Mercados amanhecem no azul, mas avanço da covid-19 e questão fiscal devem limitar alta
Cenário externo amanhece no positivo, mas pontos de tensão - como a expectativa pela ata do Federal Reserve e o crescimento no número de casos de coronavírus - limitam os ganhos.

Embora o dia amanheça com o sinal positivo nos Estados Unidos e na Europa, diversos pontos de tensão limitam os ganhos e apoiam uma postura mais cautelosa dos investidores, como a expectativa pela ata do Federal Reserve e o monitoramento do crescimento do número de casos de covid-19 na Ásia e na Europa.
No Brasil, com o alívio no cenário político, os agentes financeiros seguem atentos à discussão sobre a situação fiscal brasileira.
[captacao]
Aliviando a tensão
Nos últimos dias, o mercado só fala em uma coisa: Paulo Guedes. Depois de uma intensa debandada de nomes importantes da equipe econômica do governo, os rumores sobre a saída do ministro da Economia do governo se intensificaram e pesaram nos mercados locais nos últimos dias.
Mas ontem, Bolsonaro e Guedes parecem ter entrado mais uma vez em sintonia e asseguraram a permanência do superministro no governo. A indicação foi o suficiente para que um movimento de alívio tomasse conta das bolsas brasileiras.
O Ibovespa fechou em alta de 2,48%, aos 102.065,35 pontos. No câmbio, a preocupação predominante é com relação ao futuro fiscal do país. Ainda assim, a moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,4666, queda de 0,55%.
Leia Também
De olho nas contas
No Brasil, os investidores seguem atentos no desenrolar das discussões sobre as contas públicas - a situação fiscal é motivo de preocupação. Por isso, as atenções recaem sobre as conversas em torno da prorrogação do auxílio emergencial e de um programa permanente de renda básica.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, crítico da proposta de Orçamento do governo, deve se reunir hoje com o presidente Jair Bolsonaro.
Sinais mistos
Em Nova York, ontem o dia foi marcado pelos novos recordes de fechamento do índice Nasdaq e do S&P 500. Na Ásia, apenas parte das bolsas seguiram o entusiasmo americano, com o pregão no continente fechando de forma mista: as bolsas chinesas interromperam a sequência de quatro altas consecutivas e encerraram a sessão em queda, enquanto outros índices da região avançaram.
O avanço das bolsas americanas não é o único fator no radar dos agentes financeiros internacionais nesta quarta-feira.
Na Ásia e Europa, a preocupação com uma segunda onda de coronavírus segue forte. Além disso, as relações entre Estados Unidos e China seguem sendo um ponto de tensão.
No continente europeu, os negócios apresentam um viés de alta, após dados melhores do que o esperado da inflação britânica - que apresentou avanço de 1% em julho ante o mesmo período do ano passado, acima das expectativas.
Em Wall Street, as bolsas americanas mostram sinais de que o rali deve continuar e apresentam um viés de alta nesta manhã, com os investidores monitorando o novo pacote fiscal americano.
Agenda
O encontro de Maia com o presidente Jair Bolsonaro á um dos principais destaques do dia. Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de conferência com investidores (10h) e se reúne com o presidente da Câmara e representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) (13h).
O destaque internacional é a divulgação da ata do Federal Reserve - expectativa é que os investidores busquem sinais sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos e a retomada econômica. A Opep+ também se reúne para discutir o acordo de produção de petróleo.
Fique de olho
- Hering irá abrir um novo programa de recompra de até 5 milhões de ações ON da companhia.
FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus