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Com a escalada de tensão entre Estados Unidos e China, os índices futuros em Nova York e o pregão europeu operam no vermelho. No Brasil, a expectativa é pela reunião virtual entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores.
Nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro discute com governadores sobre o veto ao reajuste de servidores públicos - muito esperado pelo mercado e pela equipe econômica, em contrapartida ao auxílio emergencial aos Estados e municípios. Na agenda econômica local, destaque para a divulgação da arrecadação federal.
No exterior, temos uma piora do humor nos negócios, já que as tensões entre Estados Unidos e China seguem crescendo. A marca de 5 milhões de casos de coronavírus no mundo também inspiram cautela. Dentre as principais divulgações econômicas do dia, destaque para o número de pedidos do auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que segue sendo um termômetro para a situação da economia norte-americana.
Mesmo com pontos de tensão local, o Ibovespa conseguiu seguir o otimismo externo visto nesta quarta-feira e terminou o dia em alta de 0,71%, a 81.319,45 pontos.
Um dos motores para o dia de alta foi o anúncio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que um acordo com China para recuperação do mercado de petróleo foi firmado. O objetivo é estabilizar os preços da commodity.
Em live da Abdib, na tarde de ontem, o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, tentou impedir apostas contra o real, dizendo que o Banco Central continuará atuando no câmbio, podendo até mesmo aumentar a atuação se necessário.
Ontem, o dólar fechou o dia com queda de 1,17%, a R$ 5,6809.
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Perguntado sobre qual seria o piso para a Selic, que hoje se encontra em 3% ao ano, o presidente do BC afirmou que 'países com dívidas maiores encerram o processo de corte de juros com taxas um pouco maiores também'. Ele também disse que a crise atual pode ser mais longa e o desvio fiscal maior.
O presidente Jair Bolsonaro participa hoje de videoconferência com governadores. O objetivo é melhorar a relação do Governo Federal com os Estados. Ponto de atrito entre as duas partes nos últimos meses, medidas de isolamento social não serão discutidas.
A expectativa é que Bolsonaro discuta o veto aos reajustes salariais do funcionalismo público. A medida foi aprovada na semana passada no pacote de auxílio aos Estados e municípios. Paulo Guedes, que espera que o veto se concretize, também participará da reunião.
Os números de casos do coronavírus continuam avançando no país, nos aproximando dos números registrados pelos Estados Unidos - país com o maior número de casos no mundo. No total, já são 291,5 mil infectados e 18,8 mil mortos.
Já no campo político, expectativa pela decisão do ministro Celso de Mello sobre o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril - que pode ser anunciada a qualquer momento - , e pelo depoimento de Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado e que denunciou o vazamento de informações da Operação Furna da Onça a Flávio Bolsonaro. Hoje, Marinho irá depor à PGR.
Em meio à tantas crises, a pesquisa XP/Ipespe divulgada ontem mostra uma queda no apoio popular do presidente. O índice de "bom/ótimo" caiu para 25%. 23% dos entrevistados acreditam que o governo do presidente é apenas regular - deixando o apoio ao presidente abaixo da casa dos 50%.
Em relação à atuação do presidente durante a crise sanitária, 58% dos entrevistadoss acreditam que a atuação é ruim ou péssima.
O clima de tensão entre Estados Unidos e China voltou a pesar. O presidente Donald Trump voltou a criticar o país asiático pela atuação contra o coronavírus, culpando os chineses pela pandemia.
A Casa Branca publicou um relatório com mais de 20 páginas culpando a China de atividades 'malignas' nos mais diversos setores, como políticas econômicas, violação de direitos humanos, regime militar e desinformação.
Além do renovado clima de guerra entre os países, os investidores também observam o avanço do coronavírus no globo.
Enquanto alguns países começam a reabrir suas economias, o vírus segue se espalhando. Segundo a Universidade Johns Hopkins, que compila dos dados sobre a doença, mais de 5 milhões de pessoas já foram infectadas, com 330 mil mortes registradas. A marca diluí o otimismo com as reaberturas econômicas e com o avanço de uma vacina.
Neste cenário que inspira maior cautela, as principais bolsas asiáticas fecharam em baixa.
O clima de tensão entre as duas principais economias do mundo contamina o pregão europeu, que opera no campo negativo desde a abertura. No velho continente, os negócios ainda digerem os últimos dados de atividade econômica do bloco. A economia da zona do euro continua se retraindo, mas o PMI composto da região superou expectativas, ficando em 30,5 em maio.
Depois de quatro altas consecutivas, os índices futuros em Nova York amanhecem em queda.
O petróleo parece seguir para mais um dia de alta, agora com expectativas pela reunião legislativa anual da China - quando a maior consumidora da commodity poderá decidir sobre novas políticas monetárias e fiscais que podem levar a um aumento da demanda.
Por volta das 7h30, o barril do petróleo WTI para julho tinha alta de 2%. Já Brent avançava 1,34%, a US$ 36,23.
Está previsto para hoje a divulgação da arrecadação federal (10h30).
Na agenda econômica internacional está previsto o número de pedidos de auxílio-desemprego semanal nos EUA (9h30), dados do setor imobiliário (11h) e PMIs preliminares de maio.
Olho também nos dirigentes do Federal Reserve, que falarão em diversos eventos durante o dia, incluindo o presidente Jerome Powell.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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