Eneva, a empresa que nasceu das cinzas dos negócios de Eike Batista e virou uma ação com alto potencial
A companhia se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de virada no mundo dos negócios brasileiros. A visão para o futuro é de crescimento praticamente certo, o que torna essa ação uma boa pedida para quem deseja acelerar sua aposentadoria.

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early).
Na semana passada, expressei minha opinião sobre a nossa atual conjuntura. Os desdobramentos possíveis da crise do coronavírus e como navegar nesse ambiente.
Hoje, vou falar sobre um caso de investimento; uma das minhas ações preferidas, que foi mencionada pelo Rodolfo Amstalden em uma live que ele e o Felipe Miranda fizeram na semana passada.
Ela é uma boa pedida para quem deseja geração de renda e construção de patrimônio para sua aposentadoria precoce.
Eneva - ENEV3 - um investimento de longo prazo
Eneva tem uma história interessante. Antes de se tornar a terceira maior empresa de geração térmica e a maior operadora privada de gás natural no país, ela era a “OGX-Maranhão”.
Sim, ele mesmo em quem você está pensando: Eike Batista e o “Império” X.
Leia Também
A Eneva renasceu das cinzas; ou melhor, da recuperação judicial.
Depois que o Império ruiu, foi adquirida pelo BTG Pactual em consórcio com a Cambuhy Investimentos, veículo de uma das famílias mais ricas (e com um baita histórico de sucesso) do Brasil, os Moreira Salles.
Desde então (falo de meados de 2016), tornou-se o turnaround mais bem sucedido da Bolsa brasileira.
A prova de que uma utility pode ter crescimento
Em tempos de inteligência artificial, carros autônomos e coronavírus, convenhamos que a geração de energia não é um tópico exatamente sexy. Imagino que você não procuraria por aqui a próxima empresa que vai crescer lucros a 20% ao ano por anos a fio.
Mas sempre existem exceções, e esse é um ótimo adjetivo para classificar a Eneva.
Geralmente, uma usina térmica tradicional contrata o gás natural para operar. É raro que a própria geradora assuma os riscos (e as oportunidades) de exploração da matéria prima.
A Eneva é uma exceção. Uma das exceções mais rentáveis do segmento de energia no país.
A empresa opera num modelo integrado, chamado reservoir-to-wire, em que além de gerar energia a partir do gás natural, a própria Eneva assume o risco de explorar as reservas de gás onshore no complexo do Parnaíba, onde estão também suas usinas de geração.
Imagem: Eneva
Isso faz com que a Eneva opere com um custo extremamente baixo e uma das maiores margem ebitda do segmento.
Hoje, a empresa conta com 2,16 GW (gigawatts) em capacidade operacional - 1,43 GW de suas térmicas a gás e 730 MW de antigas usinas térmicas a carvão, herança dos tempos de Império X.
Até 2024, a Eneva vai entregar mais três novos projetos. Destes, o mais interessante (não o maior) é o Azulão-Jaguatirica, outra exceção.
Essa será uma usina térmica em Boa Vista, a única capital do país não integrada ao SIN - Sistema Interligado Nacional - que leva energia aos estados.
Para ter energia, Boa Vista depende de usinas a carvão e diesel - boa parte importados da Venezuela, um fornecedor nada confiável.
O projeto da Eneva utilizará o gás extraído do campo de Azulão, no Amazonas. O gás extraído passará por liquefação, viajará alguns milhares de quilômetros de caminhão e chegará à Boa Vista, onde vai abastecer a usina.
O Azulão-Jaguatirica é mais um projeto pioneiro; uma solução inovadora de uma empresa que cria avenidas de crescimento numa velocidade impressionante.
Pelas nossas estimativas, o Ebitda (resultado operacional) da Eneva deve crescer num ritmo de 17% ao ano entre 2020 e 2024.
Além disso, o modelo de remuneração dos seus contratos oferece uma previsibilidade interessantíssima em tempos de coronavírus: a receita da Eneva têm dois componentes, uma remuneração fixa e uma variável.
Por deixar as usinas disponíveis ao SIN, a Eneva recebe uma receita fixa - faça chuva, ou faça sol.
E quando faz pouca chuva e muito sol, a Eneva recebe sua receita variável, o despacho.
Como o sistema nacional é bastante dependente de usinas hidrelétricas, os níveis baixam nos reservatórios quando chove pouco (geralmente no segundo semestre do ano); é então que a Eneva é chamada a despachar, ou seja, a gerar energia.
Por essa geração, ela recebe a receita variável.
Um setor que vai crescer, com certeza
É difícil ter certezas no mundo dos investimentos.
Ainda mais num momento em que os mais esclarecidos estão cheios de dúvidas, e os mais ignorantes cheios de certezas.
Mas a certeza de que as usinas térmicas a gás irão crescer no país não brotou de um desejo pessoal, inconsciente e teimoso. Na verdade, está no plano estratégico do regulador.
A matriz energética brasileira, como já mencionei, é dependente das usinas hidrelétricas. Quem se lembra dos apagões entende por que não podemos depender exclusivamente dessa fonte de energia.
Por isso, o regulador têm incentivado projetos com fontes alternativas, como geração eólica e solar. O problema é que essas fontes também são intermitentes.
O sistema precisa e continuará demandando cada vez mais fontes de energia seguras, que possam ser acionadas a qualquer momento, sem surpresas negativas.
Comparado às demais opções (carvão, biomassa e diesel), o gás natural é disparado a fonte menos poluente.
Além disso, temos o pré-sal, rico em gás natural. Mas esse é o assunto para outro dia.
Como ficou claro, vejo muito potencial de longo prazo em Eneva. Mas não só nela, sempre reafirmo a necessidade de diversificação, tanto em classes de ativos, quanto em ativos numa mesma classe.
Nesta semana, na última terça-feira, trouxemos a recomendação de outra ação com alto potencial para geração de renda e construção de patrimônio aos membros do nosso Empiricus FIRE® - a primeira comunidade do Brasil dedicada ao movimento de aposentadoria precoce nascido nos EUA.
Por 5 reais por mês, você recebe o relatório semanal em que eu e o Rodolfo Amstalden trazemos ideias de investimento, em análises ainda mais completas, e ganha acesso também ao nosso curso: o Ciclo de Vida do Investidor. Vale a pena você dar uma olhada, e se não gostar, fique à vontade em cancelar sem nenhum custo em até 7 dias.
POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'
Faça chuva ou faça sol nas urnas: JP Morgan seleciona ações que podem ganhar com o melhor ou o pior resultado eleitoral
30 de setembro de 2026 - 13:05TAG SUMMIT
Não tem tempo ruim para a infraestrutura: as empresas preferidas da Perfin para atravessar crises e juros altos
29 de setembro de 2026 - 17:53PRÊMIO DE RISCO
Dólar a R$ 4,80? As pistas que as últimas eleições na América Latina dão para o desempenho do real
28 de setembro de 2026 - 18:45VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira
27 de setembro de 2026 - 12:01INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027, segundo especialistas
26 de setembro de 2026 - 18:08RALI NA B3
Ibovespa a 207 mil pontos? Especialista do Inter diz o que pode destravar a bolsa brasileira após as eleições
25 de setembro de 2026 - 16:40ALÉM DA BOLSA
Os fundos imobiliários cetipados vieram para ficar? Entenda por que eles estão em alta e o que você precisa saber antes de investir
25 de setembro de 2026 - 15:54SETOR DE AUTOPEÇAS
JP Morgan pisa no freio e rebaixa Frasle (FRAS3) para venda. Analistas preferem outras 3 ações que podem saltar até 69%
25 de setembro de 2026 - 13:18MAIS AQUISIÇÕES
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio
24 de setembro de 2026 - 13:02O OUTRO LADO DA MOEDA
R$ 4,50 ou R$ 5,80? O gatilho que vai definir o preço do dólar depois das eleições
23 de setembro de 2026 - 18:33RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...