para grandes avanços. Para se derrubar uma árvore na metade do tempo precisamos gastar o dobro amolando o machado. Se quisermos crescer mais em menos tempo, com mais qualidade, devemos despender o dobro do tempo preparando a estrutura na qual tal crescimento será sustentado; isto é, suas bases.

Leia Também

O maior de todos os projetos

Desenho este preâmbulo justamente para tratar do que acredito ser um dos mais ambiciosos e relevantes projeto em infraestrutura da história moderna: a iniciativa chinesa chamada de “Nova Rota da Seda”, ou “One Belt, One Road”.

Falamos aqui de uma tentativa em se recuperar a antiga e mundialmente conhecida roda da seda, que interligava a Ásia, o Oriente e a Europa. A primeira vez que tivemos um registro formal dessa designação (Rota da Seda) foi durante o séculos XIX, com o geógrafo alemão Ferdinand von Richthofen (Seidenstrasse), mas sua existência em si remonta ao século 200 a.C..

O Legado de Xi Jinping, como também é conhecido, busca reviver e integrar a infraestrutura na Ásia por meio de ferrovias, portos e gasodutos. São seis corredores (terrestres e marítimos) para transportar produtos para dentro e para fora da China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O “China Belt and Road Initiative” (BRI) foi inicialmente traçado por um só país, mas se expande por três continentes e atinge 60% da população mundial. Sua concepção tenta reconfigurar o comércio global construindo indústrias, refinarias, plantas de geração de energias et cetera, ao longo de todo o percurso da Nova Rota da Seda.

Abaixo um mapa que reproduz o potencial de interligação da estratégia:

O real motivo…

Dividido em “economic belt” na terra firme e “maritime silk road” no mar, o BRI procura elaborar o caminho de infraestrutura necessário para que a China possa desafiar a hegemonia americana. O trecho marítimo do plano mistura-se com a teoria do “String of Pearls” (colar de pérolas), em que há estabelecimento de bases militares chinesas no Oceano Índico.

Notadamente, referimo-nos a uma elegante e sagaz maneira da China consolidar sua influência no Globo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Avaliada entre US$ 4 trilhões e US$ 8 trilhões, a Nova Rota da Seda tem mais de 60 países em acordo com o gigante asiático no sentido da construção por meio de uma “Win-Win Strategy” (estratégia ganha-ganha).

Existe, com isso, possibilidade para crescimento de PIB, boost de infra, boost imobiliário, geração de emprego e financiamento de bilhões de dólares com condições menos rígidas se comparadas com o Ocidente, uma vez que entre os integrantes da proposta existem países corruptos, sob ditadura, sob conflito e assim por diante.

A pergunta que fica: como ganhar com isso?

Acredito que o melhor veículo para se surfar uma onda de longo prazo como essa poderia ser, em tese, um ETF (Exchange Traded Fund, ou fundo índice). Basicamente, um ETF espelha a carteira de um índice e a persegue obstinadamente, de modo a entregar ao detentor da cota do fundo um retorno igual ao do índice. ETFs possibilitam diversificação setorial.

Nesse sentido, poderíamos pensar em um ETF que invista em boas empresas na Ásia, passando pelos territórios em que a Nova Rota da Seda está presente. Nesse sentido, o iShares MSCI EM Asia UCITS ETF (CEMA) talvez possa ser uma boa pedida. Em linhas gerais, o CEMA replica a carteira de ações com empresas asiáticas. Para mais informações, clique aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, acredito ter encontrado uma oportunidade ainda melhor: o KraneShares MSCI One Belt One Road ETF (NYSE: OBOR). Criado com o objetivo de reproduzir uma carteira ideal e balanceada de nomes com muito mais potencial diante de um possível sucesso da Nova Rota da China.

Grosso modo, o ETF fornece resultados que acompanham o desempenho do Índice Global de Exposição de Infraestrutura da China MSCI (MSCI Global China Infrastructure Exposure Index). O Índice visa identificar potenciais beneficiários da iniciativa "One Belt One Road", com base em como seus atributos de geografia, receita e setor estão alinhados com o tema amplo. Informações aqui.

Cumpre dizer aqui que esse tipo de investimento envolve riscos elevados, não só por se tratar de renda variável, mas também por estar envolvido com risco de insucesso do projeto, que pode ser grande, a depender da sequência de fatos envolvendo a China em um futuro próximo.

E, claro, no curto prazo a volatilidade faz parte do jogo. O coronavírus, por exemplo, tem afetado e continuará afetando a rentabilidade dos ativos relacionados à Ásia. No longo prazo, contudo, quem acreditar no projeto tem mais chances de sair vitorioso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um portfólio diversificado, o ativo pode casar bem dentro de uma parcela destinada a aplicações no exterior, a que deve perfazer algo em torno de 10% a 15% do total investido. Nesse caso, um investimento como esse caberia em 3% a 5% do total, sempre contrabalanceando com proteções e ativos de menor risco.

Quem entende muito de investimentos internacionais são o João Piccioni e o Enzo Pacheco, especialistas em aplicações no estrangeiro da Empiricus, a maior publicadora de conteúdos financeiros da América Latina. Vocês podem acompanhar suas sugestões por meio da série Money Rider, carro chefe da Empiricus para esse tipo de investimento. Ideias como essa e muitas outras vocês podem checar por lá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Guerra do Irã — amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de maio de 2026 - 20:49

Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carteira recomendada para maio, resultados do Itaú e Bradesco, e o que mais move a bolsa hoje

6 de maio de 2026 - 8:57

Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia