Com olhar voltado para as eleições americanas e covid-19 pelo mundo, investidores retomam cautela
Eleições e aumento de casos do coronavírus pelo mundo seguem sendo os principais fatores de aversão ao risco. No Brasil, investidores também monitoram clima político

A semana chega ao fim como começou, com a aversão ao risco tomando conta do mercado. De olho no crescimento do número de casos de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos - com novas medidas de isolamento social anunciadas - e na proximidade das eleições americanas, os investidores voltam a apostar na cautela, depois do alívio observado na sessão de ontem.
No Brasil, o feriado de segunda-feira (02), véspera das eleições americanas, aumenta a tensão. Os investidores locais monitoram o clima político em Brasília e dados do desemprego que serão divulgados hoje.
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Virando a mesa
O dia até começou no vermelho, mas o Ibovespa conseguiu devolver parte das perdas do dia anterior ao fim da sessão de ontem.
A recuperação das bolsas americanas e o bom desempenho de Petorbras e Vale - que haviam divulgado os resultados do terceiro trimestre na noite anterior - ajudou a bolsa brasileira a se firmar em alta e terminar o dia avançando 1,27%, aos 96.582,12%. O dólar teve leve alta de 0,09%, cotado a R$ 5,7451.
O avanço maior que o esperado do PIB americano e o número mais baixo de pedidos de seguro-desemprego no país animou os negócios, mesmo que o cenário local siga atribulado com a tensão entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
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No vermelho
A instauração de novas medidas de isolamento social na Europa - principalmente na Alemanha e França - e a proximidade do fim das eleições nos Estados Unidos segue deixando os mercados no vermelho.
Durante a madrugada, as bolsas asiáticas tiveram quedas superiores a 1%.
E hoje, um novo fator aumenta ainda mais a tendência de aversão ao risco dos últimos dias.
As grandes empresas de tecnologia - Amazon, Alphabet, Apple e Facebook - divulgaram os seus balanços trimestrais na noite de ontem e resultado não agradou. Mesmo com lucro acima do esperado, as empresas passaram a operar em queda firme no after hours em Nova York e devem puxar as baixas do dia. Os índices futuros em Wall Street operam com quedas superiores a 1%.
Na Europa, as bolsas também operam no vermelho, mas apresentaram uma melhora após dados econômicos da região. O Produto Interno Bruto da zona do euro cresceu 12,7%, o da França saltou 18,2% e o da Alemanha teve alta de 8,2% no terceiro trimestre.
Agenda
A agenda de hoje tem a divulgação da Pnad Contínua, com a taxa de desemprego do trimestre passado (9h). O Banco Central também divulga o balanço consolidado do setor público (9h30). Segundo o Broadcast, o desemprego deve subir a 14,2%.
Nos Estados Unidos, o dia reserva a divulgação de dados sobre renda pessoal (9h30) e sentimento do consumidor (11h).
A agenda de balanços corporativos está mais tranquila nesta sexta-feira. No exterior, destaque para ExxonMobil e Chevron.
Balanços
Confira os últimos números divulgados pelas empresas brasileiras.
- A Suzano Papel e Celulose teve prejuízo líquido de R$ 1,157 bilhão no terceiro trimestre. O valor representa queda de 66,54% na comparação anual.
- A rede de laboratórios de diagnóstico Fleury apresentou lucro líquido de R$ 132,1 milhões entre julho e setembro, marca 45% maior do que o apresentado um ano antes. A empresa chamou a atenção para o aumento de 15,4% na receita bruta, a R$ 943,8 milhões.
- A Totvs informou lucro de líquido de R$ 79,311 milhões, em uma queda de 9,3% na comparação anual.
O PÓDIO MUDOU
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