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2020-05-05T08:29:56-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Esquenta dos mercados

Investidores calibram tensões locais com otimismo externo

Otimismo externo deve beneficiar o Ibovespa, que aguarda números de balanços corporativos e o desenrolar da cena política

5 de maio de 2020
8:14 - atualizado às 8:29
Mercado de ações Ibovespa
Imagem: Shutterstock

O Copom inicia hoje a sua reunião de política monetária, com a curva do juro DI já precificando um novo corte na Selic amanhã.

Os investidores hoje deixam de lado a tensão renovada entre Estados Unidos e China para focar nos projetos de reabertura econômica pelo globo. O otimismo externo pode dar um gás extra ao Ibovespa, que ainda tem as turbulências políticas domésticas para absorver, como a expectativa pela quebra de sigiloso do depoimento do ex-ministro Sergio Moro.

Também está na agenda os níveis de atividade de abril nos Estados Unidos e a produção industrial de março no Brasil, números que devem trazer o impacto do coronavírus na economia.

Foco na reabertura

Os investidores voltam novamente as suas atenções para as iniciativas de reabertura econômica ao redor do globo - principalmente em algumas regiões dos Estados Unidos e países europeus, os mais afetados pela pandemia.

O número de infectados pela covid-19 ultrapassou a marca de 3,5 milhões de pessoas, com 251 mil mortes.

Em razão de feriados, as bolsas na China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechadas. Na região, as bolsas de Hong Kong e Taiwan fecharam em alta firme.

Os índices futuros em Nova York sobem nesta manhã.

Na Europa, os investidores deixam de lado a tensão renovada entre Estados Unidos e China, com acusações partindo de Donald Trump sobre a 'culpa' chinesa na pandemia, para focar nos processos de reabertura. Assim, as bolsas do continente avançam no começo da manhã, com o índice pan-europeu Stoxx-600 subindo mais de 1,4%.

No ritmo de Brasília

O Ibovespa teve um dia de cautela nesta segunda-feira, com correções pós-feriado e preocupação com o cenário político brasileiro.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o pregão com baixa de 2,02%, aos 78.876,22 pontos. Já o dólar subiu 1,51%, a R$ 5,5208.

Mas tanto a bolsa brasileira quanto o câmbio contou com um empurrãozinho de Brasília para aliviar a pressão, após a divulgação da intenção de Rodrigo Maia de votar a PEC do Orçamento de Guerra sem alterações, o que obrigaria a um maior rigor fiscal.

A Câmara aprovou em primeiro turno a PEC do Orçamento de Guerra. O segundo turno deve ser realizado nesta terça-feira (11h).

O texto aprovado ainda retira a exigência de contrapartida por parte das empresas beneficiadas nos projetos emergenciais do governo.

Quebra de sigilo

Após depor por mais de 8h no sábado, o ex-ministro Sergio Moro pediu para que a Polícia Federal publicasse na íntegra o depoimento. Segundo a defesa de moro, o pedido foi feito para que a imprensa não divulgue 'trechos isolados dissociados do contexto das declarações'. A decisão cabe ao ministro Celso de Mello.

A PGR já encaminhou ao STF o pedido para que três ministros militares do governo também deponham.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro nomeou Rolando Souza como diretor-geral da Polícia Federal, que teve como primeiro ato a troca de comando da PF no Rio de Janeiro.

Atos do domingo

O ministério da Defesa divulgou uma nota garantindo o papel constitucional das Forças Armadas, após a participação do presidente Bolsonaro em manifestação no domingo, onde o presidente sinalizou apoio dos militares aos atos contra o STF e o Congresso.

Ainda em nota, os militares condenaram as agressões à jornalistas e endereçaram a gravidade da pandemia do coronavírus.

Recuperação

A expectativa por uma retomada da atividade em escala global também anima o mercado de petróleo. Desde o começo do ano a commodity tem sofrido com a redução da demanda.

Por volta das 7h30, o petróleo WTI subia 10%, a US$ 22,45. Já o Brent avançava cerca de 7,24%, a US$ 29,17.

Agenda

No Brasil, temos a produção industrial de março (9h).

Lá fora, índices de atividade de abril dos Estados Unidos, medidos pelo Instituto Markit (10h45). Ainda nos EUA, temos a balança comercial de março.

Balanços

O Itaú foi outro bancão que apresentou os efeitos do coronavírus em seu balanço já nos números do primeiro trimestre. O banco teve uma redução de 43,1% no seu lucro recorrente, indo a R$ 3,912 bilhão. A reserva para eventuais calotes foi de R$ 7 bilhões.

Como os números foram divulgados na noite de ontem, as ações do Itaú devem sofrer um ajuste negativo hoje.

Hoje, após o fechamento temos a divulgação de Alpargatas, Banco Pan, EDP, Iguatemi e Tim.

A temporada de balanços também segue no exterior, com BNP Paripas, Fiat e Walt Disney na programação do dia.

Fique de olho

  • IRB adiou o balanço do primeiro trimestre para o dia 18 de junho.
  • Petrobras iniciou fase vinculante de venda de participações nas usinas eólicas Mangue Seco 1 e Mangue Seco 2, em Guamaré (RN). A petroleira também estendeu prazo de habilitação para a venda de 51% da holding Gaspetro.
  • B2w e BR Distribuidora firmaram parceria para integração das lojas BR Mania na plataforma da B2W.
  • José Isaac Peres e Eduardo Kamitz Peres foram reeleitos respectivamente como Diretor Presidente e vice da Multiplan.
  • A Ômega Geração aprovou aumento de capital social para R$ 6 bilhões. O valor anterior era de R$ 3 bilhões.
  • Log-In aumentou capital para R$ 1,336 bilhões, após emissão de 1,290 milhões de ações ON.
    -Atvos teve 51% de ações alienadas por credores do Grupo Odebreht. A companhia avalia medidas legais cabíveis.
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