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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

esquenta dos mercados

Cautela prevalece nas bolsas internacionais em dia de ‘ressaca’ pós-Super Quarta

Sem a sinalização de novos estímulos, comunicado do Federal Reserve frustrou os investidores.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
17 de setembro de 2020
8:10 - atualizado às 8:34
Roberto Campos Neto e Jerome Powell, presidentes dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos
Roberto Campos Neto e Jerome Powell, presidentes dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos - Imagem: Divulgação

A quinta-feira começa com o sinal negativo predominando nos mercados internacionais. A 'super quarta' passou, mas os bancos centrais continuam concentrando as atenções dos agentes financeiros.

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Os investidores devem repercutir os comunicados que acompanharam as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos e analisar também os anúncios do BC inglês e japonês.

Ressaca pós-super quarta

Os investidores, que passaram a quarta-feira em compasso de espera pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, reagiram negativamente ao comunicado emitido pelo Federal Reserve.

O banco central americano manteve inalterada a sua taxa básica de juros, na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, o que já era dado certo pelos analistas. No comunicado, a autoridade monetária afirmou que deve tolerar uma taxa de inflação acima de 2% por 'algum tempo', o que desagradou os investidores, já que o eseperado era que a tolerância se desse 'de maneira sustentável'.

Seguindo o movimento de queda das bolsas americanas, o Ibovespa encerrou o dia com recuo de 0,62%, aos 99.675,68 pontos. O dólar acompanhou e caiu 0,96%, a R$ 5,2384.

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Dia de reação

Hoje os investidores locais irão reagir ao comunicado do Banco Central, emitido no começo da noite de ontem.

Leia Também

O BC encerrou o ciclo de nove cortes seguidos e confirmou a expectativa de manutenção da taxa Selic em 2% ao ano.

No comunicado da decisão, a autoridade monetária sinalizou que a Selic deve se manter na mínima histórica por um longo período, até quem sabe meados de 2022.

Uma preocupação recente do mercado, o Copom reconheceu que a inflação deve aumentar no curto prazo, com a alta 'temporária' nos preços dos alimentos, mas avaliou que os números permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária.

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Decepção

Sem a sinalização de novas medidas de estímulo pelo Federal Reserve e a visão de que alguns setores da economia americana irão demorar para se recuperar, os investidores seguem reagindo de forma negativa ao comunicado do banco central americano.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa durante a madrugada. Na região, o dia também foi marcado pela decisão de política monetária do BC japonês, que a manteve inalterada.

Na Europa, o sentimento de decepção com a falta de novos estímulos também é sentido, com as principais praças operando em queda. Na região, hoje é dia de conhecer a decisão do Banco da Inglaterra (BoE). Os investidores aguardam pistas sobre novas rodadas de estímulos.

Em Nova York, os índices futuros começam o dia em queda.

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Agenda

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa hoje de evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) (17h). O Ministério da Economia também divulga o boletim Prisma Fiscal, com as projeções do mercado para dados fiscais (10h).

Lá fora, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulga os dados semanais de auxílio-desemprego (9h30). na Inglaterra, o banco central anuncia a decisão de política monetária (8h).

Fique de olho

  • O ministro das Comunicações, Fábio faria, sinalizou que cinco empresas estão interessadas na aquisição dos Correios, entre elas o Magazine Luiza.
  • A BRF confirmou a emissão de US$ 500 milhões em títulos de 30 anos no exterior. A demanda superou em 10 vezes a oferta.
  • Notre Dame Intermédica aprovou o aumento de capital social de R$ 120,221 milhões para R$ 5,646 bilhões.

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