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A bolsa brasileira ganhou 1 milhão de pessoas físicas nos últimos seis meses. São novos investidores que praticamente não sabem o que é perder dinheiro na renda variável.
O Ibovespa registrou uma alta de respeitáveis 40% entre março — o epicentro do terremoto nos mercados provocado pela crise do coronavírus — e agosto. O ganho é ainda mais expressivo se compararmos com o retorno aguado da renda fixa mais conservadora.
Olhando pelo retrovisor, ir para a bolsa parecia uma decisão óbvia, mas quem investiu correu uma série de riscos. Naquele momento, ninguém sabia quanto tempo duraria a quarentena nem como a economia reagiria à crise provocada pela paralisação global.
É assim mesmo que funcionam os investimentos: a perspectiva de maior retorno está associada a um risco maior de as coisas darem errado.
A queda das ações no mês passado diante das incertezas sobre o rumo da política fiscal trouxe o primeiro choque de realidade aos novatos da bolsa. Mas podemos estar agora diante do primeiro teste de fato.
Além das ameaças já conhecidas, como a de uma segunda onda de casos de coronavírus no exterior, um abalo inesperado veio do setor financeiro, com a denúncia de que grandes bancos estrangeiros movimentaram mais de US$ 2 trilhões em operações suspeitas.
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