🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Lei de Murphy e o sentimento do mercado: o momento de comprar se aproxima

Devemos agir com os dizeres de Murphy na cabeça: se algo pode dar errado dará. Em breve, chegaremos ao momento de virar a mão, pesando mais em risco, mas ainda não é agora

24 de março de 2020
5:01 - atualizado às 9:29
touro e urso
Imagem: Shutterstock

A humanidade chegava ao final da década de 40 quando o engenheiro aeroespacial Edward Murphy desenvolveu um equipamento para registrar os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos, com o intuito de testar a tolerância à gravidade dos humanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, infelizmente, o técnico responsável pela instalação acabou cometendo um erro e os sensores para registrar os dados do estudo falharam na hora do experimento. Diante da situação, nos é contado que Murphy teria resmungando “tudo o que puder dar de errado dará”.

Muito provavelmente a história não transcorreu como relatei acima. Nós temos uma tendência de dramatizar fatos ao longo do tempo. Mas de qualquer forma, a ideia persiste.

Na verdade, a adoção de uma suposta "Lei de Murphy" é muito mais estatística e precede ao próprio engenheiro. Podemos verificar relatos alinhados à noção probabilística da problemática desde o século XIX. Basicamente, o que estou querendo dizer é que, “se fizermos testes o suficiente, tudo o que pode acontecer irá”.

Ou seja, se estressamos uma distribuição de cenários possíveis, no longo prazo, mais cedo ou mais tarde, algum dos cenários vislumbrados a priori vai, potencialmente, acontecer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pode soar como uma ideia boba, mas é muito importante no momento em que passamos.

Leia Também

Hoje, não temos qualquer noção de qual será a dinâmica econômica global daqui a seis meses. É simplesmente impossível dizer. Em termos sistêmicos, atravessamos a correção mais rápida nos mercados globais da história.

Fonte: Zero Hedge

A falta de visibilidade quanto às probabilidades de cenários futuros faz com que os agentes econômicos percam sua sensibilidade em precificar os ativos de risco. O fluxo gringo negativo para mercados emergentes, por exemplo, sentindo a evidente falta de compreensão quantos os reais prêmios de risco dos ativos, bateu ainda mais nos preços.

Vale dizer que isso foi amplificado por: i) recente choque nos preços do petróleo, causando imbróglio ainda não resolvido entre Rússia e Arábia Saudita; e ii) contexto de ampla injeção de liquidez nos mercados desde 2008, suprimindo a volatilidade e nos deixando mais suscetíveis a movimentos como o observado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A supressão de volatilidade e a dissociação aparentemente interminável entre os fundamentos e os preços elevados dos ativos incentivaram ainda mais a tomada de riscos por parte dos investidores.

Consequentemente, quando a porrada do lado oposto veio, ela veio naturalmente com mais força, dada a artificialidade anterior nos indicadores de volatilidade. O mercado americano, por exemplo, perdeu US$ 30 trilhões nas últimas semanas. Trata-se do que alguns profissionais têm chamado de "Everything Bubble" (ou, em português, a bolha de tudo).

Paralelamente, podemos ter causado um problema bem grande no mercado de crédito. Note abaixo como temos avançado em crédito de risco BBB (menor qualidade) – em uma possível crise de crédito, esses caras são vítimas clássicas.

Fonte: Bloomberg Barclays Indices

Curiosamente, a resposta das potências desenvolvidas tem sido no sentido de expansão agressiva da base monetária e fiscal, em um movimento de bailout generalizado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale reforçar que um grande amplificador do movimento atual foi o estágio já avançado de liquidez presente nos mercados que nos encontrávamos anteriormente. Logo, grosso modo, estamos repetindo a dose de artificialidade já vista no pós-2008.

A questão ainda reside na opacidade do momento e, em grande parte também, pelos desdobramentos de segunda e terceira ordem. Muitos negócios pequenos fecharão as portas para sempre. Os impactos na renda disso serão inéditos. Tem especialista projetando mais de 30% de queda para economia americana no segundo trimestre.

Fonte: Bureau of Economic Analysis e Bloomberg

Assim, o contexto faz com que eu esteja cauteloso.

Não se trata mais de um bear market dentro de um grande bull market, mas sim do fim do bull market passado, iniciado justamente no pós-2008. A virada de mão que estamos ávidos procurando trata-se do início do próximo ciclo de alta dos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o desdobramento lá fora tem sido dramático, não consigo verificar possibilidade do Brasil ser melhor. Pelo contrário, visto nosso contexto de situação ainda fragilizada, em processo de reformas profundas e complexas, nossa margem de manobra fiscal é muito menor.

Com isso em mente, devemos agir com os dizeres de Murphy na cabeça: se algo pode dar errado dará.

Por isso que reforçamos em tempos recentes a necessidade de redução da parcela destinada aos ativos de risco em seu portfólio para algo entre 10% e 15% – se der errado, estaremos protegidos.

Ao mesmo tempo, elevamos até 30% nosso ideal de alocação em proteções clássicas, como ouro e dólar. Meu entendimento é de que, em breve, chegaremos ao momento de virar a mão, pesando mais em risco, mas ainda não é agora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Está próximo, mas não é agora.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Precisamos de mais correção ou de uma melhora considerável na visibilidade quanto ao futuro.

Em se tratando de ações, o momento clama por diversificação aprimorada nos ativos de risco, migrando a alocação para nomes de maior qualidade. Opto por negócios que seriam resilientes mesmo nessa crise, como empresas com bom desenvolvimento de negócios digitais e outros nomes no segmento de saúde. Foco em empresas com caixa robusto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nomes podem se perder na crise; por isso, devemos optar por nomes fortes, grandes, com caixa e de qualidade, ao menos até que a poeira abaixe e tenhamos mais visibilidade do real estrago de efetivamente desligarmos a economia mundial por 60 ou 90 dias.

Agora, o nome do jogo é sobreviver. Para isso, precisamos ser disciplinados e consistentes. Os tempos são difíceis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar