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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

esquenta dos mercados

Em dia de agenda cheia, tendência de cautela persiste nos mercados globais

O dia é de agenda cheia para os inestidores, com divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, novos pedidos de auxílio-desemprego e a última leitura do PIB do 1º trimestre nos Estados Unidos

Jasmine Olga
Jasmine Olga
25 de junho de 2020
8:17 - atualizado às 8:51
Queda de preços com coronavírus
Imagem: Shutterstock

A segunda onda de coronavírus segue assustando os mercados, que conferem hoje a última leitura do PIB dos Estados Unidos no 1º trimestre. Com um cenário seguindo a cautela observado ontem, o anúncio da criação de um novo acordo de recompra (repo) para fornecer liquidez para BCs fora da zona do euro, feito pelo BCE, ajuda as bolsas europeias e os índices futuros em Nova York a se recuperarem moderadamente.

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No Brasil, dia de agenda cheia para o mercado de juros. Os investidores aguardam o Relatório Trimestral de Inflação, que deve trazer a nova projeção do BC para o PIB e os cenários para a recuperação econômica brasileira. O marco do Saneamento Básico, aprovado ontem à noite, deve ser repercutido hoje pelo mercado local.

Escorado no otimismo

A bolsa brasileira acompanhou o mau humor visto no mercado internacional nesta quarta-feira, refletindo os temores com uma segunda onda de coronavírus, as novas ameaças protecionistas de Trump e a queda nas projeções para a economia global feitas pelo FMI. Ainda assim, o Ibovespa conseguiu limitar as perdas, caindo menos do que as bolsas americanas.

Por aqui, a expectativa com a aprovação do marco do saneamento foi o fator limitante, o que fez o principal índice da bolsa brasileira fechar o dia com queda de 1,66%, aos 94.377,36 pontos.

Com o cenário de cautela generalizada, o dólar mais uma vez teve um dia de alta pressão, fechando a sessão cotado a R$ 5,3231, após alta de 3,33%.Com a forte alta da moeda americana, o BC decidiu atuar no câmbio mais uma vez, anunciando leilões de linha para hoje e amanhã.

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Hoje, No BC tem dois leilões de linha simultâneos, de até US$ 1,5 bilhão e US$ 600 milhões em swap cambial.

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Marco do saneamento

Ontem à noite, após o fechamento do mercado, o Senado aprovou por 65 votos a 13 o novo marco do saneamento básico. Durante o dia, empresas do setor já haviam puxado as altas na bolsa brasileira.

A medida prevê a participação de empresas da iniciativa privada nas concessões para serviços de água e esgoto. O projeto, que agora segue para sanção presidencial, também abre as portas para a privatização de empresas públicas do setor.
A estimativa é que 1 milhão de empregos sejam criados, além de facilitar a universalização de serviços de água e esgoto

No vermelho

Os diversos fatores negativos que atingiram as bolsas europeias e americanas ontem também refletiram nos mercados asiáticos durante a madrugada.

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De olho na segunda onda do coronavírus, projeções pessimistas do FMI e as tensões comerciais envolvendo Estados Unidos, Europa e Reino Unido, as bolsas asiáticas fecharam em baixa.

Ontem, os EUA ameaçaram impor tarifas a US$ 3,1 bilhão de produtos europeus, em uma disputa sobre subsídios dados pela Europa a Airbus e que prejudicariam a Boeing.. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão do PIB para 2020 - indo de contração de 3% para 4,9%. Ainda nos Estados Unidos, alguns estados começam a reinstalar as medidas de isolamento social, após o país atingir novos recordes de contaminação.

Foco no global

Mesmo com sinais de recuperação econômica mais sólidos do que no restante do globo, os investidores europeus refletem a cautela com a retração da economia global.

Nesta manhã, o Banco Central Europeu anunciou um novo instrumento de recompra (repo) para fornecer liquidez aos BCs fora da zona do euro. O anúncio engatilhou uma recuperação nas principais bolsas do continente, que ainda operam de forma mista.

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Segundo o comunicado do BCE, o instrumento será adotado em meio à crise do coronavírus como forma de prevenção para atender necessidades de liquidez fora da zona do euro.

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam com grande volatilidade nesta manhã. Por volta das 8h, o S&P 500 futuro, Dow Jones futuro e o Nasdaq futuro operavam em queda.

Cenário comercial intenso

O cenário comercial segue movimentado. Dessa vez, o assessor de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse que o representante comercial americano, Robert Lightizer recebeu ordens de informar a China que deve comprar US$ 150 milhões de lagostas americanas até o dia 15 de julho, sob pena de novas tarifas retaliatórias à indústria de frutos do mar.

Agenda

O dia está cheio de fatores de influência para o mercado de juros, começado com o Relatório Trimestral de Inflação (8h), onde os investidores buscam pistas dos próximos passos do Banco Central.

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Ainda falando em BC, o mercado também monitora de perto a entrevista do presidente Roberto Campos Neto e do diretor de Política Econômica, Fábio Kanczuk. A entrevista pode mexer com as apostas dos juros futuros, que tem sido mais conservadoras desde a ata do Copom.
No fim da tarde ainda temos a divulgação da meta de inflação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Na agenda de divulgações também temos o IPCA-15 de junho, a prévia do IPC-Fipe. A FGV também divulga o índice de confiança da construção em junho (8h).

Nos Estados Unidos, o destaque é leitura final do PIB do 1º trimestre, com expectativa de retração de 5%, e o número de pedidos se auxílio-desemprego na última semana. Na Europa, será divulgado a ata da última reunião do Banco Central Europeu.

Fique de olho

  • Nomeação de Ruy Flaks Schneider foi aceita para o conselho de administração da Petrobras.
  • Petrobras adiou em três meses, para 30 de setembro, o prazo para impletação de condições para acordo comm Sete Brasil.
  • Cielo aprovou novo programa de recompra de até 2,595 milhões de ações ordinárias.
  • Porto Seguro fará pagamento de R$ 192,175 milhões em JCP.

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