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XP passa a publicar índices próprios – um geral, um de FII de tijolo e um de FII de papel; corretora considera que IFIX é muito amplo e pode distorcer análise de performance do investidor.
A XP Investimentos passou a publicar três índices de fundos imobiliários de autoria própria, mais seletivos que o IFIX, o Índice de Fundos Imobiliários da B3.
Para a corretora, o crescimento acelerado do mercado de fundos de investimento imobiliário (FII) fez com que o IFIX passasse a incluir fundos com menor liquidez e presença em pregão, o que poderia distorcer a análise de performance do investidor.
"Hoje, o IFIX é composto por 120 fundos imobiliários que possuem valores de mercado e liquidez muito discrepantes. Para ilustrar, o fundo com maior peso no índice possui valor de mercado e volume de negociação diária aproximadamente 300 vezes maior do que o fundo com o menor peso", diz a XP em relatório.
Os três índices criados pela XP visam a reduzir esse tipo de distorção, com exigências um pouco diferentes de Índice de Negociabilidade, presença em pregões e restrição na quantidade de FII participantes. Segundo a XP, a composição das carteiras dos índices será revisada a cada quatro meses.
O XPFI é um índice geral cujo objetivo é acompanhar a performance dos 40 FII mais líquidos negociados no mercado atualmente. Já o XPFT é um índice de fundos de tijolo, aqueles que investem diretamente em imóveis físicos, sendo limitado a 20 integrantes.
Finalmente, o índice XPFP é um índice de fundos de papel, aqueles que investem em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário (recebíveis, em geral) e fundos de fundos (FOFs). O indicador inclui apenas 15 integrantes.
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Você pode conferir toda a metodologia e os fundos que compõem cada índice neste relatório.
Recentemente, o Banco Inter também passou a acompanhar índices próprios de fundos de tijolo e fundos de papel, que servem como referência para os seus fundos de fundos imobiliários.
Acompanhar os FII desta forma é interessante porque cada um desses tipos de fundo possui características próprias. Fundos de tijolo costumam se assemelhar mais a ativos de renda variável, inclusive na volatilidade mais alta, ao passo que fundos de papel têm dinâmica e volatilidade mais parecidas com a da renda fixa. Em verdade, os recebíveis (CRI) que compõem a carteira de muitos desses fundos são ativos de renda fixa.



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