O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Até o conservador Tesouro Selic viu perdas no mês
O mês de setembro foi um mar vermelho para praticamente todos os ativos que nós acompanhamos aqui no Seu Dinheiro. E quando eu digo todos, não estou falando apenas dos ativos de risco, dos quais já esperamos volatilidade.
Até o ouro, que é visto como um ativo de proteção contra crises, e o Tesouro Selic (LFT), o investimento mais conservador da economia brasileira, apanharam neste mês.
Só três ativos tiveram desempenho positivo: o dólar, campeão do ranking, a caderneta de poupança e os fundos imobiliários. Na lanterna, aparecem os títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação, com perdas de dois dígitos.

Setembro foi marcado pela queda dos preços das ações de empresas de tecnologia nos Estados Unidos, o que acabou contaminando as bolsas mundiais; a percepção, por parte dos investidores, de que a política monetária já deu o que tinha que dar no combate aos efeitos econômicos da pandemia de covid-19; a segunda onda de covid-19 na Europa; impasses na negociação de um novo pacote de estímulo fiscal nos EUA; e o aumento do risco fiscal no Brasil, levando a uma disparada nos juros futuros.
No início do mês, as bolsas no Brasil e no exterior tombaram puxada pelas ações de empresas de tecnologia reunidas na Nasdaq. Tratou-se de um movimento forte de realização de lucros, na medida em que faltavam motivos para as ações continuarem subindo e os investidores passaram a se questionar se elas já não haviam subido demais.
Enquanto isso, a Europa vivia um avanço nos casos de covid-19 que caracterizam uma segunda onda.
Leia Também
Em meados do mês, o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro mantiveram as taxas de juros inalteradas, encerrando o ciclo de cortes de juros para combater os efeitos econômicos do coronavírus.
Em uma série de declarações, o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou que os estímulos derivados da política monetária chegaram a um limite, e que agora é a vez de mais estímulos fiscais entrarem em cena.
Só que o acordo que vem sendo costurado entre republicanos e democratas no Congresso permanece num impasse. Enquanto isso, o mercado passou a ter a percepção de que, realmente, o afrouxamento monetário chegou a um limite.
No cenário doméstico não foi diferente. Pressões inflacionárias estarreceram a população, embora ainda não estejam contaminando o índice oficial de inflação. O BC disse não estar preocupado com a inflação e não fechou a porta para novos cortes residuais de juros no futuro, mas por ora julgou que 2% é o limite.
No cenário doméstico, o que vem preocupando mesmo os investidores é o aumento do risco fiscal do país, que vem ocasionando uma disparada nas taxas de juros futuros, o que prejudica os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, assim como a própria bolsa.
Para combater a crise, o governo brasileiro elevou fortemente os gastos, fazendo a dívida e o déficit públicos dispararem. Embora ninguém questione a necessidade desse aumento de despesas, a falta de um plano sobre os próximos passos tem deixado o mercado com pé atrás.
No fim do mês, o lançamento do programa Renda Cidadã contribuiu para estressar ainda mais os mercados. Além de criar novas despesas permanentes, o governo não propôs o corte de despesas permanentes, nem a criação de receitas permanentes, que é o que deveria ser feito num caso como esse.
As fontes de financiamento do programa, por sinal, não agradaram os mercados em nada: postergação do pagamento de precatórios (valores devidos pelo governo após sentença definitiva da Justiça) e recursos do Fundeb, o fundo destinado a custear a educação básica.
A postergação do pagamento de precatórios não só é uma despesa temporária (e não permanente), como também foi considerada, pelo mercado, como uma espécie de calote. Já o acesso aos recursos do Fundeb, que se encontram fora das regras do teto de gastos, foi lido como uma tentativa de burlar o teto para não parecer que se burlou o teto.
O fato de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter concordado com a proposta e ido publicamente anunciar o programa deixou o mercado com a confiança abalada na figura do "Posto Ipiranga". Na visão dos investidores, as promessas liberais do governo Bolsonaro parecem cada vez mais distantes.
Como você pôde perceber, uma série de acontecimentos no Brasil e no exterior aumentaram a aversão a risco em setembro, jogando as bolsas para baixo e o dólar para cima. Num ambiente generalizado de perdas, com realização de ganhos para se gerar liquidez, até mesmo ativos de proteção, como o ouro, sofreram.
No caso dos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, cujos preços caem quando os juros futuros sobem, foi justamente o aumento do risco fiscal que pressionou as taxas - principalmente as mais longas - jogando seus preços para baixo.
Mas e no caso do Tesouro Selic (LFT)? Esse não deveria ser o ativo mais seguro, aquele onde investimos nossa reserva de emergência? Como ele pôde apresentar retorno negativo de 0,46%?
De fato, o Tesouro Selic é muito pouco volátil e sua remuneração quase sempre é positiva, mesmo quando o investidor vende o papel antes do vencimento. Trata-se de um título com remuneração atrelada à taxa básica de juros, geralmente negociado com certo deságio, o que faz com que ele remunere, no vencimento, Selic mais um percentual.
Até o dia 10 de setembro, essa taxa a mais estava em um patamar bem modesto. O Tesouro Selic 2025, por exemplo, única LFT vendida no Tesouro Direto atualmente, estava pagando, até o começo deste mês, Selic + 0,03%.
Porém, de meados de setembro para cá, esse deságio passou a aumentar e as taxas acima da Selic pagas pelas LFT negociadas também dispararam. Hoje à tarde, por exemplo, quem comprasse o Tesouro Selic 2025 contrataria uma remuneração equivalente à Selic + 0,1678% no vencimento.
Os preços dos títulos, por sua vez, recuaram, e isto pôde ser notado tanto no Tesouro Direto quanto no mercado secundário, bem como no desempenho dos fundos DI e Tesouro Selic. O deságio mostrou-se maior nos títulos mais longos, machucando mais, também, aqueles fundos mais expostos a esses papéis.
Esse mau desempenho recente tem a ver com basicamente três elementos. Sobre um deles eu já falei anteriormente: a deterioração das contas públicas, com aumento do risco fiscal e a disparada dos juros futuros.
O segundo fator é o fato de a taxa Selic estar extremamente baixa, para padrões históricos. O mercado passou a perceber o governo brasileiro como mais arriscado, mas essa taxa de juros a 2% talvez não esteja refletindo bem esse risco, na visão dos investidores. Ou seja, o mercado passou a pedir mais taxa para financiar o governo, aumentando o deságio dos títulos.
O principal fator, porém, foi técnico. No dia 10 de setembro, o Tesouro fez um leilão de LFT e de títulos prefixados (LTN), colocando mais LFT do que o mercado era capaz de absorver - até porque, neste momento de curva inclinada, os prefixados exibem taxas bem mais atrativas que a parca Selic.
Com excesso de oferta de Tesouro Selic - mais vendedores do que compradores - os vendedores passaram a topar deságios cada vez maiores para se desfazerem dos seus papéis. Os compradores, por sua vez, querem uma taxa maior que a Selic para topar uma LFT.
Note que o deságio do Tesouro Selic atualmente não é enorme, mas em um cenário de Selic a 2%, é o bastante para machucar o retorno do investidor.

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real