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O Ibovespa e as bolsas globais sobem em bloco nesta quarta-feira, impulsionados pelas notícias de avanço no desenvolvimento de um tratamento contra o coronavírus. O dólar à vista tem um dia instável e, neste início de tarde, opera em leve alta
Uma notícia que sempre anima o Ibovespa e os mercados globais é o avanço no desenvolvimento de uma possível vacina contra o coronavírus. E, nesta quarta-feira (15), os investidores mostram empolgação no mundo todo, repercutindo mais um progresso de uma empresa farmacêutica nesse sentido.
Por volta de 15h50, o Ibovespa operava em alta de 1,01%, aos 101.452,06 pontos, num desempenho em linha com o visto no exterior: na Europa, as principais praças acionárias subiram mais de 1% e, nos EUA, o Dow Jones (+0,72%) e o S&P 500 (+0,87%) e Nasdaq (+0,59%) avançam.
O câmbio, por outro lado, tem um dia de instabilidade: o dólar à vista oscila entre os campos negativo e positivo, sem mostrar uma tendência clara — no momento, a moeda americana sobe 0,35%, a R$ 5,3675.
A grande impulsionadora das bolsas globais é a notícia de que os testes da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna conseguiu produzir anticorpos em todos os pacientes — um sinal animador e que renova as esperanças quanto à criação de um tratamento viável contra a pandemia.
Esse avanço mostrado pela Moderna é particularmente importante para os mercados porque, nos últimos dias, o número de novos casos da doença nos EUA tem aumentado num ritmo preocupante — um dado que, inclusive, fez a Califórnia retroceder em seus esforços para a reabertura da economia local.
Assim, ao ver a possibilidade de uma segunda onda do coronavírus forçar um novo fechamento nos Estados Unidos — o que, consequentemente, frearia a recuperação no nível de atividade no país —, os investidores mostram-se cada vez mais ansiosos pelo desenvolvimento de uma vacina, de modo a afastar de fez os riscos de mais um período de quarentena.
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Ainda nos EUA, o mercado reage com otimismo ao início da temporada de balanços do segundo trimestre. Ontem, os dados apresentados por J.P. Morgan, Citi e Wells Fargo já surpreenderam positivamente; hoje, foi a vez do Goldman Sachs superar as expectativas dos analistas.
Ao menos por enquanto, os números trimestrais das empresas não tem mostrado um impacto tão devastador assim da pandemia — uma tendência que vai dando força às bolsas globais e que, se mantida, pode levar os índices acionários para níveis ainda mais altos, incluindo o Ibovespa.
No mercado de juros futuros, a tendência é de queda na ponta mais longa das curvas:
Há pouco, o ministério da Economia divulgou projeções atualizadas para o PIB e outras variáveis macro em 2020. Os números, contanto, não trouxeram grandes mudanças em relação às estimativas anteriores: a previsão de queda na atividade econômica continua de baixa de 4,7% neste ano.
O dado trouxe reações mistas ao mercado. Por um lado, o governo está mais otimista que o boletim Focus, que prevê uma baixa de 6,1% no PIB em 2020; por outro, alguns previam que o ministério mexeria em suas projeções e assumiria uma postura não tão negativa, levando em conta os dados mais fortes da indústria e do varejo em maio.
Logo após a publicação dos números do governo, o Ibovespa perdeu força e o dólar à vista mudou de trajetória, passando a flutuar ao redor da neutralidade — uma certa instabilidade nas bolsas americanas também influencia o andamento das negociações por aqui.
Confira as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC ON | 21,62 | +8,31% |
| SBSP3 | Sabesp ON | 61,40 | +8,10% |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,65 | +7,99% |
| SUZB3 | Suzano ON | 38,88 | +6,06% |
| GOLL4 | Gol PN | 21,75 | +5,99% |
Saiba também quais são as cinco maiores quedas do índice hoje:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | 11,81 | -3,12% |
| IRBR3 | IRB ON | 9,13 | -1,83% |
| MRVE3 | MRV ON | 20,49 | -1,77% |
| SULA11 | SulAmérica units | 46,78 | -1,74% |
| BTOW3 | B2W ON | 113,81 | -1,63% |
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