O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os impactos do coronavírus serão muito diferentes nas empresas, mas algumas delas podem sair até ganhando, segundo Werner Roger, sócio e gestor da Trígono; conheça as favoritas

O investidor com planos de comprar ações na bolsa neste momento deveria procurar empresas que atendem a pelo menos três critérios: boa posição de caixa, pouca ou nenhuma dívida de curto prazo e uma cadeia de fornecedores minimamente organizada em tempos de crise.
Quem dá a receita é Werner Roger, sócio e gestor da Trígono Capital. Especializada no investimento em small caps, as ações de menor capitalização da bolsa, a gestora adicionou um requisito extra na seleção das empresas para compor os fundos: ter receitas em dólar.
A forte queda de praticamente toda a bolsa no mês passado criou uma grande variedade de assimetrias no mercado, me disse o gestor, em uma entrevista por telefone.
Os impactos do coronavírus serão muito diferentes nas empresas, dependendo do negócio. Mas algumas delas, “por incrível que pareça”, podem sair ganhando, segundo o gestor.
“Algumas ações caíram 70% merecidamente, enquanto outras caíram 50% quando não deveriam ter caído nada” — Werner Roger, Trígono Capital
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ainda assim, o experiente gestor disse que o momento inspira prudência nas posições em renda variável. “É hora de buscar proteção para a carteira, mesmo que isso signifique ficar atrás do mercado agora.”
Leia Também
Os efeitos do coronavírus no mercado têm paralelos com a crise de 2008, mas desta vez os governos estão mais preparados para conter os estragos na economia, na visão do gestor. Para ele, a injeção massiva de recursos pelos bancos centrais é uma amostra do aprendizado com a crise passada.
Em meio à crise, a Trígono decidiu reforçar as posições em suas cinco ações favoritas no fundo de small caps. Todas reúnem alguma ou todas as características mencionadas pelo gestor no começo da nossa conversa.
É o caso da Ferbasa. Exportadora de ferroligas e minério de cromo, a mineradora e metalúrgica praticamente não tem dívidas e pode ganhar mercado em consequência da pandemia, segundo Roger.
Isso porque a África do Sul, grande fornecedor da China, vem sofrendo com a parada na atividade de mineração em decorrência do coronavírus. “Como a demanda chinesa não diminuiu nesse período, empresas como a Ferbasa vão se beneficiar.”
Outra ação que caiu sem justificativa, na visão de Roger, é da produtora de açúcar e etanol São Martinho. “Os investidores negociaram como se fosse uma companhia de petróleo e os papéis chegaram a cair mais do que os da Petrobras”, disse.
Para ele, a comparação não se sustenta porque a São Martinho já tem vendida hoje 80% da safra que ainda nem chegou a colher, com os preços do açúcar 35% acima.
Do lado do etanol, o gestor da Trígono diz que a empresa está em uma situação financeira muito melhor do que o resto do setor e ainda pode se proteger da queda dos preços estocando toda a produção até setembro.

Por falar em estocar, outro papel entre os favoritos da gestora é justamente a Kepler Weber, que produz silos para armazenagem. A empresa, que também é exportadora, encerrou o ano passado com caixa líquido de R$ 45 milhões e deve sofrer pouco na crise por ser fornecedora da indústria de grãos.
As outras duas small caps do portfólio são Tronox e Tupy. A primeira é uma fornecedora de insumos usados em produtos como tintas, plásticos, papel e borracha – que certamente vamos precisar com ou sem pandemia.
A Tronox ainda tem 100% das receitas dolarizadas e, nos cálculos da Trígono, é negociada na bolsa por um valor menor que seus ativos.
No caso da Tupy, é difícil não pensar que a empresa não será afetada pela crise, já que tem como principal negócio a fabricação de componentes para o setor automotivo.
Mas a companhia, que tem 80% das receitas fora do país, possui outra e mais lucrativa linha de negócios no setor de bens de capital. “A Tupy está bem posicionada para quando o mercado retomar, principalmente nos Estados Unidos, que é o principal mercado da companhia”, diz o gestor da Trígono.
Fora do mundo das small caps, a gestora abriu uma exceção ao aproveitar a crise para comprar ações da produtora de papel e celulose Suzano.
Trata-se de uma exceção porque a companhia possui uma dívida relevante em dólar. Por outro lado, também possui receitas na moeda norte-americana, o que torna a posição segura, segundo Roger, que também aposta no aumento na demanda por produtos de papel como consequência da pandemia.
ENTENDA
VEJA QUAL É
PEDIDO ENTREGUE
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA