Uma nova oportunidade pode estar surgindo na Renda Fixa
Viemos de um ciclo de cinco anos de quedas nos juros. Os próximos meses serão fundamentais para respondermos a seguinte pergunta: existe uma nova grande tese na renda fixa?
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early).
Mesmo um plano de aposentadoria precoce, geralmente muito focado na construção de patrimônio, precisa de uma exposição à renda fixa.
Em alguns momentos - talvez na maior parte deles - essa exposição tende à passividade, não apostando em nenhuma grande tese.
Essa, inclusive, é uma realidade dos mercados que muitas pessoas se recusam a aceitar: não é sempre que existe uma grande tese.
Isso é super visível na renda fixa, e vou te mostrar a seguir.
O clichê da Renda Fixa que não é fixa
Ok, vamos começar pelo clichê.
Leia Também
Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil
Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão
A renda fixa, como qualquer outra classe de ativos, têm anos bons e ruins.
Na verdade, a ponta em que você estava em cada um desses anos é quem vai dizer se você teve um ano bom ou ruim.
O ponto central é que existem duas maneiras diferentes de navegar nesse mercado: ativa, ou passivamente.
Como você se expõe passivamente a um título prefixado?
Você simplesmente compra o título, e o carrega até o vencimento. Só isso.
Se o título tinha vencimento em 10 anos e juros de 8% ao ano, ao final dos 10 anos você receberá seu principal corrigido pelos juros (se não houver calote, claro).
Mas na realidade, apenas uma minoria dos investidores se expõe à renda fixa passivamente.
Para a grande maioria de nós, a renda fixa é tão volátil quanto a renda variável.
O mecanismo dos juros
Existem dois preços que você precisa ter em mente quando falamos de prefixado: o PU (ou preço unitário) e o valor de face (o quanto ele valerá no vencimento).
Os títulos prefixados principais ofertados no Tesouro Direto possuem valor de face fixo, igual a R$ 1.000.
Ou seja, no vencimento, você sempre recebe milzão.
Por exemplo: em 30/09/2020, o Pré com vencimento em 2026 era negociado a um PU de R$ 689,49 e uma taxa de juros de 7,35% ao ano.
Data: 30.09.20
Faça as contas se quiser, você vai ver que esse título vale exatamente R$ 1.000 no vencimento.
E aí vem a nuance que torna esse mercado parecido com a renda variável: os juros praticados mudam o tempo inteiro.
Como o valor de face é fixo em R$ 1.000, qualquer mudança nas taxas de juros precisa ser refletida no PU.
Em outras palavras, ele precisa subir ou cair, para que o novo valor, corrigido às novas taxas de juros, ainda seja igual a R$ 1.000 no vencimento.
Sendo bem objetivo, o PU sobe quando as taxas de juros caem, e o PU cai quando as taxas de juros sobem.
Agora, veja o gráfico a seguir.
Difícil, mas recompensador
No gráfico anterior, compilei o histórico dos juros prefixados de 10 anos no Brasil.
Viemos de um ciclo de cinco anos de quedas nos juros; não foi um processo linear, como fica claro na figura, mas ainda sim, um ciclo com uma direção clara.
Como escrevi na semana passada, sobre os fatores que tem provocado uma fuga dos investidores do Brasil, os riscos fiscais podem causar uma mudança nessa grande tendência.
Os próximos meses serão fundamentais para respondermos a seguinte pergunta: existe uma nova grande tese na renda fixa?
Estamos acompanhando diariamente os desdobramentos, e os primeiros a saber essa resposta serão os membros do Empiricus FIRE®, nossa comunidade com milhares de investidores em busca de construir sua aposentadoria precoce (você encontra neste link um caminho de como fazer parte por sete dias gratuitos).
Um abraço!
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje
O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026