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Desempenho da bolsa deve ser impulsionado pela recuperação da economia e dos lucros das empresas, além do ciclo de reformas e da migração de recursos para o mercado de ações, segundo os analistas do banco suíço
Céu de brigadeiro para a bolsa brasileira nos próximos 6 a 12 meses. A previsão é do banco suíço UBS, que vê espaço para as ações do país registrarem uma alta de 10% a 15% acima dos demais mercados emergentes em dólar no curto prazo.
As razões para o otimismo são basicamente três: a recuperação da economia brasileira, que deve levar a um crescimento maior dos lucros, o ciclo de reformas e a migração de recursos para o mercado de ações proporcionado pela queda dos juros.
"Uma potencial valorização do real (BRL) poderia proporcionar um upside adicional", escreveram os analistas do UBS, em relatório a clientes. O banco projeta um avanço de 20% no lucro das empresas listadas neste ano, puxado pelos setores financeiro, consumo, commodities e energia – os favoritos dos analistas.
O UBS projeta um crescimento de 2,5% do PIB nos próximos três anos. O desempenho deve ser impulsionado pelo crédito privado e investimentos corporativos.
"Enxergamos o Brasil como uma história única de 'início de ciclo, finalmente passando de uma economia liderada pelo Estado para outra orientada pelo mercado."
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A bolsa brasileira já bateu de longe a dos demais mercados emergentes no ano passado. O índice de ações MSCI Brazil subiu 27%, contra 19% do mesmo indicador das bolsas emergentes.
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Para o UBS, apesar da alta recente, a bolsa brasileira ainda não está cara. "Embora o MSCI Brazil negocie acima da média histórica, achamos que isso se justifica, dadas as taxas de juros reais nas mínimas e a perspectiva de lucros maiores", escreveram os analistas do banco suíço.
É claro que esse céu azul esperado pela bolsa pode virar. Entre os riscos, o UBS destaca o de desaceleração da economia global, pressões de queda sobre os preços das commodities e uma nova frustração com o desempenho da economia e do ritmo de aprovação das reformas.
Os analistas também apontam como fatores de preocupação que podem afetar a bolsa a onda de protestos na América Latina e uma desvalorização do real em relação ao dólar.
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