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Ao todo, as medidas do Federal Reserve e de Trump somam US$ 6 trilhões. Com o bom humor predominando, os investidores decidiram ir às compras, puxando a alta das bolsas globais. No Brasil, alta não se sustenta
O megapacote trilionário prometido pelo Federal Reserve embalou o dia de recuperação das bolsas globais ontem. Antes mesmo de ser aprovado, o bom humor já predominava nos negócios.
Nesta quarta-feira (25), o Ibovespa futuro cai 0,14%, aos 68.758 pontos, por volta das 9h, de olho no que acontece em Brasília, conforme conto mais adiante. Mas agora vamos falar do que aconteceu lá fora.
Após duas rejeições no Senado dos EUA, o pacote finalmente foi aprovado e a economia americana tem quase US$ 2 trilhões extras para combater o coronavírus. A ajuda vem em momento crucial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem que os Estados Unidos se tornem o novo epicentro da pandemia. Já são mais de 44 mil casos registrados, com 544 mortes.
Ao todo, as medidas do Federal Reserve e de Trump somam US$ 6 trilhões. Com o bom humor predominando, os investidores decidiram ir às compras, após semanas de descontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta, reverberando a aprovação do pacote fiscal americano. Em Tóquio, o índice Nikkei teve a maior alta desde outubro de 2008, subindo mais de 8%.
Após ganhos expressivos na sessão de ontem, com o Dow Jones subindo mais de 11%, caracterizando o maior ganho porcentual diário desde 1933, os índices futuros chegaram a operar em forte alta, mas perderam a força durante a manhã e passaram a apresentar grande volatilidade, alternando entre o campo positivo e negativo.
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Na Europa, o pregão registrou alta expressiva na abertura, com até mesmo o setor aéreo se destando dentro das negociações. Mas, assim como nos Estados Unidos, os índices passaram a refletir uma alta volatilidade e perderam força.
Ontem, a bolsa brasileira seguiu o dia de recuperação visto no exterior e operou no campo positivo.
O bom humor no exterior fez o Ibovespa ter forte alta de 9,69%, aos 69.729,30 pontos, se reaproximando dos 70 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira já acumula uma alta de 3,97% na semana.
No exterior, o principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, chegou a operar com alta de mais de 12%, mas com a piora do humor, passou a apresentar uma queda de3,47% no pré-mercado.
A postura e novo pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro deve repercutir hoje entre os investidores.
Depois de tentar estabelecer um tom apaziguador com os governadores do Nordeste, Bolsonaro voltou a atacar João Doria e Wilson Witzel, criticando as medidas de quarentena estabelecidas nos estados.
A crise se agrava com as falas do presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento em rede nacional, que contrariou todas as recomendações das autoridades internacionais de saúde.
As respostas de políticos não demoraram para chegar. Davi Alcolumbre foi o primeiro a se manifestar após as falas, dizendo que o país precisa de uma liderança 'séria e responsável'.
Rodrigo Maia também fez coro às críticas. Maia assegurou que o Congresso irá trabalhar para votar medidas para conter e aliviar a pandemia. No Brasil, a doença já conta com 2.201 casos confirmados e 47 mortes.
Por aqui, expectativa também para a votação do pacote de socorro aos Estados e municípios, na Câmara, que deve acontecer nos próximos dias.
Pela primeira vez desde o dia 16 de março, o Banco Central não interviu no câmbio. Mesmo assim a moeda americana conseguiu interromper a escalada e terminou com queda de 1,03%, aos R$ 5,0820.
Hoje, 10h20, o Banco Central realiza dois leilões de linha, de até US$ 3 bilhões.
Hoje será divulgada a prévia da inflação, o IPCA-15 (9h). IBGE também divulga, no mesmo horário, pesquisa sobre o setor de serviços. O dia ainda tem o fluxo cambial semanal (14h40) e relatório do Tesouro da dívida pública (16h30).
Lá fora, os ministros de Relações Exteriores do G7 voltam a se reunir por teleconferência.
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
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